Colômbia: católicos se dividem sobre acordo de paz

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21 Junho 2018

O presidente recém-eleito da Colômbia, Iván Duque Márquez, se opõe ao acordo de 2016 entre o governo anterior e as FARC.

A reportagem é de Charles-Albert Bareth, publicada em La Croix Internacional, 19-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Notórias por terem detido, entre outros, Ingrid Betancourt entre 2002 e 2008, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) tornaram-se um partido político após o acordo de paz de 2016 com o governo colombiano.

No entanto, Iván Duque Márquez, que venceu o segundo turno das eleições presidenciais em 17 de junho e que conta com o apoio de uma seção do eleitorado católico, se opõe ao acordo, especialmente à anistia que ele fornece aos ex-líderes do ex-grupo guerrilheiro de extrema esquerda.

“Essa paz com que nós sonhamos, que requer retificação, será corrigida”, enfatizou Duque na noite de sua vitória, depois de receber cerca de 54% dos votos.

Seguindo os passos do ex-presidente direitista Álvaro Uribe (2002-2010), Iván Duque não quer o pacto assinado em 2016, embora tenha permitido o desarmamento da rebelião e sua reconversão em partido político.

Sua posição não é isenta de riscos, já que cerca de 1.200 ex-combatentes das FARC ainda se recusam a entregar suas armas. Esses dissidentes poderiam atrair alguns de seus ex-companheiros de volta para o seu lado.

“Assim como o país, os católicos estão divididos”, disse Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina e do Caribe (Opalc). Nesse país predominantemente católico, a Igreja atua como um ponto de referência em termos de escolha política.

Uma ala bastante conservadora da Igreja Católica da Colômbia se opôs ao acordo de 2016 devido ao seu forte anticomunismo, herdado dos anos 1980.

“Parte da hierarquia superior da Igreja apoia Duque”, confirma Gaspard Estrada. Nas negociações entre as FARC e o governo de Bogotá, a Igreja Católica da Colômbia se absteve de tomar qualquer posição, apesar do apoio inequívoco do Vaticano às discussões.

Embora a Conferência Episcopal da Colômbia como um todo evitou assumir qualquer posição, alguns padres desejam fervorosamente que o acordo seja implementado.

Por quê? “Há a realidade de que alguns padres têm vivido nas áreas onde o conflito armado causou grandes danos”, disse Estrada.

Diante dos violentos combates entre o Exército colombiano e as FARC, esses padres provincianos atribuem a maior importância ao acordo de 2016.

“É nas áreas onde a violência foi maior que Gustavo Petro (candidato socialista a favor do acordo de 2016) recebeu a maior votação”, disse o cientista político.

Apesar da neutralidade da Conferência Episcopal da Colômbia, o Vaticano tem usado sua influência para ajudar a manter o frágil acordo.

Durante uma visita de cinco dias à nação sul-americana, em setembro de 2017, o Papa Francisco havia implorado fortemente pela paz.

Colômbia, abre teu coração e deixa-te reconciliar”, clamou ele em uma missa em Bogotá. Sua vontade mediadora ajudaria a aproximar os beligerantes.

“Sentimos o apoio do papa ao longo do processo, e ele o expressou publicamente em muitas ocasiões”, disse Marco León Calarcá, ex-membro do alto comando das FARC, durante as negociações.

Além disso, a conferência episcopal participou desde o início da comissão encarregada de ouvir as vítimas do conflito armado antes e durante as negociações.

“A Igreja está amplamente envolvida no processo de reconciliação nacional, que requer a devida consideração pelo sofrimento e pelo respeito das vítimas pelo seu direito à vida”, disse em 2016 o diretor da Cáritas Colômbia, Dom Héctor Fabio Henao Gaviria.

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