Padres ornamentados: o que isso nos diz?

Revista ihu on-line

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Revolução Pernambucana. Semeadura de um Brasil independente, republicano e tolerante

Edição: 512

Leia mais

Francisco Suárez e a transição da escolástica para a modernidade

Edição: 511

Leia mais

Mais Lidos

  • A força dos pequenos: a Teologia da Libertação

    LER MAIS
  • A crise do padre: o que compete ao ministério?

    LER MAIS
  • João Doria e arcebispo de São Paulo: “Pobre não tem hábito alimentar, pobre tem fome”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

21 Abril 2017

“Meu Deus, não sei se fico mais assustada com as notícias da lava-jato e da administração Temer ou com o tanto de postagens mostrando os panos e adereços religiosos que meus alunos e ex-alunos de teologia redescobriram nos armários das paróquias! Batina, capa, túnica, sobrepeliz e até barrete! O brega voltou à moda; tornou-se fashion! Não me envergonhem, alunos meus! A teologia que vocês aprenderam nos dois institutos onde leciono não ensinou vocês a revirarem os armários em busca de modelitos religiosos, mas a revirarem as entranhas do coração em busca da misericórdia… Meu Deus, onde foi que erramos?“, pergunta Solange do Carmo, professora de teologia na PUC de Minas,  em comentário reproduzido por por Observatório da Evangelização,  19-04-2017.

Eis o artigo.

Ao longo da Semana Santa, circularam pela internet reflexões profundamente críticas sobre os diversos paramentos utilizados na liturgia por alguns presbíteros e seminaristas. Pela importância do conteúdo discutido, disponibilizamos no Observatório da Evangelização a polêmica causada a partir do desabafo da professora de teologia da PUC-Minas, Solange do Carmo, na expectativa de provocar e enriquecer o debate travado nas redes sociais. A forma de vivenciar a dinâmica dos acontecimentos se transformou profundamente nesse mundo cada vez mais conectado por meio das redes sociais. Uma avalanche diária de notícias, selfies, fotos, vídeos, seguidos de inúmeros comentários e curtidas se espalham com fantástica rapidez. A vivência da religião não escapa dos registros on line. Cada rito, cada gesto, cada olhar, em seus múltiplos ângulos, passa a ser registrado, transmitido e contemplado pelos presentes e, virtualmente, por um incontrolável número de pessoas nas redes sociais. O que é registrado está a provocar reflexões diversas sobre o sentido, o significado ou mesmo sobre a coerência entre o que é celebrado e a sua composição estética. Por exemplo, padres ornamentados: o que nos diz?


(Foto: Observatório da Evangelização)


Foto: Observatório da Evangelização


Foto: Observatório da Evangelização


Foto: Observatório da Evangelização


Foto: Observatório da Evangelização


Foto: Observatório da Evangelização


Foto: Observatório da Evangelização

Diante de inúmeras imagens de padres ornamentados, como essas acima, divulgadas nas redes sociais, a teóloga Solange Carmo não se conteve; reagiu criticamente e publicou a seguinte postagem em sua rede social:

“Meu Deus, não sei se fico mais assustada com as notícias da lava-jato e da administração Temer ou com o tanto de postagens mostrando os panos e adereços religiosos que meus alunos e ex-alunos de teologia redescobriram nos armários das paróquias! Batina, capa, túnica, sobrepeliz e até barrete! O brega voltou à moda; tornou-se fashion! Não me envergonhem, alunos meus! A teologia que vocês aprenderam nos dois institutos onde leciono não ensinou vocês a revirarem os armários em busca de modelitos religiosos, mas a revirarem as entranhas do coração em busca da misericórdia… Meu Deus, onde foi que erramos?“

Essa provocativa postagem da professora, doutora em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, suscitou imediatos comentários. Muitos endossaram a crítica da teóloga:

