Trabalhadoras(es) do SUAS. O diálogo como princípio transformador

Revista ihu on-line

China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país

Edição: 528

Leia mais

Ore Ywy – A necessidade de construir uma outra relação com a nossa terra

Edição: 527

Leia mais

Sistema público e universal de saúde – Aos 30 anos, o desafio de combater o desmonte do SUS

Edição: 526

Leia mais

Mais Lidos

  • Enquanto pastores evangélicos apoiam Bolsonaro, cúpula católica lava as mãos. Artigo de Juan Arias

    LER MAIS
  • PT deveria realizar 'comissão da verdade' para examinar seus erros, diz Noam Chomsky

    LER MAIS
  • Francisco. “Os hipócritas são um instrumento do diabo para destruir a Igreja”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: Viviane Aparecida Ferreira de Lara Matos | 15 Setembro 2017

Não dá para conversarmos sobre educação popular sem vivermos e experimentarmos seus princípios e sua metodologia. É na vivência coletiva e no enfrentamento da realidade cotidiana que construímos uma nova prática social e profissional. Estas reflexões embasaram as oficinas oferecidas pela assistente social Gisele Carneiro, nos dias 29 de agosto e 12 de setembro de 2017, durante o ciclo de estudos e debates Trabalhadoras(es) do SUAS, com o tema Educação popular e transformação social. A atividade é promovida pelo CEPAT e conta com o apoio do IHU.

Gisele Carneiro apresentou as categorias e os princípios da educação popular, a partir da perspectiva crítica de Paulo Freire, desencadeando uma ação dialógica com o grupo sobre a situação sociopolítica e econômica do Brasil e do mundo. A cada tema levantado, a partir dos dados trabalhados durante as oficinas, foi se descortinando a profunda desigualdade de recursos e de poder na sociedade.

Gisele Carneiro dialogando com os participantes do ciclo de estudos e debates Trabalhadoras(es) do SUAS (Foto: Ana Paula Abranoski)

A partir da tradicional imagem da pirâmide social, Carneiro problematizou a formação da base desta, composta pela grande maioria da população, desprovida de condições dignas de vida e também impedida de interferir na dinâmica social, sem participar das decisões que lhes dizem respeito. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, o Brasil, neste ano de 2017, é o décimo país mais desigual do mundo, ao mesmo tempo em que é a nona maior economia.

Em determinado momento dos debates, resgatou-se o papel do Estado à luz dos filósofos Karl Marx e Louis Althusser. Em seguida, como exercício de reflexão, solicitou-se que os participantes respondessem as três questões propostas na última Conferência de Assistência Social, em relação ao eixo Controle Social e Participação Cidadã, sendo elas:

1. Quais os grandes obstáculos para o exercício do controle social em uma perspectiva de defesa e garantia de direitos?

2. Quais os caminhos para se estimular e ampliar a participação dos usuários nos conselhos e em outros espaços de participação popular e do exercício do controle social?

3. Como o CRAS, CREAS, PEMSE, Centro Pop e entidades socioassistenciais podem contribuir para a consolidação de um paradigma de gestão democrática e participativa?

A reflexão proposta por Carneiro contribuiu para que as(os) trabalhadoras(es) do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) pudessem avaliar o desenvolvimento dos processos de trabalho das(os) profissionais e a possibilidade de refazer o planejamento das ações sociais, para redimensionar o tempo dedicado aos atendimentos individuais e para a organização de trabalhos coletivos, com demandas comuns e organização da comunidade.   

Na avaliação de Solange Fernandes (PUCPR), parceira nestes debates, é urgente a retomada das estratégias coletivas, de forma dialógica, com a população usuária da Política da Assistência Social e as lideranças sociais dos territórios, para que se criem condições de reação ao desmonte dos direitos sociais e do SUAS pelo Governo Temer. De um modo geral, “os profissionais da área social não possuem resposta para tudo, mas possuem um profundo compromisso com a população”, ressaltou Fernandes.
 
Gisele Carneiro concluiu o ciclo de oficinas destacando a importância de se construir espaços de contraposição ao capitalismo, valorizando o diálogo e a participação, com iniciativas simples, mas eficazes, como as rodas de conversa, por exemplo. É necessário despertar nas pessoas o sentimento de pertença à comunidade, para que se possa concretizar uma maior atuação nos espaços de controle social, com protagonismo político.  
 
Em tempos de desmonte dos diretos sociais e do furacão neoliberal, é necessário contar com a organização popular.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Trabalhadoras(es) do SUAS. O diálogo como princípio transformador - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV