A leitura da Bíblia por um grupo de cristãos LGBT. A lógica do dom (Jo 15, 1-8)

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16 Abril 2018

Nas dependências de uma paróquia de Florença, Santo Antônio de Pádua ao Romito, um encontro em nome da Palavra que dá abertura à hospitalidade e ao compartilhamento entre um grupo de paroquianos e um grupo de homossexuais cristãos. Cada um leva a si mesmo, sua própria humanidade que prescinde de qualquer escolha específica. Imagem difícil de visualizar até poucos anos atrás.

A informação é de Giusi D'Urso, publicada por Adista, 07-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Cada leitura de uma passagem do Evangelho é um encontro que desperta uma emoção pela beleza humana e, ao mesmo tempo, divina do que é afirmado. Uma beleza subversiva em relação aos estereótipos comportamentais humanos. Estereótipos que não preveriam nem tal hospitalidade e nem tal compartilhamento.

O encontro com a passagem de João 15, 1-8, que fala do Deus lavrador que cura a própria videira com seus ramos e frutos, expressa plenamente essa emoção. Antecipada pelo profeta Isaías: "Naquele dia haverá uma vinha de vinho tinto, cantai-lhe! Eu, o Senhor, a guardo; e a cada momento a regarei, para que ninguém lhe faça dano, de dia e de noite a guardarei”. No contexto evangélico Cristo torna-se a videira verdadeira, "Eu sou a videira verdadeira", a resposta às expectativas do Antigo Testamento em que a vinha era a alegoria daquele povo de que Deus esperava os frutos. Agora, o próprio Senhor se torna não só um dom, mas a resposta do homem a Deus. Só permanecendo enraizados em Cristo como homens podemos dar frutos, "Permanecei em mim, e eu vou permanecer em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim". O texto de João constitui, portanto, um aviso, a ser acolhido com seriedade, uma vez que a perda de profunda comunhão com Cristo leva os ramos a não dar mais frutos, e secar, "Sem mim nada podeis fazer". Tal comunhão se manifesta na adesão ao espírito evangélico, que prescinde da adesão a uma confissão religiosa, e que significa participação na humanidade de Deus. Mesmo de maneira não-consciente, simplesmente indo ao encontro do outro. Tudo isso implica um sentido de responsabilidade para a vida que nos foi dada. Responsabilidade para responder ao dom com o dom, ao cuidado com o cuidado. De fato, os seguidores de Cristo dispensam todas as formas de legalismo, que torna árido o praticante, e leva a uma liberdade interior desobstruída de todos os condicionamentos humanos e orientada apenas pelo amor, a Cristo e ao próximo, do qual aquela responsabilidade que foi mencionada é um evidente sinal "vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado". E os frutos que virão serão um pouco como a parábola dos talentos, cada um de nós irá responder de acordo com o número de talentos que lhe foram doados. Quem souber investir esses talentos dará frutos, de outra forma, se os enterrar por medo de perdê-los, será como o ramo seco que vai ser cortado.

Uma das consequências dessa prática de adesão é que, como afirmado no versículo 7: "Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado", que significa simplesmente que "o que vocês quiserem, o que constitui o maior desejo do vosso coração, peçam-no e isso se realizará em vocês" Interpretação menos trivial do que aparentemente parece pelas palavras do texto.

A alegria será o maior fruto, a alegria da comunhão com o Pai, o lavrador, e com a humanidade, os ramos repletos de frutos. De fruto humano.

Hoje a emoção do encontro com o Evangelho ocorre dentro da igreja, com uma expectativa mais ampla, pela esperança está nascendo das palavras do Papa Francisco que propõem, seguindo precisamente o espírito evangélico, uma lógica alternativa àquela do mundo, a lógica do dom, em oposição àquela da posse. Desse sinal dos tempos temos que tirar proveito, para preservá-lo para o futuro.

Desde 2001 o Grupo Kairós (gays, lésbicas e transgêneros cristãos de Florença) está em caminho para que cada mulher e cada homem possam viver a própria fé em plenitude (cf. Jo 10, 10). Os textos da lectio de oração da Kairós podem ser baixados no site kairosfirenze.wordpress.com.

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