Papa Francisco e aquele colete salva-vidas dos migrantes

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16 Abril 2018

É um presente que o Papa guarda entre seus pertences pessoais e que recebeu de Oscar Camps, presidente da associação espanhola Proactiva Open Arms, sob investigação pelas autoridades italianas por se recusar a entregar à Guarda Costeira líbia as pessoas salvas durante uma missão no Mediterrâneo.

A informação é publicada por Vita, 13-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

É um relato que induz à reflexão aquele narrado na apresentação do relatório do Centro Astalli sobre a emergência das migrações forçadas por Fabio Baggio, o subsecretário do papa Francisco para a seção dos Migrantes e Refugiados, e reproduzida no jornal Il Fatto quotidiano por Riccardo Cristiano, especialista em Vaticano da Reset.

Durante uma das reuniões mensais do departamento presidido pelo próprio Bergoglio, o Papa se levantou, saiu da sala "e voltou vestindo um colete salva-vidas, daqueles que os refugiados usam durante a travessia do Mediterrâneo". Um colete que lhe foi presenteado em 26 de maio de 2016 por Oscar Camps, presidente da associação espanhola Proactiva Open Arms, engajada nas atividades de busca e salvamento no Mediterrâneo, e sob investigação pelas autoridades italianas depois que a tripulação tinha se recusado entregar à Guarda costeira líbia as 218 pessoas resgatadas. "Oscar Camps, o comandante e o coordenador do navio foram investigados pelo crime de favorecimento da imigração clandestina” escreve Cristiano, ressaltando que "pelo que sabemos sobre os campos de internamento dos migrantes na Líbia, Oscar Camps e os outros tripulantes investigados, certamente evitaram um destino obsceno para as 218 pessoas".

Foto: La Repubblica

Cristiano observou que aquele colete não foi colocado no depósito onde provavelmente são guardados todos os presentes recebidos pelo Papa. "Bergoglio, guarda aquele colete entre seus pertences pessoais. Agora ficamos sabendo que, durante uma reunião da seção de Migrantes e Refugiados foi buscá-lo e o vestiu. Por quê? Porque, de acordo com o que foi explicado pelo padre Baggio, ele quis indicar que aquele departamento devia ter um objetivo a curto prazo, um a médio e outro a longo prazo: "e objetivo imediato é este: salvar vidas".

Cristiano acrescentou que "o fato de que um homem que na vida desempenha a função de Papa possa ter sentido a necessidade de se levantar para ir buscar um colete salva-vidas que traz consigo, me ajudou a entender Bergoglio muito mais do que outras coisas. Por isso não hesito em acreditar que o que foi dito naquela ocasião pelo presidente do Centro Astalli, padre Camillo Ripamonti, reflita o pensamento do Papa expressando "a nossa profunda contrariedade com o acordo com a Turquia que impede, de fato, o acesso à Europa, especialmente de sírios fugindo de uma guerra que já dura há sete anos e [manifestando] a nossa preocupação por acordos similares que possam ser de interesse de outros países". Infelizmente, acrescentou, o alarme era fundamentado, uma vez que "o acordo com a Líbia foi assinado em julho 2017".

Um acordo, acrescentou o padre Ripamonti, que "reduziu significativamente o número de chegadas na Europa através das rotas pelo Mediterrâneo central, mas o preço que é pago em termos de violência contra as pessoas é inimaginável". "O que está sendo saudado como um sucesso - acrescentou - é para nós uma grande derrota da Itália e da Europa inteira, confirmada nos últimos dias com a notícia de que o tribunal penal de Haia está realizando uma investigação por crimes internacionais cometidos contra os migrantes na Líbia''.

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