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14 Julho 2017

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

A verdadeira arte de viajar


(Foto: Paulo Motta | Arquivo pessoal)

A gente sempre deve sair à rua
como quem foge de casa,
como se estivessem abertos diante de nós
todos os caminhos do mundo...
Não importa que os compromissos,
as obrigações, estejam logo ali...
Chegamos de muito longe,
de alma aberta e o coração cantando!

Fonte: Mario Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 864.


Mario Quintana | Foto: UCS

Mario Quintana (1906-1994): Famoso poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Começou a esboçar seus primeiros versos ainda na sua cidade natal, Alegrete, interior do Rio Grande do Sul. Em 1919 mudou-se para Porto Alegre, onde publicou seus primeiros poemas enquanto ainda estudava no Colégio Militar. Conhecido como o "poeta das coisas simples", seu estilo foi marcado pela profundidade, sátira e primor técnico. Foi agraciado com o Prêmio Jabuti, em 1981, e, em 1983, foi fundada a Casa de Cultura Mario Quintana, no prédio do antigo Hotel Majestic, no centro da capital gaúcha, local que por muitos anos foi a casa do poeta.

Quintana traduziu mais de 130 títulos da literatura universal e é autor de uma vasta obra, com mais de 30 livros publicados. Entre eles, A Rua dos Cataventos (Porto Alegre: Editora do Globo, 1940); Porta Giratória (São Paulo: Editora Globo, 1988); A Cor do Invisível (São Paulo: Editora Globo, 1989); e Velório Sem Defunto (Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990). Apesar de ter se candidatado à Academia Brasileira de Letras por três vezes, nunca tornou-se "imortal". 

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