Visitação apostólica permitiu diálogo com Roma, e trouxe uma unidade renovada das religiosas com os leigos

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17 Fevereiro 2017

Representantes de algumas das congregações religiosas americanas convidadas a ir a Roma no ano passado para aprofundar o debate da visitação apostólica nos Estados Unidos disseram, considerar construtiva a viagem feita, tendo sido um sinal de relações melhores com Roma.

A reportagem é de Dan Stockman, publicada por Crux, 14-02-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“O diálogo foi respeitoso e alegre”, disse a Irmã Mary McKay, da Congregação de São José de Carondelet, que fez a viagem a Roma em outubro. “Não foi uma conversa em que eles falavam e nós apenas ouvíamos. Eles de fato nos escutaram e perguntaram se havia outras coisas que queríamos de falar. Ficamos satisfeitas pela experiência e achamos que foi uma experiência de cheia de graça”.

A visitação apostólica foi uma investigação a aproximadamente 340 institutos religiosos femininos nos EUA que abrigam cerca de 50 mil mulheres. A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica – CIVCSVA lançou essa investigação em 2008 com a aprovação do Papa Bento XVI.

Em dezembro de 2014, a CIVCSVA emitiu o relatório final da visitação, ainda que as autoridades na época iriam dizer que, posteriormente, seriam enviados relatórios individuais às congregações que receberam uma visitação in loco e àquelas cujos relatórios individuais indicavam áreas de preocupação.

Em geral, o tom do relatório foi laudatório – empregou alguma forma da palavra “gratidão” oito vezes ao longo de 12 páginas – e houve um elogio efusivo por parte do prefeito da CIVCSVA, o Cardeal João Bráz de Aviz. Mas quando as missivas chegaram no meio do ano passado convidando cerca de 15 congregações para irem a Roma discutir temas levantados durante a investigação, houve a preocupação de que as relações, que haviam recentemente melhoradas, haviam mudado.

Na reportagem do Global Sisters Report sobre as convocações ao Vaticano, as irmãs observaram que elas há tempos desejavam ter um diálogo com a hierarquia católica, que ambos os lados vinham falando de coisas diferentes quando se encontravam e que elas estavam sofrendo com uma lacuna cultural – um ponto que o relatório da congregação vaticana reconheceu. Agora, as comunidades que falaram com o Global Sisters Report sobre as viagens que fizeram a Roma disseram que este diálogo começou.

“Houve um respeito mútuo muito grande e um verdadeiro interesse naquilo que tínhamos a dizer”, afirmou McKay. “Eles de fato nos deixaram falar. Bem no final, o cardeal perguntou se queríamos falar sobre mais alguma coisa. Nós trazemos a questão do papel da mulher na Igreja. Ele falou sobre isso e disse que existe a necessidade de uma colaboração melhor entre os bispos e as religiosas”.

McKay disse que lideranças de outras comunidades com quem conversou, e que também realizaram a viagem a Roma, tiveram experiências parecidas.

A Irmã Teri Hadro, provincial das Irmãs da Caridade da Bem-Aventurada Virgem Maria, falou que a experiência que teve em Roma também foi assim. A sua comunidade não fora convidada a Roma, sendo apenas pedida a responder via carta a perguntas que a visitação apostólica levantou.

“Acho que todas ficamos felizes que o caso esteja encerrado, e que o cardeal e o secretário estiveram mais interessados em dialogar do que em investigar, disse Hadro. “Só tenho boas coisas a dizer sore a abordagem dialogal por parte dos representantes da CIVCSVA”.

Hadro declarou que, embora tenha aproximado as irmãs e fortalecido os laços entre elas e os leigos, a investigação foi uma distração do trabalho que precisa ser feito.

“Penso que a abordagem que o Papa Francisco tem para a nossa Igreja, que é muito mais pastoral do que legalista, é um sinal de esperança e entusiasmo para que voltemos à nossa missão”, disse. “Espero que possamos fazer isso sem ter que parar e sermos avaliadas”.

Uma irmã, que respondeu de forma anônima às perguntas do Global Sisters Report, disse que “o tom da visita foi positivo, encorajador e afirmativo. Foi um diálogo com todos os participantes compartilhando de forma igual”.

Outras comunidades não quiseram comentar.

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