“Suas palavras me representam Solange Carmo. Ah, meus ex-alunos, onde foi que erramos?” (Tereza Pereira); “São as famosas teologias do pano e da fumaça…” (Harrison Saraiva); “Pena que nos bastidores das aulas sempre o assunto foi os panos, sem contar que muitos já faziam seu guarda-roupa antes mesmo de ordenar, essa sempre foi a preocupação. Ainda com brincadeiras ‘quem vai segurar minha capa de asperge?’ Talvez a vestimenta consiga prender a atenção, porque penso que o discurso deve ser uma tristeza. Pena mesmo.” (Dener Souza); “Não sei se a pergunta sobre o erro cabe a vocês professores, Solange Carmo. Afinal muitos passam pelos bancos de escolas e faculdades como patos. Dentro da água, mas com penas secas. E por falar em penas é de dar pena.” (Helder Alvarenga); “É um vazio de sentido, amiga Solange Carmo, o que precisa ser coberto e enfeitado. Ele precisa do disfarce. Eu acompanho você no assombro quanto aos atores, mas acrescentaria ainda o gosto dos espectadores desse espetáculo religioso. Espiritualidade se constrói no silêncio, no serviço, na nudez… Espiritualidade do espetáculo, da mera exterioridade. Quem ainda precisa disso? (Flavio Senra); “… e isso das vestes, ‘dos panos e adereços’ é ainda mais gritante quando as palavras e gestos litúrgicos fazem memória de um esvaziamento, de um despojamento e de um desnudamento supremo, que é o de Jesus na entrega de si à morte. Vê-se que o exterior, o que aparece, é a negativa da fé que se professa com boca. É um Frankenstein religioso.” (Tânia Mayer); “Algumas vezes, já pensei em fazer uma postagem com ideias semelhantes as que você expressou aqui… Meu facebook está quase congestionado com tanta foto da semana santa postada por padres e seminaristas… Estou percebendo que os religiosos de dioceses dos interiores dos estados são mais propensos à teologia dos panos e das fumaças…” (Renato Alves de Oliveira); “Parece que o fenômeno é complementar às duas realidades: de um lado os desafios impostos pelo cenário político/ social pelo qual passamos gera tamanha angústia que a válvula de escape seja a ‘facilidade’ dos panos, muitos adereços e pouca reflexão e comprometimento. Não vi ainda nestas postagens, em nenhuma até agora, uma arte, algo que faça refletir, uma profecia a denunciar a opressão pela qual passamos, a realidade crua & nua despe o Cristo, com a desforra dos direitos dos pobres & as sacristias tentando aliviar, camuflar com panos, em verniz a esconder a dureza mesma da realidade.” (Juliano Coelho Lopes); “Concordo completamente com você, Solange Carmo. Convido aos embatinados a virem passar alguns dias comigo no Mato Grosso e rezar cinco missas no domingo. Tenho certeza que trocarão a batina por uma veste mais sóbria. E tenho certeza que as comunidades os amarão não pela veste, mas pela prédica e pela acolhida!” (Wenderson Nascimento).

Alguns inclusive, em sintonia com as críticas do Papa Francisco, mostraram que essa realidade explicitada na Semana Santa seria apenas um reflexo da situação eclesial que precisa ser urgentemente repensada, com toda seriedade: a formação que está sendo oferecida nos Seminários para os futuros presbíteros da Igreja:

