Colônia rejeita medida do cardeal Marx envolvendo centros de aconselhamento sobre o aborto

Revista ihu on-line

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

1968, um ano múltiplo – Meio século de um tempo que desafiou diversas formas de poder

Edição: 521

Leia mais

Fake news – Ambiência digital e os novos modos de ser

Edição: 520

Leia mais

Mais Lidos

  • Chile. “João Paulo II nomeou bispos com pouca liberdade para interpretar a doutrina da Igreja”. Artigo de Jorge Costadoat

    LER MAIS
  • Reitor de Aparecida se desculpa após pedir que 'Nossa Senhora abençoe Lula'

    LER MAIS
  • Chile. O Papa receberá em Santa Marta um grupo de padres, também vítimas dos abusos de Karadima

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

09 Fevereiro 2018

A carta de Marx foi vista como uma tentativa de construir uma ponte para os centros de aconselhamento, após anos de distanciamento.

A reportagem é de The Tablet, 07-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma carta do presidente da Conferência Episcopal Alemã, permitindo que empregados que trabalharam em centros de aconselhamento sobre o aborto também trabalhem para a Igreja, reiniciou uma polêmica que durou décadas.

Em 23 de janeiro, o cardeal Reinhard Marx escreveu ao Comitê Central dos Católicos Alemães (ZdK), órgão de leigos, reconhecendo que os centros de aconselhamento sobre o aborto Donum Vitae haviam salvado milhares de vidas persuadindo mulheres grávidas a não interromperem a gravidez e declarando que as pessoas que trabalharam para a Donum Vitae podiam agora ser empregadas em centros de aconselhamento reconhecidos pela Igreja, o que até então era proibido.

Os centros emitem certificados confirmando que uma mãe foi aconselhada, e a lei alemã estipula que um certificado de aconselhamento é necessário, caso um aborto deva ser realizado.

A carta de Marx foi vista como uma tentativa de construir uma ponte com a Donum Vitae após anos de distanciamento. Em 1999, o Papa João Paulo II ordenou que os bispos alemães fechassem os centros de aconselhamento sobre a gravidez geridos pela Igreja, pois algumas mulheres que receberam aconselhamento sob seus auspícios passaram a interromper suas gravidezes, e isso tornou a Igreja cúmplice no processo de aborto. Um grupo de proeminentes católicos leigos fundou então a instituição de caridade Donum Vitae, que assumiu o controle dos centros previamente administrados pela Igreja.

Em 2006, a Conferência Episcopal proibiu os católicos de cooperarem com a Donum Vitae, que foi declarada como uma “organização fora da Igreja Católica”. O intercâmbio de pessoal foi expressamente proibido.

No entanto, uma semana após a carta de Marx ao ZdK, a Arquidiocese de Colônia indicou que a Donum Vitae permaneceu “fora da Igreja Católica”. Os ex-membros que quisessem trabalhar para a Arquidiocese de Colônia teriam que se distanciar publicamente do trabalho que haviam feito nos centros da Donum Vitae, disse a arquidiocese.

Enquanto isso, o bispo Rudolf Voderholzer, de Regensburg, lembrou que, embora a Donum Vitae mereça elogios por ter salvo tantas vidas, ela permanecia fora da Igreja, pois nem sempre protegeu os nascituros. Ele convidou a associação a se unir à Marcha pela Vida de Berlim, no dia 22 de setembro de 2018.

Um porta-voz da Donum Vitae deplorou o fato de Colônia ter rejeitado a “mão estendida do cardeal Marx”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Colônia rejeita medida do cardeal Marx envolvendo centros de aconselhamento sobre o aborto - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV