Migrante mexicana está entre as 100 pessoas mais influentes da ‘Time’

Revista ihu on-line

A ‘uberização’ e as encruzilhadas do mundo do trabalho

Edição: 503

Leia mais

Sociabilidade 2.0 Relações humanas nas redes digitais

Edição: 502

Leia mais

O Holocausto no cinema. Algumas aproximações

Edição: 501

Leia mais

Mais Lidos

  • Igreja batiza três filhos de casal gay na Catedral de Curitiba

    LER MAIS
  • Igrejas Evangélicas Históricas e Aliança Evangélica assinam manifesto contra a Reforma da Previd

    LER MAIS
  • "Com a reforma trabalhista, o poder do empregado fica reduzido a pó"

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

21 Abril 2017

A imigrante indocumentada mexicana Jeanette Vizguerra, que desde fevereiro passado permanece refugiada em uma igreja de Denver, Colorado, para impedir sua deportação, foi incluída hoje na lista das 100 pessoas mais influentes no mundo, elaborada todos os anos pela revista Time.

A reportagem é publicada por La Jornada, 20-04-2017. A tradução é do Cepat.

Vizguerra aparece na lista junto a um amplo grupo de líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente russo Vladimir Putin e empresários como Jeff Bezos, além de músicos, estrelas do cinema e atletas.

Vizguerra, que vive em Denver há duas décadas e tem quatro filhos, três deles nascidos nos Estados Unidos, no último dia 15 de fevereiro, entrou na Igreja First Unitarian Society de Denver para se refugiar, após ser emitida uma ordem de deportação contra ela.

Em um pequeno perfil de Vizguerra, escrito para a Time, a atriz e ativista America Ferrera explicou que “Jeanette se mudou para os Estados Unidos para ser uma zeladora, trabalhando como organizadora de sindicatos e construindo sua própria empresa, antes de se tornar uma defensora da reforma migratória, uma coisa audaciosa e arriscada para uma imigrante indocumentada”.

“Depois de lutar contra a deportação, durante oito anos, decidiu divulgar sua história e se refugiou no sótão de uma igreja de Denver”, destacou.

“A atual administração entrou em choque com os imigrantes, assustando os estadunidenses para que pensem que os indocumentados como Jeanette são criminosos”, escreveu Ferrera.

“Ela veio não veio para este país para estuprar, assassinar ou vender drogas, mas para dar uma vida melhor para sua família. Ela derramou sangue, suor e lágrimas para se converter em dona de negócios, procurando oferecer a seus filhos mais oportunidades do que tinham. Isto não é um crime. Este é o Sonho Americano”, apontou.

“A coragem de Jeanette Vizguerra, como imigrante, mãe e sobrevivente do crime, para ser fiel ao nativismo da administração Trump, serve como uma humilde lembrança do que parece ser os verdadeiros valores americanos de valor, dedicação e perseverança”, destacou o advogado de Vizguerra, Hans Meyer, em um comunicado.

Em declarações nesta quinta-feira ao canal de televisão CNN, Vizguerra disse que estava honrada por seus 20 anos de ativismo pelos direitos dos imigrantes estarem sendo reconhecidos.

Vizguerra foi detectada pelas autoridades migratórias dos Estados Unidos, em 2009, depois que um agente policial a abordou no trânsito.

Desde então, Vizguerra havia tramitado e obtido uma licença de “permanência de remoção” que é válida por um ano, para continuar sua permanência neste país. Sua última licença expirou em fevereiro passado e diferente dos anos anteriores, desta vez, não foi renovada.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Migrante mexicana está entre as 100 pessoas mais influentes da ‘Time’