“Tenho a mesma preocupação que você e não é de hoje. Lembro-me de você fazendo uma palestra aos bispos do regional Leste II que estavam em assembleia na casa de retiro São José. Na ocasião foram convidados seminaristas e formadores. Sua fala lúcida, realista e cirúrgica sobre os novos pastores e seu comportamento, sobre aqueles que mamavam nas tetas da pecadora, mas também santa igreja, arrancou gargalhadas de muitos, parecia um show de stand up. Pessoas rindo de si mesmas. Foi um absurdo. Alguns de nós, compactados com aquela fala que não tinha a menor graça, fomos censurados por não rir. Parecia certos problemas familiares que a gente sabe que existem, mas devem ficar só em família. Nos institutos se estuda filosofia e teologia (formação intelectual), nos seminários, a formação humana, espiritual e, no contato com o povo, aprende-se a ser servidor, hipoteticamente. A falta de autonomia em alguns seminários produz gente de todo tipo, mas sem dúvidas o melhor dentre eles é aquele que menos questiona, ou melhor, nunca questiona. Quando alguns se ordenaram diziam suspirando: ‘Graças a Deus, estou livre!’ Viviam num cárcere… o problema é bem maior. Nossos filhos são o resultado da ‘comida’ que damos a eles. Mas toda família tem um filho deserdado. Creio que, de todo processo de formação, a parte menos responsável seja o Instituto e seus professores. Esta casa formou bons cristãos, dentre eles alguns padres. Tenho amigos que ontem celebraram o dia da instituição do ministério presbiteral com clareza e convicção do seu serviço à igreja, povo de Deus, mas muitos que receberam de presente um reforço dessa onda conservadora que ronda. Não os culpo, pois a cada dia que passa, vejo gente despreparada trabalhando na formação do clero. Precisa-se de sangue novo, vinho novo, ou seja, diferente do perfil que se estabeleceu como certo.” (Antenor Silva Santos Junior); “Por um lado, há um ‘aburguesamento’ na formação, seja para a Vida Religiosa, seja para o clero secular. A maioria dos jovens é das camadas mais humildes da sociedade, entram se apossando de todos os confortos possíveis (& até impossíveis), carros, casa, lavadeiras, passadeiras, serviçais… estudos pagos pelas instituições. Há pouco fui convidado por uma congregação para um almoço, deparei com a seguinte conversa de um formando: ‘o quê? Só porque é sexta-feira da paixão eu sou obrigado a comer ovo frito no almoço!?’ O mesmo disse que iria comer na casa de uma paroquiana que tinha bacalhau no cardápio. São em atitudes assim que vemos o distanciamento da igreja para com a realidade crudelíssima que passa o Povo. As homilias são vazias de sentido, a linguagem revela este abismo. Por outro lado, há uma plateia adepta a esta ‘casta’ de clérigos. Mas tanto este perfil de clérigos quanto o perfil da plateia adepta, vemos que retirando-se as casulas, as alvas & sobrepeliz, sobram o vazio do descompromisso. Acabou a missa, lavo minhas mãos. Ademais surge também por entre estes mesmos personagens uma falsa moral, quando livres de suas obrigações religiosas, só Deus sabe o que estão aprontando.” (Juliano Coelho Lopes); “Há um número significativo de seminaristas e religiosos que insistem numa Igreja pré-moderna e pré-Vaticano II. O clericalismo tem várias características, e uma delas são os excessos das vestes litúrgicas, bem como hábitos e roupas clericais. Os que assim procedem, de modo geral, escondem certas patologias que precisam ser tratadas. Se os bispos fossem mais ousados expulsariam muitos destes do seminário. Mas o que ocorre é que muitos bispos sofrem do mesmo mal. Todos, sem exceção, se encontram na contramão do evangelho. Jesus abominou essa hipocrisia.” (Thiago de França)

Do mesmo modo, as reações contrárias à reação crítica de Solange Carmo também se manifestaram com forte alarido:

