Bispo dos EUA diz que Francisco colocou a tradição social da Igreja na ''frente do palco''

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09 Fevereiro 2018

O Papa Francisco tomou a rica tradição social da Igreja que foi defendida pelo Papa João Paulo II e “colocou-a na frente do palco”, disse o bispo Frank Dewane.

A reportagem é de Christopher White, publicada por Crux, 07-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dewane, bispo de Venice, na Flórida, e presidente da Comissão de Justiça Interna e Desenvolvimento Humano da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos (USCCB), disse que, embora haja uma tradição constante de ativismo social católico, ele acredita que houve um crescimento durante o papado de Francisco.

Suas considerações foram feitas durante uma entrevista com o Crux, durante o Encontro do Ministério Social Católico, um congresso anual organizado pelo Departamento de Justiça, Paz e Desenvolvimento Humano da USCCB. O evento de quatro dias inclui oficinas sobre o ensino social católico, seguido por ações de lobby presenciais no Capitol Hill em prol das prioridades legislativas católicas.

Dewane elogiou as muitas encíclicas e cartas sociais de João Paulo II e disse que “ele colocou muita coisa à disposição que nós ainda estamos usando”.

“O Papa Francisco tomou isso e colocou de volta na arena”, disse Dewane. “Ele colocou seu carimbo nisso, com palavras como as ‘periferias’, e, às vezes, nos deu definições mais precisas aos conceitos.”

Como principal conferencista, Dewane apontou para os locais das suas viagens papais e também para as atividades que ele faz em cada país, como suas visitas às prisões, dar de comer aos famintos e suas idas aos bairros marginalizados.

“Ele toma esse ensinamento e o evidencia”, disse Dewane.

Dewane foi eleito presidente da sua comissão na reunião dos bispos de novembro de 2015 e assumiu o cargo no mês de novembro seguinte, apenas alguns dias após a eleição do presidente Donald Trump.

Ao longo do ano passado, os bispos dos Estados Unidos lançaram um fluxo constante de declarações que se opõem a várias iniciativas políticas propostas pelo governo Trump – embora Dewane diga que essas declarações se dirigem às questões em jogo, e não à pessoa por trás delas.

Dewane disse ao Crux que parte da razão pela qual os bispos pareceram hiperativos no ano passado é que foram levantadas questões cíclicas ao debate e grandes propostas que exigiram intervenção.

“Não é todo ano que todo o nosso código tributário é refeito, e, quando é, nós temos algo a dizer sobre isso”, afirmou.

Ele apontou para uma série de questões sobre as quais os bispos dos Estados Unidos estiveram vigilantes no ano passado.

“Se algo ataca a vida, como disse o cardeal Dolan uma vez, ‘a mamãe-urso vai lutar pelos seus bebês’. Quando você ouvir coisas sobre Jerusalém, nós vamos falar sobre isso. A Santa Sé tem uma posição de longa data sobre como isso deve ser tratado. E quando se falar sobre cortar a ajuda e o desenvolvimento externos, a Igreja sempre falará em nome daqueles que não têm voz à mesa. Você vai nos ouvir.”

Ele também apontou para a convergência de dois eventos que, pelo menos de fora, indicam um maior engajamento político por parte da Igreja.

“Tivemos uma mudança na administração e tivemos um papa que se expunha e se pronunciava muito. Enquanto isso, nossas posições já estavam aí. Elas não são novas.”

Durante o primeiro ano do governo Trump, os bispos emitiram mais de 200 declarações. Enquanto alguns católicos questionaram a eficácia disso e se o governo está prestando atenção aos católicos, Dewane disse ao Crux que, nos bastidores, os bispos dos Estados Unidos têm uma relação de trabalho ativa com grandes atores do governo, do Senado e da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

Apesar daquilo que algumas pessoas veem como perdas na reforma tributária – sobre a qual os bispos pediram uma séria cautela – e uma luta contínua em matéria de imigração, Dewane advertiu contra o uso de um cálculo de curto prazo para avaliar sua eficácia.

“Muito do que fazemos é para o longo prazo”, disse. Embora reconhecendo que algumas pessoas podem pensar que as declarações oficiais provenientes da Conferência soam como um disco riscado, ele insistiu que “é um disco que nem sempre é ouvido em alguns lugares”.

Quando se trata do costume-padrão por parte dele, como bispo, de considerar as implicações políticas, ele diz que a formulação – além do ensino oficial da Igreja – é bastante simples.

Dewane aborda questões de política perguntando: “Estamos permitindo que os seres humanos tomem o potencial humano que têm, e que foi dado por Deus, e o façam florescer?"

“Os tempos mudam, as pessoas mudam, as questões mudam, mas os princípios permanecem aí.”

“Nós não estamos aqui apenas pelas eleições de dois ou quatro anos. A Igreja está aqui para o longo prazo”, disse ele ao Crux. “Nós não olhamos para as coisas em termos de vencedores ou perdedores.”

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