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11 Outubro 2017

Observatório do Amianto

 

30 mil brasileiros e brasileiras contra o amianto!

Agradecemos a todos e todas por se unirem a nós e nos acompanharem nesta luta.

Juntos, podemos evitar que mais pessoas adoeçam pela exposição ao amianto e lutar por um país livre deste mineral cancerígeno.

#BrasilSemAmianto #AmiantoNão

 

Leandro Longo

 

300 anos de carinho da mãe!

 

Balaio do Kotscho

VIDA DE DESEMPREGADO 

Ricardo Kotscho

De uma hora para outra, os telefones param de tocar.

Ligam apenas alguns velhos amigos para perguntar o que aconteceu e dar um abraço.

Também rareiam as mensagens no correio eletrônico.

É como se você tivesse sido desligado do mundo: te tiraram da tomada, sem aviso prévio.

Estou desempregado pela primeira vez na vida, desde que comecei a trabalhar em jornalismo, com 16 anos.

Hoje faz uma semana que acordo de manhã sem ter o que fazer.

Não há mais anotações na agenda, nenhum compromisso.

É uma sensação muito estranha, de vazio absoluto.

Você descobre que o trabalho não é só teu ganha-pão para pagar as contas no final do mês.

No meu caso, sempre foi a própria razão de viver, minha ligação com o mundo.

Escrever para contar e comentar o que está acontecendo é a única coisa que aprendi a fazer.

Desde o meu primeiro emprego, nunca tinha sido demitido.

Foi uma paulada que não esperava, agora que estou próximo de completar 70 anos, com mais de 50 de carreira.

Nem sei por onde começar a procurar um trabalho novo.

Ao contrário da maioria dos outros 13 milhões de brasileiros sem trabalho, nem adianta distribuir meu currículo porque sou tão antigo que os possíveis empregadores já me conhecem.

O mar mercado, como sabemos, não está para peixe.

O fato de ser um profissional reconhecido e respeitado, que já trabalhou nas maiores empresas de comunicação do país, de repórter a diretor de redação, não é garantia de nada.

Enquanto a maioria das empresas do ramo reduz salários ou passa o facão sem olhar em quem, o mercado em geral busca mão de obra barata para substituir os que ganhavam salários melhores.

Esta é a realidade, e é com ela que precisamos lidar.

Para não me ver parado, minha filha Mariana Kotscho, também jornalista já veterana, abriu espaço em seu Facebook para publicar o que eu tiver vontade de escrever, enquanto monta uma plataforma independente para o meu blog, o Balaio do Kotscho, que está no ar desde 2008. Ela também criou aqui no Facebook uma página para o Balaio do Kotscho, assim já tenho onde publicar o que escrevo enquanto o site está “em construção”.

Já temos até endereço novo em casa própria.

Minha filha caçula, a roteirista Carolina Kotscho, que está estreando o Musical “2 Filhos de Francisco”, já falou com a mãe para nos ajudar no que for preciso.

Por enquanto, é o que temos.

Sempre fui empregado, nunca tive negócios ou outras rendas fora do salário.

O que ganho de aposentadoria do INSS mal dá para pagar o plano de saúde.

Então, não tem outro jeito: depois de uma breve folga na Semana da Criança para curtir os netos na praia, comunico à praça que estou de volta ao mercado, como se diz.

Qualquer trabalho honesto na minha área me interessa.

Se alguém estiver interessado em patrocinar meu novo site, é só entrar em contato com minha empresária Mariana Kotscho.

Bom feriadão pra todos.

Vida que segue.

Abraços,

Ricardo Kotscho

 

Moisés Mendes

O GÁS DO GOLPE

Ninguém viu o presidente da Petrobras, o alegre Pedro Parente, ir à TV para anunciar o novo aumento de 13% para o gás. São quatro aumentos em dois meses, que somam 45%. Aliás, o seu Parente anda sumido.

Em pouco tempo, desde o golpe de agosto, o botijão de gás terá dobrado de preço. E a Globo anuncia com crueldade, todos os dias, que a inflação cai. A inflação de quem, cara pálida?

A inflação média não é a do assalariado ou desempregado que paga R$ 70 por um botijão e ainda é esgoelado pelo preço da luz e da água.

A inflação da Globo é a inflação da classe média que bateu panela. Não é inflação de pobre. Mas a Globo, os economistas da FGV e os golpistas não entendem nada de inflação de pobre.


Faustino Teixeira

 

"Lève-toi vers toi-même,
ma compagne, ma belle,
et va vers toi même!"

(Ct, 2,10)

"Levanta-te para ti mesmo,
Minha companheira, minha linda,
E vai para ti mesmo!"

(Ct, 2,10)

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