“Como se panos e adereços impedissem as entranhas do coração a buscar misericórdia…” (Leandro Cunha); “Erramos quando pensamos que a liturgia/ teologia só pode ser verdadeira e eficaz quando ela eh celebrada segundo nosso ‘querer’ e visão particular…” (Fernando Fagundes); “Orgulho em saber que existem jovens sacerdotes que estão lutando pra manter a tradição litúrgica da igreja de pé . Orgulho em saber que o pontificado de Pio XII e Bento XVI estão dando frutos. Se pudesse daria meus parabéns pessoalmente a seus ex-alunos. Que com a força e a bênção de Deus surjam cada dia mais padres dispostos a manter viva a tradição litúrgica de celebrar dignamente os santos mistérios usando os paramentos os quais a igreja permite e orienta que sejam usados em seus documentos litúrgicos.” (Danillo Abreu Alves); “Não é revirar armários. Mas o gosto por preservar a tradição e a beleza da liturgia bem celebrada. Não é necessário despir-se do belo e do tradicional para estar com o povo. A beleza sacra e o serviço do povo podem caminhar juntos. Bento XVI e seus frutos que agora nascem. Obrigado Santo Padre e que tenhamos coragem de assim como católicos intenderem que o marxismo não pode caminhar na Igreja como já afirmado por tantos Papas. Parabéns as estes ex-alunos que não se deixaram contaminar com o secularismo desenfreado e com a corrupção da fé nos ensinos teológicos. Obrigado a vocês que revirando os armários da Igreja estão redescobrindo a beleza do Sagrado.” (Reginaldo Bastos); “Não concordo com seu comentário minha professora… A veste talar é uma indumentária clerical e nos tempos atuais é fonte ‘de Evangelização’, precisamos nos dias atuais sermos cristãos verdadeiros que assumimos a Verdade de Cristo que morre e Ressuscita para nos a dar vida… Uso com amor!!!” (Edivan Cardoso); “Duras palavras, professora! Em parte, bastante pertinentes. De outro lado, bem generalizadoras e que acabam, de certo modo, por ferir a imagem daqueles Sacerdotes comprometidos com a sua vocação e com a salvação das almas, que fazem uso dos sagrados paramentos (expressamente recomendados nas normas litúrgicas em vigor e que, inclusive, são todos usados pelo Santo Padre) não por vaidade, mas por zelo litúrgico. Andamos numa linha entre assumir posturas relapsas, que expressa a falta de amor pelo Sagrado por parte de muitos sacerdotes, bem como no exagero que vem da “pompa”. Tudo o que a senhora disse é verdadeiro, vergonhoso e doloroso. Também compartilho de tais pensamentos, que “os panos e incensos” são utilizados de forma errônea por não terem como fim o zelo pelo Sagrado e pela vocação. Mas também é bem verdade que não são peças de museu, são indumentárias próprias dos ministros ordenados, segundo as determinações em vigor na Igreja. O “sapatinho vermelho” do Papa pode até ser um detalhe… Mas ele continua usando sua tradicional batina, com todos os paramentos que lhes são próprios, de acordo com a posição que ocupa dentro da hierarquia, sem fazer deles sinal de vaidade. Por isso, generalizar é sempre um perigo. Nem todos são iguais. (Giovanni Morais).

Na liberdade da reflexão crítica e autocrítica, a professora Solange Carmo, diante das reações contrárias, ofereceu a seus alunos, ex-alunos e tantos outros que entraram na conversa, uma resposta ainda mais provocante e que alimentou o horizonte do debate:

“Eu não acuso vocês de nada. Nem falei para ofender, mas não posso me calar diante do que tenho visto. Não duvido da reta intenção de vocês, mas devo esclarecer alguns equívocos.

1) O uso dessas vestes não é sinal de amor à liturgia e muito menos um sinal do Evangelho. Ao contrário: é sinal de ostentação e de poder sacro. Jamais se vê nos Evangelhos qualquer indicação de que as vestes seriam sinal de conversão para o povo. Ao contrário, o despojamento, a renúncia aos privilégios e a simplicidade são sempre indicados como sinal do seguimento de Jesus. Eu não encontro nos Evangelhos a seguinte frase: “Nisso conhecerão que sois os meus discípulos, se vestirem vestes glamourosas e pomposas para vossas liturgias”. Não. disse Jesus que o sinal do Evangelho é o amor. “Nisso conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros como eu vos amei”.

