Viagem de Francisco ao Peru: gestos e metáforas

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26 Janeiro 2018

“O centro da mensagem de Francisco ao Peru é que Deus sai para encontrar a cidade e seus problemas, e impulsiona o fiel a se pôr em movimento na direção daqueles que sofrem na cidade – Trujillo, Lima, Puerto Maldonado – e na periferia, especialmente nas zonas da floresta. Sem indiferença, mas sim com misericórdia e compromisso, é possível enfrentar as complexidades. Uma cidade que não sabe aceitar quem sofre é uma cidade cruel e desumana.”

A opinião é de Rolando Iberico, professor da história do cristianismo na Pontifícia Universidade Católica do Peru, com sede em Lima. Ele escreveu importantes artigos na preparação à visita do papa, destacando alguns aspectos da Igreja peruana que mais precisam de conversão.

O artigo foi publicado no sítio Settimana News, 23-01-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

O Peru viveu uma festa imensa. “Unidos na esperança” foi o lema dessa visita que o Papa Francisco concluiu em um país imenso, por ele chamado de “terra de esperança”, no qual se encontram, juntos, em um único país, o deserto do Saara, as montanhas do Himalaia e a antiga floresta africana; país de todas as terras, povos e raças, compostos, não sem dificuldade, em uma sociedade complexa que ainda está aprendendo a conviver em paz; onde a corrupção é desenfreada por todos os lados, a injustiça humilhante marginaliza e descarta os pobres, a ecologia degrada no ritmo da aceleração global, os políticos lutam ambiciosamente pelos seus próprios interesses, até mesmo às custas de desmantelar o Estado democrático, porém, onde todos, especialmente os mais pobres, aos milhões, abriram os braços ao longo de todas as ruas e em todas as praças por onde Francisco passou e falou.

E o papa, usando a linguagem fina e sutil de Jesus para se comunicar – a metáfora – foi capaz de abrir caminho para a clareza profética que levanta esse povo fascinado e “ensantado” do Peru (neologismo de Francisco).

Sua linguagem às vezes sutil e às vezes mais explícita expressa o melhor e o pior no entrelaçamento de metáfora e profecia utilizado pelo Santo Padre.

O melhor da clareza

1) Um povo fiel que acompanhou o papa de modo infatigável

O melhor da clareza foi a participação em massa do povo, que não deixou de acompanhar o papa, desde sua chegada até sua partida. Isso significa que as raízes da fé afundam nas entranhas das gerações peruanas antigas e novas, e que a fé se realiza de modo vital, porque se baseia no testemunho de pessoas concretas do Peru que a professaram.

Hoje, Francisco é o sinal vivo dessa fé expressada antes dele, no Peru, por Rosa, Martim, Turíbio, Francisco Solano, Juan Masías e muitos outros ainda, todos ligados ao centro em Jesus, o Senhor dos milagres.

O Peru, o país mais conservador da América Latina, é, ao mesmo tempo, um país pobre e crente, aberto aos novos sinais de fé pessoal que se manifestam. Hoje, Francisco experimentou que a fé é atual e possível, porque ele mesmo é testemunha do modo de amar a Jesus, que também foi o dos santos do Peru.

2) Uma forte denúncia das injustiças no Peru

Entre o melhor da clareza, em segundo lugar, está a força, a precisão, a essencialidade e a firmeza com que Francisco denunciou as injustiças peruanas, que era urgente citar para favorecer uma mudança de orientação econômica, política e cultural: o flagelo da corrupção que recai sobre os pobres e que todos podemos banir, vendo como a política está doente e como é necessário encontrar um remédio (“O que acontece no Peru, onde Toledo está preso, Humala está preso, e Fujimori e García estão soltos?”); a economia mundial destrói a Amazônia junto com as comunidades e as culturas que a habitam; o esquecimento e a negligência do Estado que ignora e descuida das populações devastadas pelos desastres; o ultraje à mulher e o feminicídio, um flagelo que deve cessar definitivamente; os maus tratos às crianças que são o tesouro do nosso povo e que devemos cercar com cuidados e promover para que sejam locomotivas e não vagões; a falta de trabalho e de formação para os jovens que os entrega ao risco de cair na delinquência associada às drogas; o tráfico e a escravidão de jovens homens e mulheres.

3) Uma valorização das potencialidades do Peru

Entre as melhores coisas, e as mais claras, ditas por Francisco está o pedido de que apreciemos as potencialidades das qualidades contidas na história e na cultura do nosso país, especialmente a variedade humana e cultural de um país que, sendo “de todas as estirpes” (citando o título do romance de José María Arguedas), aspira à “promessa de vida peruana” (expressão de Jorge Basadre), reconhecível em todos os grandes pensadores peruanos.

É um valor do Peru como terra de santos que deve gerar os novos santos do novo milênio para a América Latina, que oponham a solidariedade à globalização da indiferença.

