Francisco fala de feminismo à rede teológica moral mundial

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24 Março 2017

O Papa Francisco encontrou-se por quase uma hora, na semana passada, com sete representantes de uma rede global de cerca de 1.000 teólogos morais, para conversar sobre o papel do trabalho deles em ajudar as pessoas na compreensão das raízes mais profundas dos ensinamentos católicos.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 23-03-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Entre os temas discutidos na primeira reunião entre um pontífice e os líderes da Catholic Theological Ethics in the World Church estavam: como os diferentes países estão recebendo a exortação apostólica de Francisco, Amoris Laetitia, os ensinamentos morais por trás de sua encíclica Laudato Si' e as diferentes perspectivas católicas sobre o feminismo.

O Padre Jesuíta Jim Keenan, um dos três co-presidentes da rede, disse que o papa usou o encontro de 17 de março para elogiar o trabalho de seu grupo em conectar teólogos de cerca de 80 países.

"Ele nos cumprimentou por nosso trabalho focando na [construção] não-polarizada de um diálogo entre os mais de 1.000 membros de nossa rede", disse Keenan em uma entrevista na terça-feira, 21 de março.

A Catholic Theological Ethics in the World Church começou seu trabalho em 2006, com uma pioneira conferência cross-cultural para teólogos morais, em Pádua, Itália, da qual cerca de 400 especialistas em ética participaram.

A segunda conferência global em 2010, em Trento, Itália, atraiu cerca de 600 teólogos, enquanto as conferências regionais subsequentes foram realizadas em Bangalore, Índia; Nairobi, Quênia; Berlim, Alemanha; Cracóvia, Polônia e Bogotá, Colômbia. Keenan, que também é diretor do Instituto Jesuíta do Boston College, disse que ele e os outros membros do grupo apresentaram ao papa uma série de volumes publicados pela rede em conjunto com a Orbis Books nos EUA.

Os volumes, que reúnem ensaios de teólogos de todo o mundo, têm se concentrado em teologia feminista, sustentabilidade e migração.

Linda Hogan, outra co-presidente da rede, apresentou ao papa o volume da rede de teologia feminista, intitulado Feminist Catholic Theological Ethics: Conversations in the World Church (em português, Ética Teológica Católica Feminista: Diálogos na Igreja Mundial). Hogan co-editou o livro com o padre jesuíta nigeriano Agbonkhianmeghe Orobator.

Em uma entrevista na quarta-feira, 22 de março, Hogan, professora de Ecumenismo na Trinity College em Dublin, disse que, ao apresentar os livros para o papa, seu grupo esperava destacar sua própria forma de promover teólogos de várias partes do mundo.

"Nosso verdadeiro ponto central na apresentação da série de livros não era os próprios temas, embora eles sejam importantes, mas o nosso modus operandi, que é sempre ter dois teólogos de diferentes continentes como editores", disse Hogan.

Keenan disse que achava que o papa passou tanto tempo com o grupo em partes porque eles começaram a reunião mencionando que um dos fundadores da sua rede, o padre jesuíta chinês Lucas (Yiu Cante Lucas) Chan, morreu subitamente aos 46 anos em 2015.

Keenan disse que começou o encontro dando ao papa a placa memorial do velório de Chan.

"Eu entreguei a ele e muitos do grupo começaram a chorar", disse o jesuíta. "O papa estava muito emocionado e disse que era um gesto muito amável."

"Eu acho que o que ele viu é que somos um grupo de amigos", disse Keenan. "Ele viu que não se tratava apenas de uma equipe. São pessoas que se relacionam."

Outros participantes da reunião com Francisco eram os teólogos do Boston College Kristin Heyer e Toni Ross, o padre italiano Antonio Autiero, o esloveno Pe Roman Globokar e a teóloga argentina Emilce Cuda.

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