2) Veste talar, como vocês gostam de dizer, são antigas peças de museu que fizeram parte da história da Igreja durante um tempo de sua história quando ela esteve atrelada ao poder. O presbítero – um nobre da corte – se vestia como era costume dessa classe social naquela ocasião. Hoje isso é simplesmente descabido.

3) Em tempos de Francisco, ressuscitar tais vestes é um despropósito e fazê-lo na Semana Santa é um acinte ao mistério celebrado. Olhemos para o Cristo nu na cruz. Aquele paninho que tampa suas partes genitais foi posto pela caridade cristã. Ele morreu nu, desvestido de tudo, inclusive do apoio da religião de seu tempo. E não há liturgia maior que a liturgia da cruz. Certamente o presbítero não vai celebrar pelado, mas vai aprender com o desapego do Nazareno a se vestir com discrição e simplicidade.

4) Outra coisa, para quem diz que isso é tradição, seria bom perguntar: Tradição de que tempo? Das origens cristãs não é, com certeza. Vocês gostam tanto de apelar para a Tradição. Pois bem, apelemos! Voltemos às comunidades cristãs originais. Já pensou o presbítero ou ancião celebrando com tais vestes naquelas catacumbas fedidas? Ah, voltemos a Pedro, a pedra da Igreja. Já pensou o pescador do lago de Nazaré com essas roupas? Sejamos razoáveis por amor à Tradição cristã.

5) Por fim, permitam-me dizer. Tais vestes, infelizmente, não servem ao altar mas àqueles que as portam. Elas projetam o presbítero, colocam-no num pedestal imaginário; criam uma eclesiologia totalmente deformada da fé cristã mais genuína e – pior – servem para esconder muitas perversões. Vejam só os exemplos dos fundadores de comunidades e congregações neoconservadoras que têm estado sob investigação, com a presença de um comissário de Roma. Quase todos esses foram considerados culpados de assédio, pedofilia ou de roubo; e tem até assassinato na lista. Será que queremos seguir esse caminho? por esses dias mesmo, um amigo meu me disse que, estando num bar reconhecidamente LGBT para comemorar aniversário de uma amiga, viu por lá muitos seminaristas. Nada demais se se comportassem como deve um cristão, mas não: mostraram conduta moralmente reprovável. Na semana seguinte, estavam fazendo longas procissões ostentando belas vestes, batinas, sobrepeliz, capas (será que esqueci alguma veste talar?). Vocês podem rebater duvidando da conduta de meu amigo, dizendo que ele não pode falar pois também estava lá. Só pra esclarecer: meu amigo não é seminarista, nem padre, nem fez opção pelo celibato. Mesmo assim é mais casto que muitos que estão encobertos por esses panos. Será que é isso o Evangelho? Será que a cultura da hipocrisia é o que move os que se dizem cristãos? É bem verdade que os que não sustentam longas vestes estilisticamente perfeitas e se vestem de túnicas amarrotadas e puídas também não estão isentos de tais contradições, mas pelo menos não usam as vestes sacras para se projetarem nem se escondem atrás do amor à liturgia.

Eu lamento se decepciono alguns alunos e ex-alunos, mas é um abuso com o povo e com a fé cristã o que estamos vendo por aí. O Evangelho se esvazia de sentido tanto mais nos enchemos de apetrechos e tentamos ressuscitar esses costumes já ultrapassados (não é Tradição). Pode parecer que isso agrada ao povo, mas esse é um emburrecimento dos leigos. Um leigo minimamente razoável acha graça disso; e tais cenas viram motivo de chacota na internet. Eles veem isso como uma alegoria de carnaval, não como sinal do Evangelho. Aliás, até o papa Francisco falou isso em relação ao sapatinho vermelho. Façamos como o papa Francisco: menos vestes, menos glamour; mais amor e acolhida do Evangelho e dos pequeninos do Reino!

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Padres ornamentados: o que isso nos diz?