Roma deve fechar seminários com menos de 20 alunos

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08 Novembro 2017

O bispo auxiliar de Paris Dom Jérôme Beau diz que o Vaticano quer estabelecer um limite mínimo de 17 a vinte alunos para que os seminários permaneçam abertos.

A informação é de Gauthier Vaillant, publicada por La Croix International, 07-11-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Dom Jorge Carlos Patrón Wong, funcionário responsável pelos seminários na Congregação para o Clero, contou aos bispos franceses que o Vaticano acredita que os seminários com números reduzidos de alunos devem ser fechados ou que deveria haver uma fusão entre eles.

O bispo mexicano fez este e outros comentários no sábado durante a assembleia plenária da Conferência Episcopal Francesa, atualmente em curso no santuário mariano de Lourdes.

Ele veio de Roma expressamente para apresentar os pontos-chave da nova Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis ou “O Dom da Vocação Presbiteral”, orientações do Vaticano para a formação de futuros padres.

Há um ponto que se destaca em particular entre as novas recomendações de Roma, especialmente em um país onde as vocações sacerdotais são cada vez mais raras. Pede-se que os bispos considerem “a necessidade de estabelecer um número mínimo de alunos” para que um seminário funcione como uma “comunidade formativa autêntica”.

Desde o anúncio, a questão de quantos seminaristas deveriam ser “suficientes” ficou em aberto. Patrón não apresentou um número específico para os bispos durante a sua fala ou à imprensa mais tarde, naquele mesmo dia.

Foi durante a quarta e última sessão de debates sobre o tópico, na segunda-feira, que um número foi revelado.

Quando perguntado diretamente, o bispo auxiliar de Paris Jérôme Beau deu o número mínimo de 17 a vinte. Beau é também o presidente da Comissão dos Bispos Franceses para os Leigos e Ministros Ordenados (Commission épiscopale pour les ministres ordonnés et les laïcs en mission ecclésiale – CEMOLEME).

Segundo os números apresentados aos bispos no começo da assembleia plenária, dois 32 seminários e colégios formativos na França, apenas quinze comprimiriam o número “fatídico” de 17 seminaristas e diáconos. Entre eles, os seis maiores compõem mais da metade dos números totais.

Em entrevista no auditório ao final da sessão da manhã de hoje, Dom Jean-Pierre Batut, de Blois, manifestou a esperança de que a Igreja francesa tenha “a coragem de admitir que possui seminários demais e que um certo número deles precisa ser fechado”.

Ele também falou da necessidade de “enviar, ao mesmo tempo, uma forte mensagem de apoio às vocações religiosas” e sugeriu a introdução de um ano propedêutico obrigatório antes de os candidatos entrarem para o seminário.

Na verdade, Beau estava confirmando que o “ano de fundação espiritual”, antes de entrar para o seminário, passou a ser obrigatório na nova Ratio Fundamentalis, esclarecendo a dúvida que muitos bispos tinham sobre o assunto.

A Comunidade de Saint-Martin (fundada em 1976 com o auxílio do Cardeal Giuseppe Siri, de Gênova, na Itália) apareceu muitas vezes nas discussões dos bispos. Nada menos do que 26 candidatos presbiterais começaram o curso propedêutico em 2017, o que equivale a 1 em cada 6 seminaristas franceses.

O seminário funciona fora do modelo diocesano normal e o seu sucesso é tema de reações variadas entre no episcopado.

Alguns lamentam o número desproporcional de candidatos que escolhem esta comunidade, enquanto outros demonstram curiosidade em descobrir o que faz tantos jovens preferirem a Saint-Martin em detrimento do clero diocesano.

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