Bolívia. A Conferência Mundial dos Povos. A presença do Vaticano

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14 Junho 2017

O presidente boliviano Evo Morales anunciou em uma rápida entrevista coletiva que nos próximos dias 20 e 21 de junho será realizada em seu país, em Tiquipaya, Cochabamba, a Conferência Mundial dos Povos, com o objetivo de discutir a criação de uma cidadania universal na perspectiva de um mundo sem muros nem barreiras. Entre os convidados de diferentes continentes, países e organizações internacionais, foi confirmada a presença do secretário para as questões migratória, padre Michael Czerny, jesuíta, representando a Santa Sé.

A informação é de Francesco Gagliano, publicada por Il sismógrafo, 13—06-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Exatamente cinco meses depois da posse de Donald Trump na Casa Branca, a iniciativa de Morales parece uma resposta à que foi uma das principais promessas da campanha do bilionário nova-iorquino: a construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México custeado por este último. "Frente à atual conjuntura política - declarou o presidente boliviano - decidimos como governo e em conjunto com os movimentos sociais convocar esta reunião em nível mundial".

São considerados intoleráveis projetos de construção de muros e barreiras para conter fenômenos como os movimentos migratórios enquanto faltam propostas sérias para combater a exploração dos recursos naturais operada pelos países mais desenvolvidos à custa do hemisfério sul. "Por isso - concluiu Morales - fomos inspirados pelas lutas realizadas pelos movimentos sociais que apresentaram suas demandas ao governo, para estimular um debate que enfrente a questão da migração em sua atual relevância".

A organização desta conferência será da responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores que atuará em conjunto com os movimentos sociais; é prevista a participação de delegados do mundo todo, de personalidade na linha de frente da defesa dos direitos dos migrantes e dos refugiados, juristas e representantes de governos progressistas.

Os macro temas de discussão e debate serão dois: um dedicado à cidadania universal, o outro contra o intervencionismo militar, uma das principais causas de desestabilização naqueles países onde se registram os maiores índices de emigrações.

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