Colômbia. União Europeia cria fundo milionário para ajudar no pós-conflito

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Por: João Flores da Cunha | 14 Dezembro 2016

A União Europeia criou um fundo fiduciário de 95 milhões de euros para ajudar no desenvolvimento da Colômbia no período pós-conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC. A cerimônia de assinatura ocorreu em Bruxelas no dia 12-12, e contou com a presença do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

O dinheiro será destinado principalmente para o desenvolvimento rural e para a reforma agrária. Os recursos terão utilizações diversas, desde a garantia do direito à terra até a retirada de minas terrestres espalhadas pela zona rural do país. Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, declarou que o objetivo do fundo é “apoiar com medidas pragmáticas a passagem deste acordo para a reconciliação plena”.

A preocupação com a área rural se justifica pois ela está na base do conflito do Estado com a guerrilha, que se iniciou nos anos 1960 e agora se aproxima de seu fim. Um cessar-fogo bilateral está vigente desde agosto, e o Congresso colombiano ratificou no dia 30-11 o acordo de paz firmado entre o governo e a guerrilha.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas – ONU alertou que o vazio deixado pelas Farc na área rural da Colômbia contribui para o alto número de mortes de ativistas registrado neste ano. Conforme os termos de paz, as forças das Farc deixaram áreas onde historicamente tinham presença para se agrupar em zonas de concentração acordadas com o governo, onde irão efetuar a entrega de suas armas.

O fundo está previsto para vigorar até 2020, mas pode ser prolongado. A União Europeia já havia anunciado em maio deste ano um pacote de ajuda à Colômbia, que incluía um empréstimo de 400 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento. No total, o apoio europeu chega a 585 milhões de euros.

72 dos 95 milhões de euros que compõem o fundo vêm do orçamento da União Europeia. Além disso, 19 dos 28 países membros da entidade comunitária contribuíram para o fundo com pagamentos individuais.

“Chegou o momento de trabalhar por uma verdadeira reconciliação. Isso pode levar mais tempo do que as negociações. Esse último trecho rumo à paz pode resultar o mais difícil, e, no entanto, é essencial”, declarou na cerimônia Federica Mogherini. Ela afirmou que “a reconciliação sempre é possível”, como mostra a história da Europa. “Os povos europeus se enfrentaram muitas vezes, mas agora, no marco de nossa União, conseguimos 70 anos de paz sem precedentes”, disse.

Ela lembrou que o Prêmio Nobel da Paz, outorgado a Santos neste ano, foi dado à União Europeia em 2012. “O projeto europeu é um projeto de paz”, assinalou.

Sobre a perspectiva de desenvolvimento após o acordo de paz, o presidente Santos afirmou que “o fundo vai nos permitir converter esse sonho em realidade. Com esses recursos, podemos começar a dar benefícios concretos às pessoas”. A Colômbia também deve receber recursos de fundos da ONU, do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID para auxiliar no desenvolvimento das regiões mais afetadas pelo conflito.

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