A doutrina da tribulação. Artigo de Jorge Mario Bergoglio

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08 Maio 2018

Por que retomar hoje um texto do então Pe. Jorge Mario Bergoglio, escrito no Natal de 1987? Antes de responder a essa pergunta, é necessário compreender o contexto em que foi escrito aquele texto.

O padre Bergoglio assina um breve prólogo para uma coletânea de oito cartas de dois Padres Gerais da Companhia de Jesus (Las cartas de la Tribulación. Buenos Aires: Diego de Torres, 1988). Sete são do Padre Geral Lorenzo Ricci, escritas entre 1758 e 1773, e uma do Padre Geral Joannes Roothaan, de 1831. Nela se fala de uma grande tribulação: a supressão da Companhia de Jesus. Com o Breve Apostólico Dominus ac Redemptor (21 de julho de 1773), o Papa Clemente XIV decidiu suprimir a Ordem, em consequência de uma série de medidas políticas. Posteriormente, em agosto de 1814, na capela da congregação dos nobres em Roma, o Papa Pio VII fez ler a Bula Sollicitudo omnium ecclesiarum, com a qual a Companhia de Jesus foi restaurada plenamente.

O então Pe. Bergoglio, em 1986 – terminado seu período como provincial e, depois, de reitor do Colégio Máximo e pároco em San Miguel –, foi para a Alemanha para um ano de estudo. De volta a Buenos Aires, continuou seus estudos e ensinou Teologia Pastoral. Nesse tempo, a Companhia de Jesus estava preparando a 66ª Congregação de Procuradores, que aconteceu entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro de 1987. A província argentina escolheu Bergoglio como “procurador”, enviando-o para Roma com a tarefa de informar sobre o estado da província, discutir com os outros procuradores eleitos das diversas províncias sobre o estado da Companhia e votar sobre a oportunidade de convocar uma congregação geral da Ordem. Foi nesse contexto que Bergoglio decidiu meditar e apresentar novamente as cartas dos padres Ricci e Roothaan, porque, na sua opinião, eram relevantes e atuais para a Companhia. E para isso ele escreveu um texto à maneira de um prólogo, que ele assinou três meses depois, de pouco mais de 2.000 palavras, metade das quais eram notas.

La Civiltà Cattolica, na sua última edição, publica este texto, que é difícil de encontrar atualmente. Ao lê-lo, sente-se a falta das cartas às quais se refere o texto de Bergoglio. Em breve, providenciaremos a sua publicação. Mesmo assim, o texto é claro em seu significado. Junto com ele, apresentamos neste fascículo uma reflexão do Padre Diego Fares, que explica mais profundamente o significado que Bergoglio dá a essas cartas.

***

Apresentamos As Cartas da Tribulação porque, nesses anos, o Papa não perdeu a oportunidade de citá-las. Estas cartas, e as reflexões do padre Bergoglio de 1987, foram a espinha dorsal da sua homilia na celebração das vésperas na igreja do Gesù, em 2014, por ocasião do 200º aniversário da restauração da Companhia de Jesus.

A ocasião mais recente foi a conversa com os jesuítas do Peru (Papa Francisco, “‘Onde é que o nosso povo tem sido criativo?’ Conversa com os jesuítas do Chile e do Peru”, em La Civiltà Cattolica (2018) n. 14, 7-23), onde afirmou que estas cartas “são uma maravilha de critérios de discernimento, critérios de ação para não se deixar afetar pela desolação institucional” (p. 18). Também fez referência explícita a elas quando falou aos sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas em Santiago do Chile, em 16 de janeiro de 2018. Nessa ocasião, convidou para encontrar o caminho a seguir “nos momentos em que a poeira das perseguições, das tribulações, das dúvidas, etc., é levantada pelos acontecimentos culturais e históricos” e vem a tentação de “ficar aí ruminando a desolação”.

Claramente, Francisco queria dizer à Igreja do Chile uma palavra em tempos de desolação e de “voragem de conflitos”. Do mesmo modo como – sempre fazendo referência a essas cartas – falou de Pedro. Com a pergunta: “Você me ama?”, Jesus queria libertar Pedro de “não aceitar com serenidade as contradições e as críticas. Queria libertá-lo da tristeza e especialmente do mau humor. Com essa pergunta, Jesus convidou Pedro para ouvir seu próprio coração e aprender a discernir”. Em síntese, Jesus queria evitar que Pedro se tornasse um destruidor, um mentiroso caritativo ou um perplexo paralisado. Jesus insiste até que Pedro lhe dá uma resposta realista: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo” (Jo 21, 17). Assim, Jesus o confirma na missão. E deste modo o torna definitivamente seu apóstolo.

