Construção civil alavanca aumento de postos de emprego em outubro no Vale do Sinos

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Por: Marilene Maia e Matheus Nienow | 06 Dezembro 2016

No Vale do Sinos, postos de emprego aumentaram em outubro, com destaque à construção civil. Setor tem sido a aposta para retomar o crescimento do país, mas é a atividade econômica que mais mata trabalhadores no Brasil, conforme pesquisas.

O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos – ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, acessa, mensalmente, os dados da movimentação no mercado formal de trabalho nos territórios do Vale do Sinos a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED do Ministério do Trabalho – MTE.

tabela 01 apresenta a movimentação no mercado formal de trabalho em outubro de 2016 nos territórios do Vale do Sinos. Destaca-se aumento de 979 postos de emprego no mês e 951 no acumulado do ano.

Ainda assim, nos últimos 12 meses, há redução de 6.707 postos de emprego, dos quais 1.559 em Novo Hamburgo, município com a maior redução na região. Neste período, São Leopoldo e Sapucaia do Sul possuem a segunda e a terceira maiores reduções, com -1.317 e -1.214, respectivamente.

No mês de outubro de 2016, São Leopoldo apresentou o maior aumento de postos de emprego: 489 frente a 440 em Canoas e 178 em Nova Hartz. Novo Hamburgo novamente registrou a maior queda, com 123 postos reduzidos.

A tabela 02 apresenta a movimentação no subsetor da construção civil no mercado formal de trabalho em outubro de 2016 nos territórios do Vale do Sinos. Este subsetor apresentou aumento de 467 postos no último mês.

Canoas foi o município responsável pelo aumento, com criação de 600 postos no mês. No acumulado anual, o município registra alta de 443 postos e nos últimos 12 meses, 414 postos.

Dos 14 municípios da região, metade obteve queda de postos de emprego neste setor econômico, mas a mais acentuada ocorreu em Nova Santa Rita, onde houve redução de 109 postos.

O setor da construção civil tem sido aposta para retomar o crescimento e a geração de empregos no país. Segundo os indicadores oficiais disponíveis, a construção civil é a atividade econômica que mais mata trabalhadores no Brasil.

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