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13 Junho 2018

O fato de Francisco ter bloqueado as diretrizes católicas alemãs para a partilha eucarística, na verdade, podem ser uma bênção, disse um bispo protestante.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por La Croix International, 11-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um importante líder protestante na Alemanha defendeu a decisão do Papa Francisco de impedir temporariamente que os bispos católicos do país emitissem diretrizes nacionais que abririam caminho para que os não católicos em matrimônios mistos recebessem a comunhão na missa.

O bispo Heinrich Bedford-Strohm, presidente das Igrejas Protestantes Alemãs (EKD), disse que a medida, na verdade, tem o potencial de transformar aquilo que parece ser uma questão regional em um assunto que poderia receber um maior consenso ecumênico em nível mundial.

“Eu vejo uma oportunidade aí”, disse o bispo ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, no dia 6 de junho.

“Roma possivelmente quer levar em consideração como a preocupação dos bispos alemães poderia ser posta em uma posição muito mais ampla e mais forte, tanto teológica quanto canonicamente. Talvez, um dia, se provará que esse passo intermediário estava certo, e transparecerá que ele levou a um grande consenso no caminho ecumênico”, disse.

O presidente da EKD disse que a questão básica do fato de os não católicos participarem da Eucaristia católica “naturalmente” ia “muito além” das preocupações nacionais ou denominacionais específicas e não se aplicava apenas à Alemanha, onde aproximadamente 40% dos casais estão em casamentos mistos católicos-protestantes.

“Mas o Papa Francisco encorajou expressamente as conferências episcopais de todo o mundo a encontrarem soluções pastorais em seus próprios países. É exatamente isso que os bispos alemães fizeram”, disse o bispo Bedford-Strohm.

“Se, no processo, acontecer que o anseio por (mais) passos ecumênicos nessa questão também seja forte em outros países, então o fato de mover o debate para o nível da Igreja mundial poderia ser visto como um progresso”, explicou.

O líder protestante disse estar profundamente agradecido por dois terços dos bispos católicos da Alemanha pensarem que havia chegado a hora de fornecer diretrizes apropriadas a respeito da partilha da Eucaristia aos seus padres e àqueles casais que estão em casamentos mistos.

Bedford-Strohm observou que, durante o Ano da Reforma de 2017, as Igrejas Católica e Protestante na Alemanha prometeram uma à outra que “prosseguiriam destemidamente ao longo do caminho ecumênico”.

“O cardeal Reinhard Marx, de Munique, e eu estamos determinados a fazer isso. Estamos em absoluto acordo sobre isso”, disse.

Mas o entrevistador perguntou o que significava que quase um terço dos bispos alemães, incluindo todos os da Baviera, não apoiam o cardeal Marx sobre a questão da hospitalidade eucarística.

Bedford-Strohm respondeu que, em essência, a questão estava relacionada com a resposta à pergunta de São Paulo em sua Primeira Carta aos Coríntios, a saber: “Será que Cristo está dividido?” (1Co 1, 13).

“Nós sabemos a resposta: ut unum sint (que todos sejam um). A unidade cristã é um mandato bíblico”, afirmou.

“Qualquer um que sinta que não pode apoiar a maioria dos bispos alemães nisso deve encontrar uma solução melhor para a questão de São Paulo. Seja como for, o cardeal Marx continua com sua campanha por aquilo que ele considera correto. E ele tem todo o meu apoio”, ressaltou Bedford-Strohm.

Ele disse estar otimista, porque documentos e controvérsias não são o parâmetro pelo qual se mede o ecumenismo.

“O ensino e a vida devem estar fortemente conectados”, disse o bispo protestante.

Ele disse que o importante é como o ecumenismo é realmente vivido no nível da base.

Ele observou que, nos últimos anos, muitos católicos haviam descoberto “ou redescoberto” seu interesse pela tradição protestante, que acolhe qualquer cristão que tenha permissão para participar da comunhão em sua própria Igreja a também fazê-lo na Igreja Protestante.

“E sei que muitos não católicos – não apenas na Alemanha, mas também em outras partes do mundo – recebem conscientemente a Eucaristia católica e, às vezes, são também convidados a fazer isso por parte do clero católico. A prática geralmente está à frente da teoria”, disse Bedford-Strohm.

Enquanto isso, o bispo protestante do norte da Alemanha, Gerhard Ulrich, rejeitou categoricamente a opinião daqueles que dizem que o Papa Francisco freou o ecumenismo e está atrasando o relógio.

O bispo Ulrich, que fez parte de uma delegação da Federação Luterana Mundial que teve uma audiência privada com o papa no início de junho, disse que era “infundado e injusto” ligar o debate sobre a partilha da Eucaristia na Alemanha e o progresso ecumênico.

“Ao contrário, o Papa Francisco enfatizou (na audiência) que devemos avançar sem parar no caminho para a unidade cristã”, disse Ulrich à agência de notícias KNA, no dia 5 de junho.

“Sua meia-frase sobre ‘não correr com o ímpeto de ganhar metas ambiciosas’ não tinha absolutamente nada a ver com a discussão em curso sobre a intercomunhão na Alemanha”, disse o bispo protestante.

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