Rio Amazonas é mais velho do que se pensava; gigante tem 9 milhões de anos

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28 Março 2017

Cientistas da UnB (Universidade de Brasília) e da Universidade de Amsterdã chegaram à conclusão de que a idade do rio Amazonas está entre 9,4 milhões a 9 milhões de anos. Os resultados do estudo foram publicados na revista Global and Planetary Change nesta semana.

A reportagem foi publicada por UOL, 25-03-2017. 

Estimativas propostas em literatura recente diziam que o rio seria mais jovem (cerca de 2,6 milhões de anos) e um estudo anterior com base nessa mesma perfuração falava em 1 milhão a 1,5 milhão de anos.

O novo estudo fez uma análise geoquímica e palinologia (estudo de grãos de pólen e esporos) de sedimentos de uma perfuração para exploração marinha de hidrocarbonetos que atingiu 4,5 km abaixo do nível do mar. “Aplicamos técnicas de análise de alta resolução que não haviam sido usadas antes na região”, diz Farid Chemale, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Eles observaram uma mudança diferente na composição dos sedimentos e matéria residual de plantas durante o período do final do Mioceno (9,4 a 9 milhões de anos). Isso representa uma mudança na área do rio desde as terras baixas tropicais até o alto dos Andes, revelando o início do rio Amazonas.

Maior bacia do mundo

O rio Amazonas contribui com um quinto do abastecimento de água dos oceanos e tem a maior bacia hidrográfica do mundo. O início do rio representa um momento de definição da reorganização da paleogeografia da América do Sul, formando tanto uma ponta quanto uma divisão para a biota na paisagem amazônica.

A história do rio Amazonas e da bacia são difíceis de desvendar, pois os registros continentais são escassos e fragmentados. Os registros marinhos são mais completos, mas o acesso a eles é difíiacute;cil.

Os sedimentos na proximidade de grandes rios geralmente guardam registros contínuos de material terrestre acumulado pelo rio ao longo do tempo. Esses registros fornecem material fundamental para o estudo do clima, da geografia e da evolução do bioma terrestre.

A pesquisa faz parte do projeto Clim-Amazon, que une cientistas brasileiros e europeus para estudar clima e geodinâmica dos sedimentos da bacia do Rio Amazonas.

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