***

Deste modo, podemos entender que essas cartas e as reflexões que as acompanham são relevantes para compreender como Bergoglio sente que deve agir como sucessor de Pedro, isto é, como Francisco. São palavras que ele diz hoje à Igreja, repetindo-as primeiramente a si mesmo. E, acima de tudo, são palavras que o Papa Francisco considera fundamentais hoje para que a Igreja esteja em condições de enfrentar tempos de desolação, de turbulências, de falsas polêmicas e antievangélicas.

Foi este breve texto de 31 anos atrás que gerou, por exemplo, um importantíssimo texto do pontificado, como a Carta aos Bispos do Chile, depois do “relatório” que lhe foi entregue por dom Charles J. Scicluna em 8 de abril de 2018, que, a seu modo, pode ser considerado muito bem como uma nova “Carta da Tribulação”.

Reler hoje o prólogo de Bergoglio significa entrar no coração do pontificado que produziu a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate como fruto maduro.

(Antonio Spadaro S.J.)

A introdução acima de autoria de Antonio Spadaro, S.J., diretor da Civiltà Cattolica, e o artigo de Jorge Mario Bergoglio, publicados simultaneamente em italiano e espanhol, são traduzidos por André Langer.

Eis o artigo.

Os textos que se seguem são da autoria de dois Padres Gerais da Companhia de Jesus: o Pe. Lorenzo Ricci (eleito geral em 1758) e o Pe. Joannes Roothaan (eleito em 1829). Ambos tiveram que liderar a Companhia em tempos difíceis, de perseguições. Durante o generalato do Padre Ricci aconteceu a supressão da Companhia pelo Papa Clemente XIV. Durante muito tempo, as cortes bourbônicas estavam “exigindo” essa medida. O Papa Clemente XIII confirmou o Instituto fundado por Santo Inácio. No entanto, os ataques bourbônicos não cessaram até a publicação do Breve Dominus ac Redemptor, de 1773, pelo qual a Companhia de Jesus foi supressa. (1)

O Pe. Roothaan também passou por momentos difíceis: o liberalismo e toda a corrente do Iluminismo que desembocava na “modernidade”. Em ambos os casos, tanto no do Pe. Ricci como no do Pe. Roothaan, a Companhia era atacada principalmente por sua dedicação à Sé Apostólica: tratava-se de “um tiro por elevação”. Não faltavam, contudo, deficiências nas fileiras dos jesuítas.

Não se trata aqui de detalhar os fatos históricos. Basta o que foi dito para contextualizar a época dos dois Padres Gerais. O importante é ter em mente que, em ambos os casos, a Companhia de Jesus sofria tribulação; e as cartas que seguem são a doutrina sobre a tribulação que ambos os superiores recordam aos seus súditos. Constituem um tratado sobre a tribulação e o modo de enfrentá-la.

Em momentos de turbulência, quando se levanta a poeira das perseguições, das tribulações, das dúvidas, etc., por causa de acontecimentos culturais e históricos, não é fácil atinar para o caminho a seguir. Existem várias tentações próprias desse tempo: discutir ideias, não dar a devida importância ao caso, fixar-se demais nos perseguidores e ficar ali ruminando a desolação, etc. Nas cartas que se seguem, vemos como os dois padres gerais enfrentam tais tentações, e propõem aos jesuítas a doutrina que os solidifica na sua própria espiritualidade (2) e fortalece sua pertença ao corpo da Companhia, cuja pertença “é primeira e deve prevalecer em relação a todas as outras (a todos os tipos de instituições, quer pertençam à Companhia, quer sejam de fora dela). Ela deve caracterizar qualquer outro compromisso que, através dela, é transformado em ‘missão’...” (3)

Por trás das posturas culturais e sociopolíticas dessa época subjaz uma ideologia: o Iluminismo, o liberalismo, o absolutismo, o regalismo, etc. No entanto, chama a atenção como ambos os padres – em suas cartas – não se põem a “discutir” com elas. Sabem muito bem que – em tais posturas – há erros, mentiras, ignorâncias... no entanto, deixam de lado essas coisas e – ao se dirigirem ao corpo da Companhia – centram sua reflexão na confusão que tais ideias (e as consequências políticas e culturais ) produzem no coração dos jesuítas. Parece que eles temiam que o problema estivesse mal focado. É verdade que existe uma luta de ideias, mas eles preferem ir à vida, à situacionalidade que tais ideias provocam. Discute-se as ideias, ao passo que se discerne a situação. Essas cartas destinam-se a dar elementos de discernimento aos jesuítas na tribulação. Por isso, na sua proposta, prefiram – mais do que falar dos erros, das ignorâncias ou das mentiras – referir-se à confusão. A confusão aninha-se no coração: é o vai e vem dos diversos espíritos. A verdade ou a mentira, em abstrato, não é objeto de discernimento. Por outro lado, a confusão sim. As cartas que se seguem são um tratado de discernimento em tempos de confusão e tribulação. Mais do que argumentar sobre ideias, essas cartas recordam a doutrina e – através dela – levam os jesuítas a assumirem a sua própria vocação.

