Argentina. Restos mortais de soldados mortos nas Malvinas são identificados

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Por: Lara Ely | 07 Dezembro 2017

Trinta e cinco anos após a guerra que contrapôs Argentina e Reino Unido na disputa pelo controle das ilhas Malvinas (ou Falklands), no sul do Atlântico, foram identificados os restos de 88 soldados argentinos mortos no confronto. O trabalho, realizado a pedido do governo argentino e executado por 14 especialistas forenses de Argentina, Austrália, Chile, Espanha, México e Reino Unido, resgata uma dívida moral com os jovens combatentes que tombaram no conflito. Dentre os 649 mortos argentinos e 255 britânicos, a maioria deles não foi identificada. O anúncio foi feito na semana passada pela Cruz Vermelha Internacional após relatório divulgado pela equipe de peritos forenses da entidade.

- Estamos contentes por saber que será possível devolver a identidade a muitos dos soldados não identificados e, com isso, dar respostas a uma grande parte das famílias que esperam há mais de 30 anos - afirmou o diretor de Operações do CICV, Dominik Stillhart, em comunicado.

Os resultados foram apresentados às delegações da Argentina e do Reino Unido na sede do CICV em Genebra, durante uma reunião presidida por Stillhart. Os embaixadores Héctor Marcelo Cima, da Argentina, e Julian Braithwaite, do Reino Unido, encabeçaram as respectivas delegações. A cerimônia contou com a presença do secretário de Direitos Humanos e Pluralismo Cultural da República Argentina, Claudio Avruj. Em nome do CICV, Stillhart expressou a sua satisfação com a qualidade do processo, o compromisso e o apoio de todos que colaboraram durante a operação e com os resultados obtidos.

Em dezembro de 2016, os governos da Argentina e do Reino Unido acordaram em fazer o possível para identificar os restos mortais dos soldados que morreram durante o conflito ocorrido em 1982, em conformidade com as obrigações que lhes correspondem, segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH), de identificar os mortos no campo de batalha. Desse acordo surgiu o Plano do Projeto Humanitário (PPH), mediante o qual se confiou ao CICV a tarefa de identificar os restos mortais dos soldados.

Entre 20 de junho e 7 de agosto, a equipe de peritos de seis países exumou, analisou, obteve amostras e documentou cada um dos restos mortais sem identificar enterrados nas sepulturas sob uma lápide que diz "Soldado argentino solo conocido por Dios" ("Soldado argentino conhecido apenas por Deus"). Após uma cuidadosa análise realizada em um necrotério temporário, equipado com alta tecnologia e instalado provisoriamente no lugar, cada um dos corpos exumados foi colocado em um novo ataúde e sepultado na sua cova original no mesmo dia da exumação.

A análise genética das amostras e o cotejo com as amostras de referência dos familiares foram realizados em um laboratório forense da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), localizado na cidade de Córdoba, Argentina. Em paralelo, outros dois laboratórios no Reino Unido e na Espanha se encarregaram de controlar e garantir a qualidade da análise de DNA.  As autoridades argentinas informarão os resultados de maneira bilateral e confidencial às famílias que solicitaram a identificação dos seus entes queridos.

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