O ecologismo entre Macron e Papa Francisco

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16 Maio 2018

Tempos de mudança dos paradigmas da política e de novas fraturas são os atuais. O que está significativamente em crise - embora ainda não eliminada - é a divisão esquerda-direita, que foi parcialmente substituída por aquela entre "vencedores" e "vencidos" pela globalização. E poderia se dizer que uma das pedras angulares da turbulência dos modelos no grande caos político atual, pode ser encontrada, novamente, justamente no ambiente (que já foi o motor de uma das fraturas pós-materialista que modificaram a paisagem partidária após a década de 1980 do século passado). Portanto, estamos assistindo à elaboração de diferentes "pensamentos (e ações) verdes”, que se sobrepõem à batalha das ideias políticas. E acabam coincidindo com fórmulas inéditas destinadas a reinventar o progressismo e a esquerda (ou o que resta dela).

O comentário é de Massimiliano Panarari, ensaísta e consultor de comunicação pública e política, leciona Análise da linguagem política na Universidade de Modena e Reggio Emilia, Itália, em artigo publicado por La Stampa, 15-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Por um lado, assim, há o que podemos chamar de “macronismo verde": o reformismo liberal de Emmanuel Macron, que identificou nas políticas ambientais um dos pontos de qualificação. O presidente francês colocou-se, assim, à frente do movimento internacional da luta contra o aquecimento global e do grupo daqueles países que querem ver avançar o Acordo de Paris; uma escolha claramente devedora também do modelo gaullista do grandeur, uma espécie de repintura em tom pós-moderno e, justamente, verde.

O macronismo constitui uma incubadora e uma "startup" do estudo de novos indicadores de bem-estar alternativos ao PIB; justamente Macron, de fato, foi o secretário da Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi instaurada por Nicolas Sarkozy. E a partir daquela iniciativa formou-se um fil rouge (na verdade, verde) que chega até a criação do Ministério da transição ecológica e solidária confiado ao ambientalista hipermidiático Nicolas Hulot. Um fio condutor que é o da identificação de uma modalidade de transição da manufatura para a soft economy, e de algum possível caminho alternativo para aquele industrialismo que maciçamente caracterizou a esquerda do século XX e não resulta mais possível de ser reproposto no cenário de globalização. Em suma, um experimento no centro-esquerda pós-moderno que quer trilhar caminhos inovadores.

Por outro lado, há uma perspectiva de ecologia integral e tendência para uma modificação profunda dos estilos de vida para a convivência e pacificação com os ecossistemas naturais. O motor, nesse caso, é o catolicismo bergogliano da encíclica Laudato sí. Da qual resulta a ideia de uma "poesia social" e de uma "criatividade popular" que unem igualdade e defesa da criação e chegam até à Slow Food, como escreve o teólogo Vincenzo Rosito no livro Poeti Sociali (EDB). De fato, quem assume imediatamente o desafio da encíclica papal são as homônimas “Comunidade Laudato si” lançadas por Carlo Petrini (com a 'bênção' da Igreja do Papa Francisco). E eis que também a tentativa de re-fundação de uma esquerda mais popular - e radical - mais uma vez tem início, à procura de novos paradigmas, novamente a partir do ambiente.

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