Aproximam-se as decisões sobre o caso "Karadima-Barros" objeto da Missão Scicluna

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09 Abril 2018

Pelo que relatam vários meios de comunicação chilenos, o bispo de Osorno, Mons. Juan Barros, há alguns anos no centro de um escândalo em que ele é acusado de encobrir os abusos sexuais de seu mentor espiritual e eclesiástico, o padre Fernando Karadima, processado e condenado por pedofilia, abuso de poder e outros delitos menores, teria apresentado a sua demissão irrevogável ao Papa Francisco. O bispo contestado teria entregado sua carta de demissão ao próprio enviado do Papa, Mons. Charles Scicluna, quando, durante a sua missão especial no Chile, teve oportunidade de encontrá-lo sob severas medidas de segurança e confidencialidade. Da citada reunião, suposta por alguns jornalistas de Santiago, nunca foi divulgado nada, assim como de outra reunião com Mons. Horacio Valenzuela, atual bispo de Talca.

As informações são publicadas por Il Sismografo, 08-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mons. Valenzuela, juntamente com Mons. Tomislav Koljatic, Bispo de Linares, Mons. Andrés Arteaga e, obviamente, Mons. Barros, fazem parte do grupo dos chamados "Bispos de Karadima" porque pertencem ao contexto da paróquia "El Bosque", onde nasceram e cresceram suas vocações, guiadas e protegidas mais tarde por Fernando Karadima. Mons. Scicluna, em fevereiro passado, também teria pedido para se encontrar com o Bispo de Linares, Tomislav Koljatic, que teria recusado o convite. O arcebispo enviado pelo Papa não encontrou o terceiro bispo, Mons. Andres Arteaga, que há alguns anos sofre de Parkinson e agora está totalmente retirado de qualquer atividade, embora conserve o cargo de Auxiliar de Santiago, juntamente com seis outros prelados.

Se for confirmada a informação sobre a renúncia de Mons. Barros, seria agora a terceira vez desde que ele foi nomeado bispo de Osorno pelo Papa Francisco em 2015. Mons. Barros já renunciou em duas ocasiões, mas o Santo Padre, como ele mesmo relatou retornando de Chile, em janeiro, sempre recusou a solicitação. Entre essas duas primeiras renúncias e terceira, como é bem conhecido, insere-se a delicada e importante missão do Enviado do Papa Francisco, Mons. Charles Scicluna, arcebispo de La Valletta (Malta), que junto com seu assistente, padre Jordi Bertomeu, visitou antes Nova York e depois o Chile em fevereiro. Durante essas visitas, os Enviados do Papa ouviram várias pessoas diretamente envolvidas no suposto episódio dos abusos e encobrimentos, mas também fiéis leigos de Osorno, que desde sempre se opõem ao governo pastoral de mons. Barros, porque consideram que as suspeitas que pesam sobre a sua pessoa não lhe permitem um exercício normal da autoridade e orientação pastoral.

O primeiro relatório conclusivo de mons. Scicluna foi entregue no Vaticano, passando por Roma, quando voltava para Malta no final da sua missão. Outros relatórios foram enviados mais tarde, de Valletta, e as chamadas conclusões definitivas teriam sido entregues por ocasião da presença do Arcebispo de Malta no Vaticano para a consagração episcopal de Mons. Alfred Xuereb (19 de março), nomeado núncio para a Coreia do Sul e Mongólia (26 de fevereiro).

O Enviado do Papa em pessoa, ou através de seu "substituto", quando precisou ser hospitalizado para uma colecistectomia de emergência, padre Bertomeu, se encontrou com mais de 20 pessoas no total, incluindo, naturalmente, os três principais acusadores de Mons. Barros (Hamilton, Murillo e Cruz). Não só. De surpresa, quando parecia impossível, Mons. Scicluna conheceu outras pessoas que em diferentes eventos acusam alguns membros do clero de serem culpados de abusos contra eles, em especial um grupo de irmãos maristas das Escolas cristãs.

Finalmente, a imprensa chilena, da mesma maneira que fez há algumas semanas, voltou a enfatizar que nos relatórios conclusivos de Mons. Scicluna há passagens especiais e categóricas sobre o trabalho de vários bispos em todo esse complexo, misterioso e complicado episódio, e em especial sobre dois cardeais: Ricardo Ezzati, atual arcebispo de Santiago, salesiano, e seu antecessor, Francisco Javier Errazuriz, do Movimento internacional de Schoenstatt, membro do Conselho de 9 cardeais que auxiliam o Santo Padre no processo das reformas em curso.

Por enquanto os detalhes desses supostos encontros não são antecipados. A imprensa limita-se simplesmente a sinalizar que com toda probabilidade se aproxima para os dois cardeais uma saída de cena definitiva. O Cardeal Ezzati agora está com 76 anos de idade e o Cardeal Errázuriz com 85.

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