4) O apelo a uma religiosidade em movimento voltada aos sofrimentos da cidade e dos marginalizados

A quarta palavra clara foi pronunciada no seu anúncio do vínculo profundo entre a religiosidade popular e o compromisso da fé para superar na solidariedade as questões citadas.

A propósito, o centro da sua mensagem é que Deus sai para encontrar a cidade e seus problemas, e impulsiona o fiel a se pôr em movimento na direção daqueles que sofrem na cidade – Trujillo, Lima, Puerto Maldonado – e na periferia, especialmente nas zonas da floresta. Sem indiferença, mas sim com misericórdia e compromisso, é possível enfrentar as complexidades. Uma cidade que não sabe aceitar quem sofre é uma cidade cruel e desumana.

O melhor do sutil: os gestos e as metáforas

O papa recorreu a diversas imagens entre parábolas, metáforas, alegorias e exemplos em um país onde a presença religiosa é tão grande e a formação racional é tão frágil que torna a linguagem direta forte demais e onde se torna necessário qualificar sutilmente aquilo que é dito para que aqueles que devem compreender, compreendem, e aqueles que querem escutar, escutem.

Nesse contexto, curiosamente, ele utilizou a linguagem sutil especialmente para a situação eclesial e para a missão de uma comunidade de discípulos missionários em movimento.

Foi assim que o papa falou desde seu primeiro dia com gestos exemplares.

Ele começou intencionalmente em Puerto Maldonado, lembrando as origens humildes da Igreja primitiva, baseada não na formalidade, mas sim na criatividade missionária, encarnada no mundo das comunidades indígenas amazônicas e em todo povo e cultura, assumindo sua linguagem, apresentando-se como Igreja conibo-shipiba, ashaninca e outras centenas de etnias.

Assim, ele se fez próximo das crianças do lar El Principito, onde as crianças são chamadas de tesouros e estrelas que iluminam o céu dos humanos. Promoveu os setores desfavorecidos, a mulher, os inválidos e os doentes, a atenção pelas gerações mais idosas e as populações marginais.

Isso lhe permitiu indicar Maria, na sua pregação, como exemplo de mulher que é Mãe da terra e de seus filhos, que cuida deles e que obriga a defender a dignidade das mulheres contra o machismo, o feminicídio e o tráfico; que escuta a voz da mulher, especialmente das idosas e o seu protagonismo.

Ele utilizou as metáforas especialmente para a comunidade eclesial e suas atitudes:

- Mar, tempestade e óleo: são as metáforas que ele utilizou na missa em Trujillo, onde falou do mar e das tempestades experimentadas pelos peruanos, até serem atingidos e atormentados, enquanto a comunidade cristã, unida a todos, deve contar com o óleo do Espírito que se faz necessário para acender suas lâmpadas para ajudá-los a não tropeçar.

- “Photoshopar”: a realidade de cada jovem não pode ser embelezada. Deus ama a realidade de cada um. A realidade não pode ser escondida. Deus não retira Seu amor, mas é preciso partir daquilo que somos, não daquilo que fingimos ser. Os grandes discípulos de Deus não são os melhores: Moisés era gago, Abraão era velho, os apóstolos dormiam quando Jesus falava com eles, e um deles o renegou... Maquiagem demais não permite que Deus mude a pessoa do jovem. Essa sutileza provavelmente estava voltada não apenas aos jovens presunçosos do mundo global, mas também aos amantes organizados de estratégias para fazer com que a Igreja pareça santa.

- São Turíbio: no discurso aos bispos, ele quis propor esse exemplo de pastor para que se confrontassem com eles mesmos e com os próprios comportamentos. O papa parecia exigir com isso uma sincera conversão episcopal. Ao escolher esse modelo, Francisco conseguiu dizer o quanto o episcopado peruano deve melhorar, sem indicar uma normativa rigorosa, como fez ao se dirigir à Cúria Romana ou aos bispos da Colômbia e do Chile.

No caso peruano, ele foi mais sutil e profundo, convidando-os a retomar a vocação a serem bispos, modelando-a a partir do patrono do episcopado americano. Ele falou aos bispos quanto ao simples povo cristão, para que aqueles que devem compreender, compreendam. Tanto que a metáfora ganhou corpo enquanto o bispo emérito Luis Bambarén propôs de repente: “Santidade, devemos converter suas palavras em um novo programa pastoral para a Igreja peruana em saída”. O papa apenas comentou: “É o bispo revolucionário”, e Bambarén respondeu: “Isso foi o senhor quem me disse em Roma, e eu o chamei de ‘papa revolucionário’, e o senhor me disse: ‘Então vamos em frente juntos’”.

Assim, talvez, essa linguagem sutil de indicar o exemplo de Turíbio era como falar de Pedro para que João entendesse. Ele apresentou Turíbio de Mongrovejo como “Moisés que divide as águas” e “que passa para a outra margem”; indicou o esforço de um bispo que sai a percorrer todo seu território, preocupado que os seus fiéis tenham o cuidado necessário, mas também o bispo preocupado em anunciar o Evangelho na língua própria dos fiéis quéchua e aimará, e que deve conhecer hoje a linguagem dos jovens.

Mas Turíbio também é um bispo profeta que pratica a caridade e excomunga um prefeito, um bispo profeta que não tem medo de denunciar e anunciar. Um bispo que queria passar para a outra margem dos sacerdotes pastorais locais – até mesmo doando a sua camisa – enraizados, mestiços vizinhos, santos e não comerciantes. Bispo que atravessa os conflitos e chega à outra margem de uma unidade que sabe converter o conflito em diálogo. E, enfim, chega à outra margem da sua vida morrendo entre os pobres na oca de um índio do povo de Zaña. E deixou manifesto que, talvez, todos poderemos dar a nossa alma ao Senhor como Turíbio, que “morreu em missão e não atrás de uma escrivaninha”.

- Deus em saída em Nínive e na Galileia: o Deus em saída em Lima é a última metáfora empregada: uma Igreja em saída rumo aos sofredores da cidade (jovens, crianças, mulheres, idosos, pobres), para que não seja uma cidade cruel e desumana. Eis aqui a missão da Igreja: sair e se mover, sem se cansar.

- Os gestos para com os doentes e a atenção reservada por Francisco a casos como o da senhora de 90 anos que queria tocar o papa porque era cega, e o papa que para seu carro e a toca. É apenas um dos relatos dos gestos de amor com os quais o papa restituía gratuitamente o afeto recebido de todos os peruanos.

O melhor da clareza, portanto, foi sacudir a sociedade peruana com a denúncia, e o melhor do sutil foi falar inteligentemente a uma Igreja que avalia religiosamente o que lhe acontece e acha difícil falar com clareza e mudar. E falou por imagens para produzir na Igreja uma conversão profunda, um retorno à sua vocação original, fiel à dinâmica de reforma que ele propôs na Evangelii gaudium.

O que interessava a Francisco era gerar um conjunto de processos que permitissem desenvolver novas iniciativas eclesiais missionárias que mudem uma Igreja que, por mais religioso que seja o Peru, adormeceu sobre seus louros e não promoveu o potencial evangelizador da religiosidade. O papa veio para redespertar o anúncio, por isso começou sua última homilia com: “Levanta-te!”.

O pior da clareza

Mas o pior de clareza é que, embora a atenção atraída para problemas cruciais esteja provocando uma discussão em nível nacional, corre-se o risco de que tudo fique no papel, em parte porque o próprio presidente da República e os outros políticos pretenderam instrumentalizar a visita papal para ganhar legitimidade em um momento em que todos estão desacreditados junto à população pela sua cumplicidade com a corrupção. Pode restar uma mera agitação de questões com pouca possibilidade de solução. O papa se manteve expressamente distante, nunca pronunciando a palavra “reconciliação” usada pelo presidente, usando, em vez disso, a palavra “paz”.

O pior do sutil

O pior do sutil foi que, enquadrando o Papa Francisco nas categorias dessa Igreja dividida, mas conservadora, e nesse povo de escassa consciência crítica ativa e organizada, foi-lhe impedido de dizer abertamente o que ele pensa sobre isso. Uma linguagem direta teria ajudado a interceptar rapidamente o que ele quer e pensa.

Uma vez escolhido o percurso das metáforas, abriu-se um período de reflexão, e segue-se um processo de conversão que abre também à possibilidade de que ele seja comentado e instrumentalizado para manter a decadente pastoral da estagnação que alimenta apenas a devoção e não se abre à Palavra, nem ao discernimento, nem evangeliza aquela religiosidade.

Embora o papa pretendesse soldar a fé religiosa à práxis humana e social, a força do costume pode conduzir novamente à indiferença.

Mas não se deve ser pessimista. É necessário esperar para ver o que vai acontecer; a força da presença de Francisco também poderia ativar as pessoas. De todos os modos, tornam-se necessárias estratégias sérias de um novo plano pastoral – como propõe Dom Bambarén – para que tudo não fique no papel. É a voz de um emérito. Talvez a flexibilidade das margens seja um bom ponto de partida. Assim como Francisco deu início à sua viagem.

Diversos sinais encorajam os piores elementos na própria visita. As duas celebrações eucarísticas de Trujillo e Lima foram excessivamente “romanas”, sem a festa e a alegria que caracterizam as celebrações populares de uma Igreja viva e em saída. Não houve oferendas próprias e significativas; não houve uma participação ativa do povo: quem cantava era o coro, não as pessoas; o que se cantou não era conhecido, ou estava em latim, ou apenas para tenores e sopranos. A liturgia não expressou a alegria do Evangelho anunciada por Francisco. Ela estava envolta em um rubricismo clerical impressionante. Veem-se mais liturgias inculturadas no Vaticano por parte dos latino-americanos do que no Peru. Os bispos do Peru vão ao delírio com as missas-concerto.

Do mesmo modo, o pior do sutil foi deixar que os oficiais fossem os diretores dos discursos do papa, que improvisou muito pouco, apenas em três ocasiões: com o clero e os seminaristas em Trujillo, com a Conferência Episcopal depois do seu discurso e com as irmãs contemplativas. Além disso, ele não falou aos sacerdotes de Lima que o esperavam na catedral, passando rapidamente e deixando-os sem uma palavra, assim como com os dominicanos, porque os organizadores não tinham previsto isso.

Em um segundo momento, Francisco fez um bom discurso, mas breve, aos jovens escolhidos pelos citados organizadores, na Praça de Armas, com 5.000 membros de uma universidade chamada Santo Inácio, amigos do arcebispado. Nesse sentido, foi um discurso para jovens selecionados, não definido em qualquer momento como um discurso para todos os jovens, que foram muito pouco levados em consideração, à parte de algumas alusões nos vários discursos da visita.

Medo dos organizadores peruanos de que os jovens escutassem o papa “fazer bagunça”, como ele fez no Chile? No Peru, embora tenha sido um discurso edificante, foi um discurso pouco estimulante para a juventude, mais edificante para suas relações familiares, para sua sinceridade diante de Deus, do que dirigido à imersão nos novos laços sociais de uma mudança integral no Peru. Aqui, também, tem-se a impressão de que Francisco ficou condicionado. Aqui, ele não estava à vontade, como com os jovens do Chile ou com os seminaristas de Trujillo.

Conclusão

Por fim, resta a imagem de um papa sugestivo que apoia as grandes causas dos pobres e que redesperta febrilmente a fé desse povo, mas que cuida dos modos de buscar a lenta conversão de uma Igreja estagnada, sim, mas em que há a esperança da fé.

Esperamos que o afeto entusiasmado com o qual ele foi acolhido, acompanhado e saudado ajude Francisco a fazer com que aquilo que acontecerá em seguida seja o seu cumprimento progressivo, mas decidido.

A visita clara e sutil vai dar muito o que falar, e será melhor deixar que o próprio Senhor fale para continuar esclarecendo as sutilezas que ainda permanecem como sugeridas... para que o Peru “não se deixe roubar a esperança”.

O cardeal que agradece de coração sempre acompanhava Francisco, mas com um rosto que queria tornar visível apenas o catolicismo. Buscamos um país unido e solidário, família tradicional, um povo de Deus que reivindica a própria dignidade que redespertou a relação da simples religiosidade popular com as grandes questões sociais e nacionais.

“Levanta-te”: as palavras de Jonas à grande cidade que está prestes a ser destruída

O episódio bíblico nos mostra um Deus que volta o seu rosto às cidades, na direção de Nínive, na direção da Galileia, na direção de Lima, na direção de Trujillo, na direção de Puerto Maldonado.

Às vezes, pode nos acontecer o que aconteceu com Jonas, pode nascer a tentação de fugir, e os motivos não faltam. Há cidadãos que dispõem dos recursos para o desenvolvimento, mas dói ver que a maioria são seres humanos “a mais”, que não têm esses recursos, e é ainda mais duro ver que há crianças sem futuro.

As nossas cidades podem ser espaço para o encontro, mas podemos cair na síndrome de Jonas, fugir para não enfrentar uma situação dolorosa e injusta. Jesus decide entrar na Galileia a partir de uma cidade pequena.

O Reino está próximo, o efeito da corrente da alegria, daqueles dias, passando por Santa Rosa, São Martim, continuou até chegar em Lima, para se desenvolver como antídoto contra a globalização da indiferença. Viver hoje aquilo que tem sabor de eternidade, despertando, ao estilo divino, amor e misericórdia. Ver e gerar novos laços portadores de eternidade. Jesus caminha rumo à cidade, para prestar atenção aos que foram tocados pela aflição, pela corrupção; chama-o a caminhar, ensina-lhes a construir, muda seu ritmo, mostra-lhes problemas que não viam.

Jesus continua nos convidando e nos pede para ungir com o Espírito para curar. Por isso, não tenhamos medo de gerar espaços para que os cegos vejam, para que os pobres escutem a boa notícia; de acender a esperança, mesmo que a profecia escasseie; de chegar a todos os cantos, tornando-nos testemunhas audazes e corajosas. Ele convida você a percorrer com ele a cidade, discípulo servidor. Regozije-se, o Senhor está com você.

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