Houve acordo para eliminar químico que reforça aquecimento global

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17 Outubro 2016

Mais de 190 países chegaram neste sábado a um acordo tido como “monumental” para começar já a eliminar progressivamente, nos países mais ricos, um tipo de gás usado nos frigoríficos e nos aparelhos de ar-condicionado que que tem um efeito de acelerador do aquecimento global: os hidrofluorcarbonetos, conhecidos pela sigla HFC.

A reportagem é de Clara Barata, publicada por Público, 15-10-2016.

Reunidos no Ruanda, representantes daqueles países, entre os quais Portugal, que se fez representar pela Agência Portuguesa do Ambiente, aceitaram fazer uma emenda ao Protocolo de Montreal, fixado em 1987 e que determinou a progressiva proibição de produtos que destroem o ozônio na estratosfera – os clorofluorocarbonetos (CFC), destruindo a camada da atmosfera que protege o planeta dos raios ultravioleta que provoca cancro e outros problemas.

Os HFC começaram a ser usados em alternativa aos CFC, embora tenham efeitos nocivos como gases com efeito de estufa. Representam apenas 2% dos gases que fazem aumentar o aquecimento global emitidos pela atividade dos seres humanos na Terra – a esmagadora maioria é mesmo dióxido de carbono (CO2), que é o que é o que procura limitar o Acordo de Paris, que deverá entrar em vigor a 4 de Novembro. Mas se não forem controlados, em 2050 podem representar 12% dos cases com efeito de estufa, e isso seria dramático.

É que os HFC têm uma capacidade de capturar calor que pode ser 14.800 vezes superior à do CO2 e, ao contrário do dióxido de carbono, não há nenhuma fonte natural de HFC, são um produto feito pelo homem. A sua concentração na atmosfera explodiu na última década, porque o uso de ar condicionado disparou em economias em rápido desenvolvimento, como a China e a Índia. Estima-se que 1600 milhões novos aparelhos de ar condicionado entrem em funcionamento até 2050, avança a Reuters, refletindo o crescimento da classe média na Ásia, na América Latina e na África.

É preciso encontrar novas opções que substituam os HFC, pois o novo acordo, que tem valor vinculativo, por ser uma emenda ao Tratado de Montreal, obriga os Estados Unidos e a União Europeia a começarem a reduzir o uso destes químicos em 10% até 2019 (tendo como referência os níveis de 2001-2013), para chegar a menos 85% até 2036.

Um segundo grupo de países, ditos em “via de desenvolvimento”, mas que inclui a China, o maior emissor mundial de HFC, e também os países africanos, comprometeu-se a iniciar a transição em 2024. Devem atingir uma redução de 10% em 2029, tendo como base as emissões de 2020-2022, e atingir menos 80% em 2045.

Um terceiro grupo de países, que inclui a Índia, o Paquistão, o Irão, o Iraque e os países do Golfo Pérsico, comprometeu-se a atingir estas metas de redução em 2032 e 2047.

A falta de pressa deste grupo, e em especial de Nova Deli, foi uma das polêmicas desta conferência: “É uma vergonha que a Índia e um punhado de países tenham escolhido um programa mais lento”, denunciou a organização não-governamental Christian Aid, citada pela AFP.

1600 milhões de aparelhos de ar condicionado devem entrar em funcionamento até 2050

Vitória para a Terra

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que ajudou a alcançar este acordo, considerou tratar-se de uma grande vitória para o planeta Terra. “É um monumental passo em frente, que atende às necessidades de cada nação mas que nos dará a oportunidade de reduzir o aquecimento global”, enfatizou. “Este é provavelmente o passo mais importante que podíamos ter dado para limitar o aquecimento global e para as gerações vindouras”, insistiu Kerry.

Dado o poder de retenção de calor dos HFC, os cientistas acreditam que o acordo de Kigali pode ter uma importante contribuição para desacelerar o aquecimento global. Talvez possa evitar uma subida de 0,5 graus da temperatura média global até 2100 – o que é muito, dado que os cientistas estimam que mais dois graus é quanto o planeta pode suportar até começarem a surgir efeitos realmente perigosos das alterações climáticas.

Espera-se que este acordo possa conduzir a uma redução dos gases com efeito de estufa equivalente a 70 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono – cerca de duas vezes a quantidade de emissões de carbono anais em todo o mundo.

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