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05 Maio 2017

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

A palavra mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.


Fonte: Carlos Drummond de Andrade. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004, p. 854


Foto: Divulgação Sou BH

Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987): Poeta, contista e cronista mineiro, radicado no Rio de Janeiro, é visto como um dos expoentes da segunda geração do Modernismo brasileiro. Suas palavras traduzem a visão de um individualista comprometido com a realidade social. Além disso, Drumond tematizava a vida e os fatos cotidianos que, ora, focalizava os indivíduos, os amigos, a família, ora o questionamento da existência e da poesia. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Correio Manhã e Jornal do Brasil, onde atuou como cronista.  Dono de vasta obra literária, que conta com também com textos da literatura infantil, é autor, entre outros: Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), e Corpo (1984). 

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