Vaticano pede proibição completa de armas nucleares

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12 Maio 2017

Uma importante diplomata vaticano reiterou o apoio da Igreja Católica a uma “proibição completa” a armas nucleares, e criticou a demora nas negociações para evitar a difusão internacional deste tipo de armamento.

A reportagem é de Jonathan Luxmoore, publicada por The Tablet, 10-05-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“As armas nucleares criam uma falsa sensação de segurança, tal como os esforços para garantir uma paz negativa através do equilíbrio do poder”, disse Dom Janusz Urbańczyk representante da Santa Sé na Organização para Segurança e Cooperação da Europa. “Os países têm o direito e a obrigação de proteger a sua própria segurança, o que está fortemente associado à promoção da segurança coletiva, o bem comum e a paz. Nessa perspectiva, faz-se necessária uma concepção positiva de paz, construída sobre a justiça, o desenvolvimento humano integral e o respeito dos direitos humanos fundamentais (…)”.

Ao falar em Viena, a um comitê que está revisando o Tratado de Não Proliferação, de 1971, o diplomata polonês de 49 anos afirmou que o Vaticano apoia o Tratado em consonância com a mensagem evangélica de “confiança recíproca e cooperação pacífica” e que estava ainda trabalhando por um mundo onde as armas nucleares sejam “completamente proibidas”. O prelado acrescentou que a paz só pode ser edificada com base em “valores humanos presentes em todos os indivíduos, povos, culturas, religiões e filosofias”, mas disse que a comunidade internacional não tem se esforçado o suficiente para implementar o Tratado numa época de preocupação junto à Coreia do Norte.

No voo que o trouxe de volta do Cairo ao Vaticano, no fim do mês passado, o Papa Francisco, em resposta a uma pergunta sobre os testes envolvendo lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte e os movimentos diplomáticos dos EUA, falou: “A Santa Sé (…) acompanha com preocupação a situação na península coreana. A Santa Sé apoia os esforços da comunidade internacional para relançar as negociações sobre a desnuclearização e paz”. Afirmou que um terceiro país deveria mediar a disputa, que, segundo ele, se tornou “bastante acalorada”, correndo o risco de uma guerra em que “uma boa parte da humanidade” seria destruída. Francisco disse que a ONU deveria reafirmar a sua liderança porque está acabou se “um pouco aguada”. “Convido (…) os líderes (…) a trabalhar para resolver os problemas pelo caminho da diplomacia”, disse ele. “E temos os facilitadores – muitos no mundo – (…) como a Noruega, por exemplo. [A Noruega] Está sempre pronta a ajudar... Isto, para citar um exemplo, mas há muitos...”.

Thomas Hauff, embaixador norueguês para a Santa Sé, disse: “Nunca comentamos sobre algum papel mediador que poderíamos ter, mas apreciamos que a Sua Santidade reconheça o trabalho internacional de construção da paz promovido pela Noruega”.

O Vaticano vem reiteradamente condenando o desenvolvimento e o armazenamento de armas nucleares, embora não poiando diretamente as demandas do movimento pacifista por um desarmamento unilateral. Em mensagem para o Dia Internacional da Paz em janeiro, o papa disse que “uma ética de fraternidade e coexistência pacífica (…) não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento”, lançando um apelo a favor do desarmamento: “a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética”.

Francisco igualmente criticou os militares americanos por chamarem o maior explosivo de seu arsenal de “a mãe de todas as bombas”.

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