Milhares de pessoas assistem a comemoração global dos 500 anos da Reforma em Windhoek

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15 Mai 2017

Luteranos de todo o mundo e convidados de várias religiões se reuniram no estádio Sam Nujoma, em Windhoek, Namíbia, para a comemoração global dos 500 anos da Reforma. Delegados e participantes da Assembleia da FLM participaram da comemoração junto com milhares de luteranos da Namíbia e países vizinhos.

A informação é publicada por The Lutheran World Federation, 14-05-2017.

"O que precisamos agora não é justificar os erros do passado, mas que Deus, em sua graça, apague toda a nossa iniquidade e crie corações puros de amor, justiça e paz no mundo", disse, em seu sermão, o bispo emérito namibiano Zephania Kameeta. Ele levou uma mensagem de esperança e libertação, dando corpo ao tema da Assembleia, Libertados pela Graça de Deus.

A comemoração é um dos pontos altos da XII Assembleia da Federação Luterana Mundial, que acontece na capital namibiana, Windhoek, de 10 a 16 de maio.

Uma perspectiva de unidade

"Estamos juntos em um desafio espiritual e teológico: contar a nossa história a partir da perspectiva da unidade, não da divisão", disse o Presidente da FLM, o Bispo Munib A Younan, em suas boas-vindas. "E nós, hoje, aqui na Namíbia, juntos, somos um símbolo de que a Reforma está acontecendo e de sua cidadania global."

Apresentando testemunhos das sete regiões da comunhão luterana, o Secretário-Geral da FLM, Rev. Dr. Martin Junge, disse: "Os sete testemunhos de todas as regiões da FLM referem-se aos muitos contextos e culturas das igrejas luteranas".

"São histórias de coragem e inspiração. Enquanto as escutamos, recordamos as origens da fé: renovamo-nos pelo batismo, quando somos banhados nas águas da regeneração. Damos graças a Deus, que nos chama neste momento e neste lugar para sermos seu povo, com graça e verdade".

Os sete testemunhos foram apresentados por Magnea Sverrisdóttir em nome da região Nórdica, Ranjita Christie Borgoary pela região da Ásia, Yonas Yigezu Dibisa pela África, Robert Granke pela América do Norte, Vera Tkach pela Europa Central e Oriental, José Pilar Álvarez Cabrera pela América Latina e pelo Caribe e Julia Braband pela Europa Central e Ocidental.

"Sem justificar erros do passado"

Dom Kameeta teve um papel fundamental na luta da Namíbia pela libertação. Em seu sermão, ele falou da esperança dissipada pelo Evangelho na luta pela libertação. "Não vamos desistir nunca, porque acreditamos firmemente que o ódio, a violência, a ganância, a desigualdade crescente entre ricos e pobres, a miséria, a injustiça, a exploração, o terrorismo, o extremismo, a discriminação e a morte não podem dar a última palavra." Ele convidou as pessoas presentes a testemunhar em prol da libertação pela graça de Deus:

"Queridos irmãos e irmãs comemorando os 500 anos da Reforma, que saiamos com esta verdade libertadora, nosso Senhor Jesus Cristo, para nos reformarmos e sermos reformadores, renovados e renovadores, libertados e libertadores e vivermos de modo que as pessoas vejam e vivenciam a graça, o amor, a justiça, a unidade e a paz".

Rosa de Lutero

Paroquianos das três igrejas membros da FLM na Namíbia participaram da missa de domingo, acompanhadas por luteranos de seus países vizinhos, como a África do Sul e Zimbabwe.
No início da missa, os alunos de crisma de paróquias em Windhoek formaram uma Rosa de Lutero no estádio. Ao final, ocorreu um diálogo intergeracional entre reformadores mais jovens e mais experientes, com Cheryl Phillips (Igreja Evangélica Luterana dos Estados Unidos), Marcia Blasi (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), Dom Gerhard Ulrich (Igreja Evangélica Luterana no Norte da Alemanha), Rev. Andrew Jensen (Igreja Evangélica Luterana em Mianmar - Igreja Luterana de Belém) e Rev. Hellyvi Muremi (Igreja Evangélica Luterana na Namíbia).

O estádio onde ocorreu a comemoração localiza-se em Katutura, que durante o apartheid era um distrito para negros, para onde eles eram obrigados a se realocar, advindos de outras partes do mundo para Windhoek.

Representantes ecumênicos de todo o mundo se uniram na leitura de orações na missa, que ficou vibrante com a música de vários coros de congregações luteranas na Namíbia.

Milhares de fiéis ficaram em fila para receber a Eucaristia em cinquenta estações de comunhão no estádio. "Este grande grupo internacional de fiéis demonstra, mais do qualquer coisa, o quanto a Igreja está viva e a Reforma está acontecendo", disse Martin Junge, Secretário-Geral da FLM.

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