Com 14% de aprovação, Temer tem segunda pior popularidade em ranking das Américas

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06 Outubro 2016

Com apenas 14% de aprovação, o presidente Michel Temer é a segunda liderança mais impopular entre 20 dos principais chefes de Estado das Américas.

No ranking, compilado pela consultoria mexicana Mitofsky com base nas sondagens de opinião mais recentes, Temer aparece à frente apenas do presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, cuja gestão é aprovada por apenas 10% da população do país centro-americano.

A reportagem é de Luis Barrucho, publicada por BBC Brasil, 05-10-2016.

O mais popular é o mandatário recentemente reeleito da República Dominicana, Danilo Medina, com 83% de aprovação.

Na terça-feira, dados da pesquisa CNI/Ibope apontaram que apenas 14% da população classificam o governo de Temer como "ótimo ou bom". Já 39% consideram sua gestão como "ruim ou péssima". Os que avaliam o governo como "regular" somam 34%.

Foi a primeira pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) desde que o peemedebista assumiu oficialmente o cargo, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, no final de agosto.

Apesar de baixa, a popularidade de Temer é maior do que a de sua antecessora. Na última pesquisa sobre Dilma feita pelo Ibope, em 30 de março antes, portanto, de seu afastamento temporariamente do cargo em maio 10% da população aprovavam seu governo. Já 69% consideravam sua gestão como "ruim ou péssima".

'Lanterna'

Entre os líderes mais populares das Américas, estão Daniel Ortega (Nicarágua), em segundo, e Rafael Correa (Equador), Jimmy Morales (Guatemala) e Pedro Pablo Kuczynski (Peru), dividindo o terceiro lugar.

Da América do Norte, Justin Trudeau (Canadá) e Barack Obama (Estados Unidos) são bem avaliados por mais da metade da população de seus países, 55% e 52%, respectivamente.

Na vizinha Argentina, Mauricio Macri, que substituiu Cristina Kirchner, tem 43% de aprovação.

Já entre os mais impopulares, estão Horácio Cartes (Paraguai), Michelle Bachelet (Chile), Nicolás Maduro (Venezuela), seguidos por Temer e Solís.

Bachelet, a única mulher do ranking, tem 22% de aprovação, depois de 28 meses de governo. Ela ocupa a Vice-presidência do Chile pela segunda vez.

Popularidade em queda

Segundo a consultoria Mitofsky, a média de popularidade dos líderes do continente americano vem mantendo a tendência gradativa de queda e em 2016 chegou ao valor mais baixo em 12 anos: 41%.

"Neste ano, a queda é explicada pela América do Sul, já que os índices na América Central e Caribe se mantiveram estáveis e nos Estados Unidos e Canadá, aumentaram", afirma o relatório.

Na América do Sul, em um ano, a popularidade média dos governantes caiu de 36% para 33%, aponta o levantamento.

Segundo especialistas, a queda está associada em grande parte à desaceleração da economia.

"Apesar das peculiaridades de cada país, se há um denominador comum, este é o fim do superciclo das commodities, que promoveu um crescimento econômico rápido, viabilizando políticas de transferência de renda e, sobretudo, ampliando a classe média", diz João Augusto Castro Neves, diretor de América Latina da consultoria Eurasia.

"Com essa nova classe média, vieram novas demandas. E, quando a bonança acabou, os governantes se viram pressionados a atendê-las com muito menos recursos. Isso afetou negativamente a popularidade deles", acrescenta.

Castro Neves lembra, contudo, que no Brasil o impacto foi maior não só do ponto de vista econômico, mas político. "A Operação Lava Jato representou, sem dúvida, um forte golpe em toda a classe política".

Comparação internacional

Na comparação com líderes de outros países do mundo, Temer também leva desvantagem.

Segundo o ranking da Mitofsky, o único com popularidade menor do que o peemedebista é o presidente da França, François Hollande. O socialista é aprovado por apenas 12% da população francesa.

O mais popular é o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com 82% de aprovação, seguido pela alemã Angela Merkel (59%), a lituana Dalia Grybauskaite (52%) e a britânica Theresa May (48%).

Leung Chung Ying, de Hong Kong (41%), Matteo Renzi, da Itália (27%), Malcolm Turnbull, da Austrália (38%) e Alexis Tsipras, da Grécia (28%), completam a lista.

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