Casas para pais separados: ''Venham viver com os seus filhos''

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14 Janeiro 2018

Como em “Kramer vs. Kramer”, o filme de 1979 baseado no livro de Avery Corman, muitas vezes, após as separações, restam apenas destroços. Em particular, os dos pais, forçados a lutar contra a indigência, senão, até, a viver nas ruas, dormindo no carro. Muitas dioceses italianas se deram conta disso e, há alguns meses, decidiram utilizar, para os separados e divorciados, os fundos destinados à caridade do “oito por mil” [parte do imposto de renda italiano destinada às instituições religiosas]. A última diocese, em ordem de tempo, é Albano.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada no jornal La Repubblica, 12-01-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No último sábado, Dom Marcello Semeraro, bispo da cidadezinha do Lácio e secretário do C9, o Conselho dos Cardeais que ajuda o papa na reforma da Cúria, inaugurará a casa “Monsenhor Dante Bernini”. Situada no litoral de Tor San Lorenzo, ela irá hospedar oito homens (sete italianos) divorciados e separados – “Eu não faço distinções”, diz Semeraro – que poderão viver lá também com os próprios filhos durante o tempo em que lhes são confiados. “A caridade não tira férias”, disse Francisco na Favela da Varginha, em 2013, durante a visita ao Rio de Janeiro.

Quem sabe disso são os muitos bispos que, todos os dias, veem pais separados baterem nas suas portas. Muitas vezes, eles usam os refeitórios da Cáritas para comer junto com os filhos. Mas o sofrimento maior para eles é não ter um lugar onde possam viver juntos, uma casa em que possam dormir juntos.

Desde 2013, em Fano, graças a 65 mil euros disponibilizados pela Conferência Episcopal Italiana, a paróquia São Cristóvão pôde construir um centro de acolhida para aqueles que o pároco, Pe. Mauro Bargnesi, fundador da casa “Padre Sempre”, define como “os novos pobres”.

Em Foggia, a diocese disponibilizou aquela que, há muitos anos, foi a Casa do Clero. Para os separados, foi previsto também um “casal-tutor”, encarregado de tentar melhorar a relação com a cônjuge e os filhos. Para os bispos, de fato, assim também em Albano, o objetivo não é apenas dar acolhida, mas, se possível, ajudar os separados a recuperarem a relação interrompida.

A “Casa Francesco” para pais separados de Prato foi inaugurada pela Cáritas da paróquia de Santa Maria das Cinzas, com a associação “Insieme per la Famiglia”.

O Pe. Carlo Stancari explicou: “É uma resposta aos pais separados. Existem estruturas para menores de idade ou para mulheres, mas não para aqueles homens que se separaram das suas esposas. Essas pessoas sofreram um fracasso afetivo com a separação, mas é justo que continuem tendo uma relação com os seus filhos. Então, quisemos dar uma resposta, uma ajuda àqueles pais que têm um ou mais filhos”.

A Cáritas de Palermo disponibilizou um apartamento. A estrutura pode hospedar até dez pessoas. Ela também se vale dos fundos do “oito por mil” e faz parte do programa “Housing First”, que envolve 15 Cáritas sicilianas.

João – o nome é fictício – foi o primeiro pai separado a ser acolhido. Quando bateu nas portas do centro de escuta, ele tinha 51 anos. Havia perdido o emprego e, depois de meses de crise com a esposa, com a qual se casou há 30 anos, estava em fase de separação. Depois da permanência no apartamento, reencontrou o emprego e conseguiu se reaproximar da esposa.

Ele diz: “Ter me visto sem uma ocupação aos 50 anos, depois de ter trabalhado uma vida inteira, e com as dificuldades econômicas que uma demissão implicou também foi um motivo para uma forte crise familiar e conjugal. Agora, eu quero reconstruir a minha família”.

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