Diante da gravidade desses tempos, da ambiguidade das situações criadas, o jesuíta deveria discernir, deveria recompor-se em sua própria pertença. Não lhe era lícito optar por uma das soluções que negasse a polaridade contrária e real. Deveria “procurar para encontrar” a vontade de Deus, e não “procurar para ter” uma saída que o deixasse tranquilo. O sinal de que havia discernido bem ele o teria na paz (dom de Deus), e não na aparente tranquilidade de um equilíbrio humano ou de uma opção por algum dos elementos em contraposição. Concretamente: não era de Deus defender a verdade à custa da caridade, nem a caridade à custa da verdade, nem o equilíbrio à custa de ambas. Para evitar tornar-se um verdadeiro destruidor ou um caritativo mentiroso ou em um perplexo paralisado, deveria discernir. E é próprio do superior ajudar no discernimento. Este é o sentido mais profundo das cartas que seguem: um esforço da cabeça da Companhia para ajudar o corpo a tomar uma atitude de discernimento. Tal atitude paterna resgata o corpo do desamparo e do desenraizamento espiritual.

Finalmente, uma coisa mais sobre o método. O recurso às verdades fundamentais que dão sentido ao nosso pertencimento parece ser o único caminho para abordar corretamente um discernimento. Santo Inácio recorda isso diante de qualquer escolha: “quanto de nós dependa, a nossa intenção deve ser simples, olhando somente o fim para o que fui criado...”. (4) Além disso, não é de se estranhar o recurso que, nestas cartas, os padres gerais fazem aos pecados próprios dos jesuítas, que – numa perspectiva meramente discursiva e não de discernimento – poderia parecer que nada teriam a ver com a situação externa de confusão provocada pelas perseguições. O que acontece não é acidental: existe aqui uma dialética própria da situacionalidade do discernimento: buscar – dentro de si mesmo – um estado semelhante ao de fora. É este caso, um olhar-se somente perseguido poderia engendrar o espírito do mal de “sentir-se vítima”, objeto de injustiça, etc. Fora, por causa da perseguição, há confusão... Ao considerar os próprios pecados, o jesuíta pede – para si mesmo – “vergonha e confusão de mim mesmo”. (5) Não são a mesma coisa, mas se parecem; e – deste modo – se está em melhor disposição para fazer o discernimento.

As cartas que se seguem foram traduzidas do seu original latim (6) pelo R. P. Ernesto Dann Obregón S.J., que, desta maneira, coloca nas mãos de tantos leitores esta joia da nossa espiritualidade.

25 de dezembro de 1987.

Notas:

1. As interpretações históricas sobre a conduta do Papa Clemente XIV são diversas. O ponto de vista de cada uma delas sempre parte de alguma realidade objetiva. Penso que nem sempre é acertado absolutizar essa verdade transformando-a na única chave interpretativa. Um bom compêndio sobre o assunto pode ser encontrado em G. Martina. História da Igreja. De Lutero a nossos dias. 4 vols. São Paulo: Loyola, 2010; vol. II, pp. 271-287 (páginas referentes à edição castelhana). Também fornece abundante bibliografia. O juízo que Ludwig von Pastor faz de Clemente XIV em sua Historia de los Papas (vol. XXXVII) é extremamente dura. Por exemplo: “a fraqueza de caráter de Clemente XIV dá a chave para entender a sua tática de ceder tanto quanto possível às exigências das cortes bourbônicas e de restabelecer a paz dessa maneira...” (p. 90). “A qualidade mais fatal do novo papa: a fraqueza e a timidez, com as quais andavam paralelas sua duplicidade e lentidão” (p. 82). “Falta a Clemente XIV coragem e firmeza; em todas as suas resoluções é extremamente lento. Ele cativa as pessoas com belas palavras e promessas, engana-as e fascina-as. A princípio, promete céu e terra, mas depois coloca dificuldades e adia a solução, segundo costume romano, permanecendo, por fim, vitorioso. Desta forma, todos acabam sendo arredados em seus ardis. Há um traço admirável para evitar qualquer decisão em suas respostas aos embaixadores: despede-os com boas palavras e esperanças lisonjeiras que depois não se realizam. Quem procura obter uma graça deve tentar consegui-la na primeira audiência. Além disso, um embaixador perspicaz pode descobrir seu jogo duplo, porque ele é muito propenso a falar” (pp. 82-83). Estes são julgamentos que Pastor toma de documentações da época, e embora a sua opinião sobre o Papa Ganganelli acabe sendo negativa, muito mais a é a que tem sobre o seu secretário, frei Bontempi, também frade menor conventual, sobre os ombros de quem “deposita” grande parte da responsabilidade pelos erros de Ganganelli. Bontempi – de acordo com Pastor – tratou simoniacamente com o embaixador espanhol a supressão da Companhia. Conseguiu que Clemente XIV o nomeasse cardeal in pectore, mas fracassou quando lhe exigiu, em seu leito de morte, a publicação do cardinalato. Pastor o apresenta como um sujeito ambicioso, inescrupuloso, que se move nos bastidores e que procura “ficar bem”; de tal forma que prepara assim seu futuro.

