Colônia rejeita medida do cardeal Marx envolvendo centros de aconselhamento sobre o aborto

Revista ihu on-line

Missões jesuíticas. Mundos que se revelam e se transformam

Edição: 530

Leia mais

Nietzsche. Da moral de rebanho à reconstrução genealógica do pensar

Edição: 529

Leia mais

China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país

Edição: 528

Leia mais

Mais Lidos

  • É verdade que o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro assinou um acordo eleitoral com Bolsonaro?

    LER MAIS
  • Bolsonaro ameaça Amazônia, seus povos e biodiversidade, alertam geógrafos paraenses

    LER MAIS
  • Bolsonaro e o apoio de Steve Bannon, o sabotador de democracias

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

09 Fevereiro 2018

A carta de Marx foi vista como uma tentativa de construir uma ponte para os centros de aconselhamento, após anos de distanciamento.

A reportagem é de The Tablet, 07-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma carta do presidente da Conferência Episcopal Alemã, permitindo que empregados que trabalharam em centros de aconselhamento sobre o aborto também trabalhem para a Igreja, reiniciou uma polêmica que durou décadas.

Em 23 de janeiro, o cardeal Reinhard Marx escreveu ao Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), órgão de leigos, reconhecendo que os centros de aconselhamento sobre o aborto Donum Vitae haviam salvado milhares de vidas persuadindo mulheres grávidas a não interromperem a gravidez e declarando que as pessoas que trabalharam para a Donum Vitae podiam agora ser empregadas em centros de aconselhamento reconhecidos pela Igreja, o que até então era proibido.

Os centros emitem certificados confirmando que uma mãe foi aconselhada, e a lei alemã estipula que um certificado de aconselhamento é necessário, caso um aborto deva ser realizado.

A carta de Marx foi vista como uma tentativa de construir uma ponte com a Donum Vitae após anos de distanciamento. Em 1999, o Papa João Paulo II ordenou que os bispos alemães fechassem os centros de aconselhamento sobre a gravidez geridos pela Igreja, pois algumas mulheres que receberam aconselhamento sob seus auspícios passaram a interromper suas gravidezes, e isso tornou a Igreja cúmplice no processo de aborto. Um grupo de proeminentes católicos leigos fundou então a instituição de caridade Donum Vitae, que assumiu o controle dos centros previamente administrados pela Igreja.

Em 2006, a Conferência Episcopal proibiu os católicos de cooperarem com a Donum Vitae, que foi declarada como uma “organização fora da Igreja Católica”. O intercâmbio de pessoal foi expressamente proibido.

No entanto, uma semana após a carta de Marx ao ZdK, a Arquidiocese de Colônia indicou que a Donum Vitae permaneceu “fora da Igreja Católica”. Os ex-membros que quisessem trabalhar para a Arquidiocese de Colônia teriam que se distanciar publicamente do trabalho que haviam feito nos centros da Donum Vitae, disse a arquidiocese.

Enquanto isso, o bispo Rudolf Voderholzer, de Regensburg, lembrou que, embora a Donum Vitae mereça elogios por ter salvo tantas vidas, ela permanecia fora da Igreja, pois nem sempre protegeu os nascituros. Ele convidou a associação a se unir à Marcha pela Vida de Berlim, no dia 22 de setembro de 2018.

Um porta-voz da Donum Vitae deplorou o fato de Colônia ter rejeitado a “mão estendida do cardeal Marx”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Colônia rejeita medida do cardeal Marx envolvendo centros de aconselhamento sobre o aborto - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV