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07 Dezembro 2017

Julio Renato Lancellotti

 

Irmã de rua participando da novena de Natal em Guarulhos

 

Idelber Avelar

 

 

Idelber Avelar

Sem algum contato com o mundo árabe, especialmente com suas associações da sociedade civil, é difícil você imaginar o tamanho da bomba que vai estourar hoje à tarde, quando Donald Trump deve anunciar o reconhecimento oficial de Jerusalém como capital de Israel. É apenas o reconhecimento de uma capital e uma mudança de 60 km na localização de uma embaixada, mas tem o efeito de uma bomba atômica sobre o mundo árabe.

Para quem não acompanha o tema, é sempre bom lembrar: a partição das Nações Unidas que funda o estado de Israel não incluía em seu território a cidade de Jerusalém, que seria administrada por um regime especial internacional. Violando a própria partição que a estabeleceu como nação, Israel ocupou Jerusalém Ocidental e, no final da guerra de 1948, controlava 12 dos 15 quartos árabes da cidade. Depois da guerra de 1967, Israel ocupou também Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, ocupações ilegais segundo o Direito Internacional. Desde então, a fórmula da combalida e desrespeitada legislação internacional para a resolução do conflito seria a volta de Israel às fronteiras de 1967, com soberania palestina sobre Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental - fórmula que hoje é pouco mais que um conto da carochinha, já que há meio milhão de colonos israelenses fortemente armados em terras que são legalmente palestinas.

Trocando em miúdos: os EUA reconhecem como capital de Israel uma cidade que, segundo a lei internacional, não pertence a Israel em sua totalidade.

Que os EUA reconheçam Jerusalém como capital de Israel é simbólico, mas é de uma simbologia gigante no mundo árabe. É uma receita para tocar fogo na região. A fotografia que anexo abaixo é a capa de hoje do Daily Star, jornal libanês. A Al Jazeera fez uma boa matéria sobre o tema e o Ali Abunimah, editor do Electronic Intifada, deu uma boa entrevista, mostrando como a política dos EUA para a região, desde Clinton, passando por Bush e Obama, criou o cenário que agora Trump reconhece oficialmente. Há boas matérias no Haaretz, mas não consegui driblar o paywall para oferecer-lhes os links.

O detalhe que mais chama nesse anúncio é que ele se dá muito mais por necessidade de honrar dívidas de campanha com financiadores internos, nos próprios EUA, do que exatamente por pressão israelense. As credenciais de Hillary Clinton como defensora de Israel eram impecáveis e Trump sentiu a necessidade de oferecer algo mais do que o apoio incondicional que Hillary já oferecia.

Conseguiu isso aí, uma fórmula para mais confusão.

 

Sociologia e Geoinformação

 

A geografia das crenças no Brasil

Fonte: IBGE

 

Moysés Pinto Neto

Por incrível que pareça, isso que vou dizer é a tentativa de algo propositivo e que tem relação com o fato de que estamos em redes sociais e não redigindo um livro de história enquanto escrevemos aqui.

Sabemos que a galera que grita golpe vai conectar todas as investidas arbitrárias contra indivíduos e direitos como parte do golpe. E que essa galera vai excluir como contingente toda negação do golpe que envolva construção de alianças, fatos que contradigam a tese, punições contra os próprios agentes do golpe etc. E que a galera que é contra o uso da palavra golpe vai fazer, de certo modo, a mesma coisa invertida: vai negar correlações entre os fatos e afirmar, ao contrário, as continuidades entre ontem e hoje e a não-excepcionalidade das arbitrariedades que se cometem.

O problema é que no meio do caminho tem o turbilhão fascista e reacionário que nos aflige. E aí talvez, em certas circunstâncias, esse debate seja pontualmente menos relevante. Não conheço quem critique a tese do golpe à esquerda sem reconhecer que houve uma arbitrariedade no mínimo pontual. O que discordam é da narrativa que a acompanha, geralmente simplificadora dos fatos e mistificadora do ex-governo. Por outro lado, duvido que o pessoal antigolpe acredite que temos que ficar quietos e lamentosos porque "a democracia acabou" e vivemos em uma ditadura. Se já vivemos em uma ditadura (e em várias escalas isso sempre foi verdade), então o que fazer? Cruzar os braços até 2018 esperando a catástrofe se agravar? Qualquer movimento nesse sentido, a prosperar o performativo do golpe, é autocontraditório. Dizer que vamos praticar desobediência civil enquanto cobramos que a lei seja aplicada aos haters, aos abusos de poder e na própria regularidade eleitoral?

Anyway, qualquer retrospectiva do que está rolando vai passar por uma tomada de posição a respeito do golpe de 2016. Só não vejo porque qualquer debate sobre qualquer coisa que acontece no mundo político ou social tenha que necessariamente dividir as pessoas que precisam lutar minimamente em comum em torno de algo que não afeta diretamente o assunto debatido, como a crítica a uma operação policial, a censura à arte ou a oposição às reformas.

 

Gustavo Gindre

Com Dilma, a taxa de juros reais chegou a 2,5%, com média, ao longo do seu governo, de 4%.

Ainda uma das maiores do mundo, mas, segundo a teoria da conspiração, foi por isso que ela caiu.

Hoje, com Temer, a taxa de juros reais chegou a 4%.

 

Alexandre Araújo Costa

 Incêndios na Califórnia em pleno fim de outono...

 

Adriano Pilatti

Em episódio célebre, Pedro Calmon, então reitor da Universidade do Brasil, conservador porém civilizado, disse ao oficializinho que comandava as forças de repressão, numa tentativa de invasão da universidade para pegar estudantes indefesos: "aqui só se entra por vestibular", e impediu a invasão armada. Hoje, seria metido a ferros pelos alucinados que decretam, solicitam ou executam prisões e conduções coercitivas o mais das vezes desnecessárias.

De uns tempos pra cá, essa incontinência repressiva tem atingido com frequência as universidades. No caso da arbitrariedade cometida contra o então reitor da UFSC, a fanfarronice brutal teve consequência trágica. Hoje, desfechou-se uma razzia contra a direção da UFMG. Em qualquer desses episódios que se repetem, além da violação dos direitos dos professores diretamente atingidos, viola-se o espaço que em todo mundo civilizado é entendido como território livre destinado a boas e belas missões.
Em todas as instituições pode haver desequilibrados. O problema é quando a facção dos desequilibrados alcança força suficiente para fazer do seu desequilíbrio regra. E isso tem acontecido com insuportável frequência na esfera do Judiciário e do Ministério Público, além de ser deformação congênita aparentemente incurável no aparelho policial. Especialmente contra pobres, negros e "esculacháveis" em geral, mas não só.

(Aos que gostam de calcular: além de injustas e arbitrárias, a desnecessidade dessas medidas também caracteriza mau uso do dinheiro público: conduções coercitivas e prisões custam, ocupam policiais escassos - e conduções coercitivas custam muito mais que simples intimações, suficientes na maior parte dos casos.)

As universidades brasileiras estão sob ataque. Ataque econômico-orçamentário, ataque policial-judicial, ataque político da estupidez reacionária. A maioria da população está sob ataque dos poderes de fato, a única parceria público-privada que funciona. A defesa não pode esperar as eleições, e talvez nem tenha muito a esperar delas. É com a gente mesmo. Antes que mandem prender os despojos de Pedro Calmon.

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