2. O padre José de Guibert, S.J., em seu livro La Espiritualidad de la Compañía de Jesús (Santander: Sal Terrae, 1955, 486 páginas), afirma: “Em sintonia com isso [refere-se ao Decreto 11 da Congregação Geral XIX, que elegeu o padre Ricci como geral] está a impressionante série de cartas endereçadas pelo novo general aos seus religiosos, à medida que as provações se acumulam e os perigos aumentam. Em 08 de dezembro de 1759, um dia após os decretos de Pombal destruindo as províncias portuguesas, convida à oração para pedir pelo imediato spiritum bonum, o verdadeiro espírito sobrenatural da vocação, a perfeita docilidade à graça divina. Em outra ocasião, em 30 de novembro de 1761, no momento em que a França é, por sua vez, atingida pela tempestade, pede para colocar toda a confiança em Deus, aproveitar-se das provações para a purificação das almas, recordar que nos aproximam mais de Deus e servem também para a maior glória de Deus. Em 13 de novembro de 1763 insiste também na necessidade de rezar e de tornar mais eficaz a oração com a santidade da vida, recomendando, sobretudo, a humildade, o espírito de pobreza e perfeita obediência exigida por Santo Inácio. Em 16 de junho de 1769, após a expulsão dos jesuítas espanhóis, novo apelo à oração, ao zelo para se purificar dos menores defeitos. Finalmente, no dia 21 de fevereiro de 1773, seis meses antes da assinatura do Breve Dominus ac Redemptor, na falta de qualquer socorro humano quer ver um efeito da misericórdia de Deus que convida aqueles que prova a não confiar senão Nele; também exorta à oração, mas para pedir unicamente a conservação de uma Companhia fiel ao espírito de sua vocação: ‘Sim, que Deus não permita, havia de perder esse espírito pouco importaria que fosse supressa, já que se teria feito inútil para o fim para a qual foi fundada’. E termina com uma calorosa exortação para manter em sua plenitude o espírito de caridade, de união, de obediência, de paciência e de simplicidade evangélica”.

“Estas são as palavras com que a Divina Providência quis que a história espiritual da Companhia se encerrasse no momento da provação suprema do sacrifício total que dela seria exigido. Cordara, e outros depois dele, censuraram em Ricci uma excessiva passividade diante dos ataques de que sua ordem era objeto, uma falta de energia e capacidade de usar todos os meios à sua disposição para frustrar os ataques; este não é o lugar para discutir se tal crítica é bem fundamentada, mas o quanto é preferível ouvir – ao invés de convites para recorrer a habilidades humanas, legítimas, mas sem dúvida inúteis – os reiterados apelos à fidelidade sobrenatural, à santidade da vida, à união com Deus na oração, como a coisas essenciais naquelas últimas horas da ordem, na véspera de morrer” (pp. 318-319).

“Basta recordar o protesto que o padre Ricci, moribundo, tomou o cuidado de ler, no momento de receber o viático em sua prisão do Castelo de Santo Ângelo, em 19 de novembro de 1775: na hora de comparecer perante o tribunal da verdade infalível, era seu dever protestar que a Companhia destruída não tinha dado motivo algum para sua supressão; ele o declarava e atestava com a certeza de que pode moralmente ter um superior bem informado sobre o estado de sua ordem; depois, que ele mesmo não havia dado motivo, por menor que fosse, para sua prisão” (ibid., nota 71).

3. CG XXXII, IV, 66.

4. Cf. EE 169.

5. Cf. EE 48.

6. Epistolae Praepositorumm Generalium ad Patres et Fratres Societatis Iesu, 4 vol., Rollarii, Iulii De Meester, 1909, pp. 257-307 e 332-346.

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