Colômbia. Ataques do ELN amaçam acordo de paz

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Por: Lara Ely | 12 Janeiro 2018

Após uma série de ataques contra a população civil, forças armadas e infraestruturas, que deixou quatro pessoas mortas na Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos suspendeu a retomada das conversações de paz com o Exército de Libertação Nacional - ELN. O movimento guerrilheiro, considerado o segundo maior grupo de rebeldes do país, foi responsabilizado pelo ato.

Atento à situação crescente de insegurança, o secretário-geral do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas - ONU Antônio Guterres anunciou que vai ao país no próximo fim de semana. O objetivo é apoiar, pessoalmente o processo de paz instaurado há pouco mais de um ano entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Farc.

 "Confiamos que o governo da Colômbia e o ELN possam recuperar os trabalhos para acertar um cessar-fogo renovado e fortalecido, com o objetivo de evitar a volta do conflito e proteger os avanços humanitários obtidos ", informou o órgão por meio de comunicado.

O Conselho de Segurança lamentou os ataques feitos pelo ELN contra instalações petrolíferas na Colômbia, ao fim do cessar-fogo bilateral firmado entre as partes. A guerrilha e o estado estavam prontos para retomar as negociações de paz na última quarta-feira nos arredores da capital equatoriana, a fim de acertar um novo cessar-fogo como o que estava em vigor desde 1º de outubro.  

O acordo se encerra com queixas mútuas de descumprimento, mas com um fato indiscutível: pela primeira vez em mais de meio século de conflito, não houve confrontos entre os militares e as tropas rebeldes durante três meses. E isto incentiva as partes a discutirem uma nova suspensão de hostilidades.

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