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14 Novembro 2017

A Assembleia Geral de outono dos bispos franceses encerrou no dia 8 de novembro, em Lourdes. Em um contexto caracterizado pela próxima sucessão do cardeal André Vingt-Trois à frente da diocese de Paris, os trabalhos se concentraram em temas essenciais para o futuro da Igreja da França.

A reportagem é de Clémence Houdaille, publicada no jornal La Croix, 09-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Estamos passando de um cristianismo de povo para um cristianismo de indivíduos muito cuidadosamente etiquetados, medidos, verificados. Mas tão poucos!”

Na terça-feira, dia em que completava seus 75 anos, o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, dirigiu-se aos seus coirmãos bispos, reunidos em Lourdes para a sua assembleia geral, com uma homilia que assumia o valor de testamento espiritual, que comoveu a muitos deles.

“Esta Igreja não corre o risco de se tornar uma Igreja dos puros, da qual, talvez um dia, se descobrirá que não eram tão puros quanto a sua piedade levava a pensar?”, perguntou de novo, no momento em que chegava à idade da aposentadoria.

A identidade do seu sucessor ao arcebispado de Paris abrirá necessariamente uma página nova na história da Igreja da França, sobre cujo futuro os bispos refletiram, dedicando boa parte dos trabalhos à reforma das estruturas da Conferência Episcopal.

Uma tarefa “que vai além do objetivo organizacional”, declarou, no seu discurso de encerramento, Dom Georges Pontier, arcebispo de Marselha e presidente da conferência, já que “o horizonte da Igreja” é a evangelização.

As perspectivas de tal reforma já foram delineadas nas sessões de trabalho dos bispos, com uma insistência na colegialidade entre os bispos e no fato de que “a província permite um primeiro nível de colaboração perto da base”, mas ainda deve ser feita a parte essencial de transformação, para aumentar a eficácia, apesar da redução dos meios humanos e financeiros.

Por isso, os bispos, que se interrogaram sobre o papel da conferência e sobre o modo pelo qual ela faz ouvir a sua voz na sociedade, foram convidados a rever as suas prioridades em vista da “organização das estruturas permanentes e da sua implementação concreta”.

O problema da evangelização dos jovens mais distantes da Igreja também esteve no centro das discussões sobre o Sínodo sobre os jovens e as vocações, que será realizado em Roma em outubro de 2018.

“Continuamos nos interrogando sobre como chegar aos jovens distantes da Igreja e da fé”, admitiu Dom Laurent Percerou, bispo de Moulins (Allier) e responsável pelo Conselho para os Jovens e as Vocações. “Um importante canteiro de obras será a dimensão missionária dos nossos movimentos juvenis.”

Outra reforma a ser implementada é a dos seminários, para responder às expectativas da Ratio fundamentalis, publicada pelo Vaticano. O texto requer um ano propedêutico na formação dos seminaristas, uma realidade que já diz respeito a 57% dos seminaristas na França e é acolhida favoravelmente pela maioria dos bispos. Mas também exige o fechamento dos seminários com menos de 17-20 seminaristas. Hoje, dos 32 seminários e casas de formação na França, apenas 15 superam o limite de 17 seminaristas e diáconos.

Os bispos também decidiram enfrentar de peito aberto a questão da revisão das leis da bioética, constituindo um grupo que “refletirá sobre o discernimento que a Igreja pode propor” sobre o assunto, de acordo com as palavras de Dom Pierre d’Ornellas, arcebispo de Rennes e encarregado oficialmente dessa reflexão pelos seus pares.

O Comitê Consultivo Nacional de Ética ainda não publicou a lista dos temas discutidos em vista da revisão, mas certamente as questões do fim da vida, do ampliamento das possibilidades de procriação medicamente assistida e da inteligência artificial estarão no centro dos debates.

Nessa perspectiva, o grupo de trabalho da Conferência Episcopal, cuja primeira reunião ocorrerá nesta terça-feira, assumirá o objetivo de permitir “um debate entre os católicos, de modo que todos possam ser ouvidos sem temor de julgamento”, de acordo com Dom d’Ornellas. Mas também deve “permitir que os católicos sejam cidadãos que tomem consciência da sua responsabilidade política, para mais bem implementar o serviço em favor do bem comum” e “fazer afirmações públicas dirigidas a toda a sociedade e ao governo”.

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