Bolívia. García Linera não irá se candidatar novamente à vice-presidência

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Por: João Flores da Cunha | 21 Dezembro 2016

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, anunciou no dia 11-12 que não pretende se candidatar mais uma vez ao cargo. Ele fez a declaração ao jornal La Razón, de La Paz, e afirmou que se trata de uma decisão pessoal. “Sinto que posso ajudar em outros níveis que considero deficitários neste projeto histórico, fundamentalmente na formação política”, disse ele ao La Razón.

García Linera está no cargo desde 2006, quando Evo Morales assumiu o poder, naquele que é o primeiro governo indígena da história da Bolívia. Ambos pertencem ao partido Movimento para o Socialismo – MAS. Seus dez anos no poder têm como marcas o crescimento econômico, a redução na pobreza, a nacionalização dos setores de gás e petróleo e a implementação de uma nova Constituição que transformou o país em um Estado plurinacional.

O vice-presidente é considerado o principal teórico por trás do governo de Evo Morales. Adepto do marxismo, escreveu livros e artigos com estudos sociológicos e de ciência política. Ele participou de movimentos sociais e indígenas nos anos 1980 e 1990.

García Linera fez estudos em ciências exatas no México e se aproximou das humanas de forma autodidata, em especial em um período de cinco anos que passou na prisão por conta de sua militância política. “Agora quero me dedicar a formar novos líderes políticos e sociais”, disse o vice-presidente ao jornal La Razón sobre seus planos após deixar o cargo.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, o vice-presidente boliviano justificou sua decisão de não se apresentar novamente às eleições dizendo ser “mais útil em outra trincheira, que considero mais difícil: publicar, escrever, ter um programa de rádio ou TV, formar quadros, o que seja possível na batalha das ideias, chave da continuidade e onde estamos mais fracos. Para um revolucionário, é melhor estar por fora do governo”.

Ao contrário de seu vice-presidente, Evo Morales pretende se candidatar nas próximas eleições, em 2019. Em um congresso realizado na última semana, o MAS aprovou a indicação do presidente para concorrer no próximo pleito.

No entanto, Morales não pode se candidatar a uma nova reeleição, segundo os termos da Constituição boliviana. Uma tentativa de alterá-la em um referendo em fevereiro de 2016 resultou na primeira derrota eleitoral do governo: a maioria da população rejeitou a iniciativa do presidente para concorrer mais uma vez ao cargo.

Assim, o MAS estuda formas de contornar esse impedimento constitucional – umas das possibilidades é que Morales renuncie ao cargo, o que deixaria García Linera no poder. Ao jornal El País, o vice-presidente disse que seguirá “acompanhando o presidente Evo em todas as batalhas futuras”.

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