Padre candidato ao Nobel é acusado de favorecimento à imigração

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • Judith Butler: corpos que resistem ao ódio e ao poder

    LER MAIS
  • Como 'comportamento de manada' permite manipulação da opinião pública por fakes

    LER MAIS
  • Coreias. Do tecnocapitalismo definitivo ao comunismo dinástico

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

11 Agosto 2017

Quem entregou o nome dele aos investigadores foram os dois funcionários da segurança que embarcaram no navio Vos Hestia, da Save the Children, que revelaram a existência de um chat secreto entre os líderes de equipe a bordo dos navios humanitários.

A reportagem é de Alessandra Ziniti, publicada porl La Repubblica, 09-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Pe. Mussie Zerai, sacerdote eritreu que há anos vive na Itália e é um ponto de referência para milhares dos seus concidadãos que enfrentam a viagem para a Europa, está entre os investigados da Procuradoria de Trapani no âmbito do inquérito por favorecimento à imigração ilegal, que já levou à apreensão do navio Juventa, da ONG alemã Jugend Rettet. Para o sacerdote, a acusação também seria a mesma.

De acordo com relatos das duas testemunhas, o sacerdote, que recebia as comunicações dos migrantes que embarcaram nas balsas dos traficantes, teria servido de mediação com os membros das ONGs indicando data, hora e posição das embarcações a serem socorridas.

 

Candidato ao Nobel da Paz em 2015, fundador e presidente da agência de informação Habeshia, definida como o “salva-vidas dos migrantes”, com a qual ele oferece ajuda telefônica aos migrantes em partida, estimulando a intervenção das autoridades nos lugares onde se encontram embarcações em dificuldade, o Pe. Zerai foi notificado pelos homens da equipe móvel de Trapani com uma intimação.

“Eu só soube na segunda-feira sobre a investigação – disse Mussie Zerai – e quero ir até o fim nessa questão. Eu voltei para Roma da Etiópia de propósito. No passado – acrescenta – eu recebia muitos telefonemas todos os dias. Hoje, eu recebo muitos menos, não saberia dizer por quê. Mas a minha intervenção sempre foi para fins humanitários.”

A investigação, de acordo com ambientes judiciais, refere-se a supostas pressões feitas pelo presbítero junto aos órgãos competentes no socorro no mar. “Antes ainda de informar as ONGs – diz o sacerdote –, todas as vezes, eu alertei a central de operações da Guarda Costeira italiana e maltesa. Eu nunca tive relações com a Juventa, nem participo de chats secretos. Eu sempre me comuniquei através do meu celular.”

 

No âmbito das ONGs, na manhã dessa quarta-feira, outra organização que já havia anunciado por e-mail a sua adesão, assinou oficialmente o código de conduta do Ministério do Interior italiano. É a alemã Sea Eye. Por enquanto, são quatro de um total de oito as ONGs que aderiram. A estas, poderia se somar, nesta sexta-feira, a SOS Méditerranée, que pediu uma reunião para esclarecer algumas preocupações que, até agora, levaram a organização a permanecer do lado do “não”.

Ficam de fora ainda a Médicos Sem Fronteiras e as outras duas alemãs, Sea Watch e Jugend Rettet, esta última no centro da investigação de Trapani que, a partir dessa quarta-feira, passa para a coordenação do novo procurador Alfredo Morvillo.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Padre candidato ao Nobel é acusado de favorecimento à imigração - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV