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Por: Viviane Aparecida Ferreira de Lara Matos | 22 Junho 2018

Inicialmente, o tema da cultura parecia muito distante das preocupações de adolescentes e jovens. Alguns questionaram como articulá-lo com a democracia. “O que esse tema tem a ver com a gente?”, foi uma das perguntas que brotou. Contudo, quando o assunto foi articulado com as situações vivenciadas por eles e elas no cotidiano, como a violência, a ausência de políticas públicas, o desmonte da educação, as ocupações secundaristas, entre outros, tudo fez sentido.  

Foi assim que se construiu o quarto encontro do ciclo de estudos e vivências Juventudes, direitos humanos e democracia, que ocorreu na manhã de segunda-feira, 18 de junho, no Colégio Estadual Santos Dumont, bairro Guaíra, promovido pelo CEPAT em parceria com este colégio, IHU e Núcleo dos Direitos Humanos da PUCPR. O tema do encontro foi Juventudes e a cultura na contemporaneidade, com a assessoria da artista e educadora popular Susi Monte Serrat.

Segundo Monte Serrat, dialoga-se com a sociedade a partir da cultura, envolvendo todas as situações da vida, tanto as questões pessoais, familiares, de relacionamentos, como a visão de mundo que se tem. Sendo assim, um funk, expressão musical da cultura da periferia, pode ser instrumentalizado pela cultura de massa, reproduzindo os valores e as ideologias do sistema neoliberal, como o culto à centralidade do dinheiro ou ao machismo, ou pode se tornar um instrumento de denúncia das ausências sociais e políticas vividas pelo povo, como são as letras de protesto.

Vivemos um tempo de anseio por mudança social e as juventudes possuem o frescor dessa possibilidade. Desde 2011, os movimentos juvenis se despertaram nas redes sociais, nas praças e, no caso do Brasil, nas escolas, com o objetivo de abrir o debate da mudança social, apontando que essa mudança se inicia com a radicalização da democracia. Os movimentos juvenis se caracterizam por fortes críticas às estruturas políticas e econômicas neoliberais e estabelecem no mundo um conflito geracional, que precisa despertar a sociedade para os novos valores que vão surgindo.

Nesse contexto, Monte Serrat vê a cultura como principal instrumento de expressão do protagonismo e da resistência. É a cultura que nos dá voz e é ela que tem mantido e movimentado as ocupações. “Em 2016, estive na ocupação do Iphan. Após o impeachment da presidenta Dilma, a primeira medida de Michel Temer foi a retirada do Ministério da Cultura. Ocupamos o espaço de quinta para sexta com cinco pessoas, quando chegou o domingo, éramos 2.000 artistas e sociedade civil. A ocupação teve resultados”.

Naquele mesmo ano, estudantes secundaristas também ocuparam as escolas, institutos e universidades no Brasil, para tentar barrar a Medida Provisória 746. Uma das estudantes da escola partilhou: “Eu vim todos os dias para a ocupação, aqui a gente conversava sobre vários assuntos, inclusive sobre as mudanças que iriam acontecer em nossas vidas com a aprovação da lei. Nossos professores ajudaram muito a dar vida na ocupação e os professores de artes dedicavam o tempo para nos ajudar a sintetizar o que pensávamos em vídeos que produzimos e divulgamos nossa rotina na ocupação e em cartazes para a comunidade”.

As ocupações da Primavera Estudantil foram um momento para atuar e participar, e os adolescentes e jovens se sentiram protagonistas, a partir de seu modo de ser e enxergar o mundo. Nosso papel deve ser o de apoiar esse dinamismo dos adolescentes e jovens, construindo possibilidades que devem considerar a cultura e os espaços de socialização das juventudes.

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