Será que os Estados Unidos precisam controlar sua raiva?

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17 Novembro 2016

De uma forma ou de outra, todo mundo parece ter rusgas com alguém.

Não estou falando apenas das eleições. Nos Estados Unidos, há os resultados presidenciais, mas isso também se refere a questões do cotidiano. Há muito de "isso é meu e você não pode pegar" por aí.

Então, sim, é sobre imigração e assistência médica.

Mas é também sobre atritos em escritórios e estacionamentos.

O artigo é de Phyllis Zagano, pesquisadora da Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova Iorque, autora, entre outros, dos seguintes livros The Light of the World: Daily Meditations for Advent and Christmas, Women Deacons?: Essays with Answers e In the Image of Christ: Essays on Being Catholic and Female, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 16-11-2016. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Eis o artigo.

As pessoas estão defendendo seu espaço e suas posições de maneira cada vez mais feroz e com menos civilidade e profissionalismo. A intensidade e o tipo de raiva variam, mas é raiva, mesmo assim: uma raiva que desfigura as discussões ao ponto de não haver discussão nenhuma.

Isso não quer dizer que o diálogo exige um compromisso. Nem todo ponto branco precisa se misturar com um ponto preto e terminar cinza. Algumas coisas são objetivamente certas ou erradas. Mas mudar o tom de maneira que o discurso civil (ou mesmo pessoal) se torne uma disputa individual violenta tem sido cada vez mais comum.

No nível micro, atritos de escritório viram uma apunhalada pelas costas horrível, e confrontos no estacionamento, assassinatos. O que é meu é meu, e você não pode tê-lo, aconteça o que acontecer.

É só ampliar o problema e se tem multidões lotando protestos raivosos. Recentemente, Austin, Chicago, Fort Lauderdale, Hollywood, Los Angeles, Nova York, Filadélfia e Seattle estiveram em contextos de rebelião, ou quase isso, causados por grupos de indivíduos cuja candidata perdeu a eleição.

Isso está a serviço do quê e de quem? Não consigo ver equivalência entre gritar e discutir, entre quebrar janelas e resolver as diferenças.

Parece-me que ao invés de procurar soluções dentro da realidade do momento, os queixosos estão à procura de uma nova realidade, uma realidade alternativa que eles próprios criam e que se adapte ao que eles querem.

Será que os dois lados não podem concordar em alguns pontos, ou duas questões, pelo menos? Primeiro: Ninguém quer ver ninguém passar fome. Segundo: Ninguém quer ver ninguém sem assistência médica.

A questão é realmente os imigrantes e refugiados - as pessoas deslocadas pela guerra e pela pobreza -, que vêem a Europa, a Austrália, os Estados Unidos e o Canadá como possíveis lugares para começar uma nova vida tranquilamente? Dom Joseph Kurtz, de Louisville, Kentucky, presidente da Conferência dos Bispos dos EUA, estava certo ao dizer aos bispos reunidos em Baltimore nesta semana que "nossa nação corre grandes riscos quando as famílias de refugiados são mencionadas superficialmente".

Será que a questão é sobre as pessoas sem plano de assistência médica - que precisam encontrar o cuidado médico necessário -, que consideram a assistência universal à saúde como a resposta? O presidente eleito Donald Trump estava certo quando disse que a cobertura para condições pré-existentes e assistência estendida às pessoas que ficam em casa eram necessárias em qualquer que seja o programa de assistência à saúde implementado em sua administração.

Será que não podemos maneirar na raiva? Ninguém quer tráfego interrompido, pessoas machucadas, carros virados e lojas destruídas. A aceitação mais emblemática da eleição geral veio dos mercados mundiais. Depois de cair 800 pontos no meio da noite, quando a vitória de Trump era iminente, eles aumentaram 300 pontos até o final do dia seguinte. Por quê? Porque o sistema funcionou. O governo não se desintegrou, uma transição de poder pacífica era certa e os dois principais candidatos comportaram-se como adultos civilizados.

Mesmo assim, parece que a sociedade está mais voltada para o caos do que para o diálogo construtivo, e é por nossa causa, e de mais ninguém. "Controlar a raiva" está muito em voga, mas é algo que todos devemos ter no coração na próxima vez que houver disputa, seja pela vaga de estacionamento ou uma eleição.

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