Müller foi substituído na Doutrina da Fé por se negar a presidir a comissão sobre as diaconisas

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02 Setembro 2017

Embora tenha deixado de ser o prefeito da Doutrina da Fé em julho deste ano, o Papa Francisco nunca teve confiança no cardeal Gerhard Müller, até o ponto de ter preferido trabalhar, desde o início de seu pontificado, com o atual cabeça do Santo Ofício, o arcebispo Luis Francisco Ladaria, sj.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 01-09-2017. A tradução é do Cepat.

Foi o que revelou um teólogo protestante, amigo do purpurado alemão, Thomas Schirrmacher, autor de um livro sobre as diversas reuniões que manteve com o Pontífice.

Em uma entrevista a kath.net, Schirrmacher afirma não apenas que Ladaria tem ajudado o atual Bispo de Roma como seu “principal assessor teológico”, desde 2013, como também sustenta que a marginalização do cardeal Müller remonta aos tempos de Bento XVI, dada a estreita colaboração que Ratzinger e Ladaria vinham realizando em documentos tais como Dominus Iesus e o texto sobre a existência do limbo.

O teólogo alemão, secretário-geral associado da Aliança Evangélica Mundial, revela novos detalhes sobre a interrupção formal de Müller. A razão última de sua destituição, sustenta Schirrmacher, em dois momentos, foi que o cardeal se negou a presidir a comissão estabelecida pelo Papa sobre o histórico diaconato feminino. “Müller a rejeitou. Viu isto como uma porta de entrada para a ordenação de mulheres”, defendeu Schirrmacher.

Enquanto isso, o cardeal Robert Sarah, prefeito do Culto Divino e aliado do cardeal Müller em sua tentativa de desestabilizar o pontificado de Francisco, em uma coluna no Wall Street Journal, investiu contra uma das vozes mais sensatas no ministério da Igreja às pessoas LGBT, o jesuíta norte-americano James Martin.

“Aqueles que falam pela Igreja precisam ser fiéis às doutrinas invariáveis de Cristo, dado que só vivendo em harmonia com o desenho criativo de Deus é que encontramos uma satisfação profunda e duradoura”, escreve Sarah, em seu artigo. Desse modo, refere-se aos reiterados pedidos de Martin para que a Igreja demonstre mais respeito, compaixão e sensibilidade com as pessoas de diferentes orientações afetivas.

Conversando com Crux, Martin respondeu ao cardeal ganês, e ainda que tenha lhe felicitado por utilizar o termo ‘LGBT’ – uma sigla que os católicos mais conservadores costumam evitar –, o jesuíta lamenta que as advertências do cardeal sobre “as consequências tristes da rejeição do plano de Deus” nas vidas das pessoas LGBT representam uma oportunidade perdida.

“Gostaria de ter lido algo das consequências tristes do que acontece quando os LGBT são tratados como cidadãos de segunda classe, ou o que é pior, pelas mãos do clero e da hierarquia”, lamentou o jesuíta.

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