Mulheres recebem em média 11,6% a menos que homens na Região Metropolitana de Porto Alegre

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Por: João Pedro e Marilene Maia | 29 Março 2018

A Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA criou 2.774 vagas de emprego em janeiro, acompanhando os resultados do Brasil e do estado do Rio Grande do Sul, que criaram 77.822 e 17.769 vagas respectivamente. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, através do Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, acompanha a questão do trabalho e publica mensalmente notas contemplando os dados do Caged referentes à Região Metropolitana de Porto Alegre e à Região do Vale do Sinos.

Os setores que mais criaram postos de trabalho em janeiro foram a Indústria da transformação (2.539 postos de trabalho), a construção civil (737 postos de trabalho) e o setor de serviços (581 postos de trabalho). O setor com o pior desempenho foi o do comércio, que fechou 1.179 postos de trabalho na região.

O município de Porto Alegre apresentou saldo positivo de 99 postos de trabalho criados. As cidades que mais criaram postos foram Novo Hamburgo (399 postos), Parobé (367 postos) e Triunfo (346 postos), enquanto nove municípios fecharam postos de trabalho, destacando Charqueadas com menos 231 postos, Nova Santa Rita com menos 115 postos e Alvorada com menos 92 postos de trabalho.

A Região Metropolitana de Porto Alegre representou 38,63% das admissões do Rio Grande do Sul e a Capital representou 18,12%. Sobre o grau de instrução dos trabalhadores: a grande maioria (51,73%) dos trabalhadores têm ensino médio completo, 13,30% têm fundamental completo, 11,06% estudaram até o 9º ano do fundamental, 5,53% têm superior incompleto, 8,17% têm ensino superior completo.

A tabela abaixo descreve a remuneração média dos trabalhadores admitidos em janeiro segundo seu grau de instrução. Pode-se notar que não há diferença expressiva nas remunerações médias dos trabalhadores até o ensino superior incompleto. Seguindo a lógica de que o cidadão complementa sua escolaridade buscando um aumento da remuneração ou melhor colocação no mundo do trabalho, podemos ver que tal expectativa não vem se realizando na Região Metropolitana de Porto Alegre. Apenas quando o trabalhador conclui o ensino superior consegue acesso a um incremento expressivo em sua renda.



Arte: João Pedro/IHU

As mulheres foram 43,34%, enquanto os homens representaram 56,66% dos admitidos no mês de janeiro na Região Metropolitana de Porto Alegre. Porém se for averiguada a participação dos sexos em cada faixa salarial podemos ver que esta proporção não é mantida, sendo as mulheres maioria nas menores faixas salariais e os homens maioria nas faixas acima de 1,5 salário mínimo.

Fazendo um recorte na faixa de 41 a 44 horas trabalhadas, pode-se explicitar através dos dados as desigualdades de gênero vivenciadas no mercado de trabalho, em que 63,67% dos homens contratados neste mês recebem até 1,5 salário mínimo, enquanto 78,65% das mulheres contratadas no mês de janeiro recebem até 1,5 salário mínimo.

As mulheres contratadas em janeiro na Região Metropolitana de Porto Alegre recebem em média 88,38% do salário dos homens, o equivalente, em média, a R$ 186,05 a menos. O município que registrou a maior diferença entre o salário masculino e o feminino foi Eldorado do Sul, onde as mulheres ganham em média R$ 481,80 a menos que os homens.

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