Nicarágua. Igreja será mediadora entre o regime de Ortega e a sociedade civil “para democratizar o país”

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27 Abril 2018

A Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) aceitou ser “mediadora e garantidora” do diálogo nacional convocado pelo regime de Daniel Ortega, após vários dias de protestos populares sob a vanguarda de universitários nas ruas - reprimidos com brutalidade pela Polícia e o Exército -, que fez seu governo entrar na mais grave crise institucional dos onze anos em que governa o país centro-americano de maneira autoritária.

A reportagem é de Israel González Espinoza, publicada por Religión Digital, 25-04-2018. A tradução é do Cepat.

O país, segundo organizações de direitos humanos, conta com mais de trinta mortos, vítimas da repressão do governo de Ortega. Isto sem contar o número de feridos e das destruições em instituições públicas, privadas e infraestruturas em Manágua e outros pontos do país.

Ao cair da noite de terça-feira, 24 de abril, o presidente do Episcopado nicaraguense, o cardeal-arcebispo Leopoldo Brenes, leu um sucinto comunicado no qual aceitavam mediar o diálogo nacional proposto por Ortega, pedindo a todos - governo e sociedade civil – a interrupção de qualquer violência e hostilidade para criar um ambiente propício para as conversas. Isto acontecia enquanto centenas de jovens saíam novamente em Manágua e outras cidades do país para recordar os universitários assassinados durante os protestos, vítimas da repressão governamental.

“Para facilitar o clima de diálogo, consideramos essencial o imperativo que tanto o governo como cada membro da sociedade civil evitem qualquer ato de violência, de desrespeito à propriedade pública e privada, e que prevaleça um clima sereno e de absoluto respeito à vida humana de todos e cada um dos nicaraguenses”, expressa o comunicado dos bispos da Nicarágua.

O bispo auxiliar de Manágua, dom Silvio José Báez, revelou em um programa pela rede internacional CNN que os hierarcas católicos que irão, por parte da Igreja, como mediadores são o arcebispo Brenes e os bispos Rolando Álvarez (Matagalpa), Bosco Vivas Robelo (León), além dele próprio.

Báez afirmou à rede CNN que o diálogo impulsionado pelo regime de Ortega e sua mulher, Rosario Murillo, é um “risco” posto que só pode ser uma estratégia para ganhar tempo e seguir governando o país de forma despótica e autoritária, mas que a Igreja está disposta a correr o risco, apesar de não haver no país uma cultura de diálogo e que, em nível político, a palavra “diálogo” é sinônimo de um pacto entre dirigentes e caudilhos.

“O diálogo que neste momento foi pensado é um grande risco para toda a nação e a Igreja. A Conferência Episcopal, concretamente, que aceitou o diálogo, está disposta a correr esse risco que pode ser uma manobra do Governo para ganhar tempo e para alongar a situação que conservou ao longo destes anos, marcada pelo autoritarismo, a inconstitucionalidade, o desrespeito aos direitos humanos, a ilegalidade. Este diálogo precisa ter como objetivo a democratização da Nicarágua”, expressou dom Báez.

Durante a entrevista, o bispo Báez qualificou como “sicários” os bandos partidários do governo, que o regime de Manágua solta toda vez que um grupo de pessoas sai para mostrar seu descontentamento contra aqueles que governam a Nicarágua. Igualmente, qualificou a desmedida atuação policial durante os protestos como “dolorosa e sangrenta”.

Destacou, além disso, que para tornar o diálogo realmente efetivo, o governante e sua mulher devem se comprometer a nunca mais colocar grupos de choque pró-governamentais para assediar a população civil do país.

“(Que) nunca mais apareçam nas ruas de Nicarágua estes sicários pró-governamentais com armas destrutivas, que enfrentam a sociedade civil. Espero que isto o presidente da República assegure e torne público; porque se não há estas condições, o diálogo corre o risco de fracassar”, apontou o bispo auxiliar de Manágua.

Durante a entrevista com a TV internacional, o hierarca católico ressaltou que o povo cansou do autoritarismo do regime de Daniel Ortega, e milhares de pessoas exigiram sua saída na segunda-feira, 23 de abril, em uma gigantesca manifestação que saiu do centro de Manágua seguindo para a Universidade Politécnica (UPOLI), na região leste, bastião da resistência estudantil à repressão do governo.

“Muitíssima gente na Nicarágua está pedindo uma mudança deste Governo, é a opinião que eu escuto na rua, é o que muitíssima gente diz e o que muitíssima gente quer: eu suponho que no diálogo algo disto surgirá, já que todos os temas estarão sobre a mesa”, disse dom Báez.

Questionado pelo jornalista da CNN sobre quem dirige as turbas do governo que atacam manifestantes pacíficos, dom Báez foi enfático e responsabilizou a Polícia Nacional (PN) de gerenciar os atos do braço político juvenil do partido de Daniel Ortega.

“Toda Nicarágua sabe (das turbas) que não é a primeira vez. Lamentavelmente, é um método aberrante, repugnante, o utilizado por este governo para reprimir a população civil que protesta pacificamente. Estes sicários pró-governamentais, posso assegurar, pelo que vi, são dirigidos, muitas vezes protegidos pela Polícia”, finalizou o bispo carmelita.

O regime orteguista responde à Igreja

Enquanto dom Báez fazia declarações na TV internacional, o presidente Daniel Ortega compareceu na TV pública, junto com sua mulher e vários membros de seu gabinete. No discurso, o mandatário afirmou se sentir agradecido pela disposição do arcebispo Brenes e os bispos da CEN em ser garantidores do diálogo.

O governo de Ortega recusou aceitar a responsabilidade pela morte de universitários nas mãos da Polícia e Exército, mediante a repressão governamental exercida sobre manifestantes pacíficos. Tampouco o regime manifestou condolências às famílias em luto e seus meios de comunicação (de corte panfletário) se dedicaram a deslegitimar os protestos populares como “minúsculos grupos de vândalos da direita”.

Também, em razão da crise de legitimidade governamental e a beligerância da Igreja Católica contra a repressão, o regime de Ortega mudou seu “cristianismo”. Convidou pastores evangélicos para realizar “correntes de oração” nas instituições públicas “pela paz na Nicarágua”, apesar de o artigo 14 da Constituição da Nicarágua destacar expressamente que o Estado não possui religião oficial.

A estratégia governamental, em clara busca de legitimidade, se vale da pouca consciência social que possuem as seitas evangélicas da Nicarágua (30%), cujos pastores costumam negociar terrenos e materiais de construção para seus templos em regiões deprimidas das cidades do país em troca de ser utilizados politicamente pelo regime orteguista.

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