Os bispos dos Estados Unidos e do México deverão se reunir para denunciar o “muro da exclusão” proposto por Trump

Revista ihu on-line

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Mais Lidos

  • Assim o 1% se prepara para o apocalipse climático

    LER MAIS
  • Bispos latino-americanos levantam a voz pela Amazônia

    LER MAIS
  • O holocausto da Amazônia põe a civilização em alerta. Artigo de Marina Silva

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

13 Fevereiro 2017

Os núncios dos Estados Unidos e do México, Christophe Pierre e Franco Coppola, respectivamente, estarão organizando um encontro de bispos de ambos os países para denunciar o “muro da exclusão”. Um encontro que, de acordo com a imprensa mexicana, deverá acontecer no final de fevereiro em Brownsville (Texas), e no qual seriam abordados os problemas da imigração, acolhida e proteção na fronteira na “era Trump”.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 12-02-2017. A tradução é de André Langer.

“Nós respeitamos o direito do governo dos Estados Unidos de cuidar de suas fronteiras e de seus cidadãos, mas não acreditamos que uma aplicação rigorosa e intensiva da lei seja o caminho para alcançar seus objetivos, e que, pelo contrário, estas ações são geradoras de alarma e medo entre os imigrantes, desintegrando muitas famílias sem um exame mais aprofundado”, diziam, em um comunicado, os bispos mexicanos. O comunicado foi replicado pelo L’Osservatore Romano.

Um texto que se somava aos publicados por diversos bispos estadunidenses, que veem com receio e preocupação a política migratória de Donald Trump e seu anúncio de fechar a fronteira com o México com um muro. Entre eles encontra-se o bispo de Austin, Joe Steve Vásquez, que destacou que a construção do muro “colocará em perigo a vida dos migrantes”.

“Em vez de construir muros – disse dom Vásquez –, os bispos vão continuar a seguir o exemplo do Papa Francisco. Queremos construir pontes entre as pessoas, pontes que nos permitam derrubar os muros da exclusão e da exploração”.

Para o cardeal arcebispo de Newark, Joseph William Tobin, esta medida “é o contrário do que significa ser americano” e contribuirá para destruir famílias e comunidades. O cardeal O’Malley, por sua vez, destacava que um católico deve continuar a sentir “compaixão e misericórdia” por aqueles que fogem da violência e da perseguição.

Do mesmo modo, os jesuítas dos Estados Unidos e do Canadá emitiram um duro comunicado em que “denunciamos o Decreto executivo da Administração Trump, que suspende e expulsa refugiados e proíbe a presença dos nacionais de sete países, como uma afronta à nossa missão e uma agressão aos valores americanos e cristãos”.

“Nossa identidade católica e jesuíta nos pede para acolher o estrangeiro e aceitar diferentes tradições de fé e cultura com abertura e compreensão. Não devemos nos atemorizar”, escrevem no comunicado.

Declaração da Conferência de Provinciais do Canadá e dos Estados Unidos sobre o Decreto de Imigração e Refugiados da Administração Trump

Como membros de uma ordem religiosa global que trabalha na formação de homens e mulheres conscientes e compassivos, denunciamos o Decreto Executivo da Administração Trump – que suspende e expulsa refugiados e proíbe a presença dos nacionais de sete países – como uma afronta à nossa missão e uma agressão aos valores americanos e cristãos.

Os jesuítas – por nosso trabalho em universidades, escolas e paróquias e outros ministérios específicos como o Serviço Jesuíta aos Refugiados – temos uma longa e estimada tradição de acolher e acompanhar refugiados, independentemente de sua religião, quando iniciam uma nova vida nos Estados Unidos. Continuaremos este trabalho defendendo e mantendo a solidariedade com todos os filhos de Deus, sejam eles muçulmanos ou cristãos.

O mundo é profundamente problemático, e muitos dos nossos irmãos e irmãs estão, com razão, aterrorizados. Nossa identidade católica e jesuíta nos pede para acolher o estrangeiro e aceitar diferentes tradições de fé e cultura com abertura e compreensão. Não devemos nos atemorizar. Devemos continuar a defender os direitos humanos e a liberdade religiosa. Como disse o Papa Francisco: “Não se pode ser cristão sem viver como cristão”.

Estados Unidos: Carta dos Provinciais da Califórnia e do Oregón

Queridos irmãos e amigos:

Escrevemos para manifestar-lhes a nossa consternação ao ver como o modo de falar da nova administração sobre a imigração tomou um tom mais agudo e abertamente xenófobo. Não há dúvida de que a recente disposição do governo contradiz uma obrigação fundamental da nossa tradição judeu-cristã: “amem o imigrante, porque vocês foram imigrantes no Egito” (Dt 10, 19) e “eu era estrangeiro e me receberam em sua casa” (Mt 25, 35). Também o Papa Francisco foi claro: ele nos chama para “ver um raio de esperança... nos olhos e nos corações dos refugiados e daqueles que foram violentamente deslocados” e para servir os imigrantes e refugiados o quanto for possível. Pelo contrário, o decreto do Presidente impiedosamente manda voltar um grande número de mulheres e crianças aos horrores da guerra, da fome, da repressão massiva e mesmo da morte.

Saímos recentemente da nossa 36ª Congregação Geral que declarou que “diante das atitudes de hostilidade para com estas pessoas [deslocadas, inclusive refugiados e migrantes], a nossa fé convida a Companhia a promover, onde quer que seja, uma cultura da hospitalidade mais generosa”.

Como membros de uma ordem religiosa global que trabalha para formar homens e mulheres conscientes e compassivos, denunciamos, de forma inequívoca, o Decreto executivo da Administração Trump como uma afronta à nossa missão e uma agressão aos valores americanos e cristãos e como uma rejeição da nossa humanidade. Nenhuma região do nosso país beneficiou-se tanto com a contribuição dos emigrantes como o oeste. Elevamos a nossa voz individual e coletiva contra as políticas severas e desumanas da atual administração, que não se importa em levantar um muro e bater a porta na cara das pessoas mais vulneráveis do mundo.

Nestes dias difíceis, renovamos o nosso compromisso para sermos construtores de pontes entre pessoas de diferentes pontos de vista políticos, ao mesmo tempo que também mantemos firmemente os valores do Evangelho e da nossa Doutrina Social Católica.

Em união de oração, seus em Cristo,

Scott Santarosa, S.J. (Provincial da Província do Oregón)

Michael Welier, S.J. (Provincial da Província da Califórnia)

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Os bispos dos Estados Unidos e do México deverão se reunir para denunciar o “muro da exclusão” proposto por Trump - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV