O C9 faz um "check-up", reforma das mídias à frente e novidades na Comissão antiabusos

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14 Dezembro 2017

Mais do que uma sessão de trabalho, a vigésima segunda reunião do C9 foi um "check-up" do organismo instituído pelo Papa para ajudá-lo no projeto de reforma da Cúria. "Como uma revisão do carro depois de 10 mil quilômetros", brincou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, explicando na Sala de Imprensa do Vaticano as questões abordadas nestes últimos três dias daquele que agora seria mais correto definir como "C8", dada a ausência do Cardeal George Pell, desde junho impossibilitado de sair da Austrália por responder na justiça pelas acusações de abuso sexual de menores.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider,13-12-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

E justamente sobre o tema do abuso foi discutido durante as reuniões dos cardeais – nas quais, exceto por esta manhã de quarta-feira, sempre esteve presente o Papa - com a intervenção do arcebispo de Boston, Sean O'Malley, que explicou aos colegas o trabalho feito com instituições e igrejas locais pela Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores da qual ele é presidente. Nesta quarta-feira, esta mesma entidade voltou às manchetes pelas declarações da ex-vítima britânica Peter Saunders que anunciou ao The Tablet sua intenção de se demitir definitivamente, porque, conforme explicou: "Estou decepcionado que a Comissão não tenha feito o que eu pensei que faria quando foi criada". Mas a própria entidade, já em fevereiro de 2016, havia suspenso o consultor britânico após algumas alegações mordazes contra o cardeal Pell - julgado "sociopata" e encobridor de casos de abuso - decretando que tomasse uma "licença de sua participação como membro para refletir como ele poderia contribuir melhor no trabalho da Comissão".

Saunders segue os passos de outro membro de destaque, a irlandesa Marie Collins, que também traz um passado de abusos, que em março deixou por sua iniciativa a entidade devido à falta de cooperação de alguns dicastérios vaticanos, conforme ela explicou, continuando a colaborar em alguns casos específicos. No entanto, esclareceu Greg Burke, três anos depois da constituição Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores "todos os membros estão terminando seus mandatos". O próprio Collins em um tweet escreveu: "Estranha escolha de momento, já que o prazo expira para todos os comissários daqui a quatro dias, em 17 de dezembro. Boa sorte para o futuro, Pete". Por enquanto, pouco ou quase nada se sabe sobre a sua recondução ou uma eventual expansão da equipe: "Membros apresentaram propostas ao Papa sobre a futura composição da entidade, que agora serão estudadas", declarou Burke.

Além de O'Malley, na sessão C9 também teve a intervenção de mons. Dario Edoardo Viganò que apresentou "o último trecho do caminho da reforma" feito pela Secretaria de Comunicação. Portanto, além da organização do Dicastério e das diferentes direções, pelas quais será elaborada a tabela orgânica a ser submetida à aprovação do Secretário de Estado, também foi falado do novo processo de produção multimídia e do novo portal "Vatican News", que será apresentado nos próximos dias em versão "beta" e que concentra as funções de todas as mídias do Vaticano (a partir de 01 de janeiro de 2018, inclusive o grupo da Tipografia Vaticana, que inclui L'Osservatore Romano e o Serviço Fotográfico Vaticano).

As diferentes realidades serão identificáveis por três novos logos "que representarão a unidade na diferença", explicou Burke. Ele deixou claro que: "O novo portal não é a reforma, mas certamente uma primeira expressão visível e concreta". Ao Papa e aos oito cardeais conselheiros Viganò também mostrou como foi até agora respeitado o cronograma inicial de projeto de reforma das comunicações, com as relativas reduções de custos e pessoal (dentro do possível).

Depois foi a vez das apresentações do prefeito do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, o cardeal Kevin Farrell, que falou especificamente sobre a relação do Dicastério com os jovens para o Sínodo de 2018 e do Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, e dos dois secretários de Seção Migrantes e Refugiados e do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o padre Michael Czerny, SJ e o padre Fabio Baggio, Cc. A seção, ainda sob a égide do próprio Papa Francisco, não só cuida da questão da migração, mas também do tráfico de seres humanos, emergências para as quais se estudam estratégias globais, recolhem-se e codificam-se informações diretamente da base e realizam-se campanhas nas mídias sociais "em favor de uma narrativa positiva sobre os migrantes e refugiados". Entre as atividades do departamento também a produção de um documento (20 Action Points), tendo em vista os Global Compacts sobre os migrantes e refugiados de 2018 e a elaboração de uma estratégia global com os principais atores católicos: Secretaria de Estado, Conferências Episcopais, ONGs católicas e Congregações Religiosas.

Parte das reflexões do C9 também se concentrou sobre o papel da Cúria "como instrumento de evangelização e de serviço para o Papa e para as igrejas locais". Depois foram aprofundadas questões relativas a quatro dicastérios: Clero, Evangelização dos Povos, Educação Católica e Cultura. A próxima reunião do Conselho será realizada nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro de 2018.

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