Bolívia prende nove mineiros após assassinato de vice-ministro

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Por: João Flores da Cunha | 29 Agosto 2016

Na Bolívia, uma juíza decretou a prisão preventiva de nove mineiros acusados de envolvimento no assassinato de Rodolfo Illanes, que era vice-ministro de Interior do país. O crime ocorreu no dia 25-08-2016.

Entre os detidos, estão o presidente e o vice-presidente da Federação Nacional das Cooperativas Mineiras da Bolívia – Fencomin. O setor, antigo aliado do presidente Evo Morales, entrou em conflito com o governo por conta de mudanças realizadas por este em leis sobre mineração e sobre cooperativas.

No dia do assassinato de Illanes, eles bloqueavam a principal estrada do país, que conecta Oruro e Cochabamba. O vice-ministro havia sido enviado para mediar o conflito e dialogar com os mineiros, mas acabou sendo sequestrado por eles.

Illanes foi “torturado durante seis ou sete horas”, segundo o Promotor geral do país, Ramiro Guerrero, e espancado. A causa de sua morte foi um derrame cerebral, decorrência de um golpe na cabeça. Quatro mineiros morreram nos embates que se seguiram entre eles e a polícia.

A reação do governo

Frente ao assassinato de Illanes, o governo de Evo reagiu fortemente, denunciando conspiração e uma tentativa de golpe por parte dos mineiros. “O governo nacional derrotou um golpe de Estado”, afirmou o presidente. Ele acusou setores da direita de apoiarem as cooperativas.

O ministro de Governo, Carlos Romero, acusou o movimento dos mineiros cooperados de querer, “no mínimo, desestabilizar o governo”. Ele também apresentou explosivos que estariam em posse dos mineiros.

Disputa de poder

A tensão entre os mineiros e o governo se dá por conta de alterações na lei de mineração do país, que não permite que as concessões de minas, controladas pelas cooperativas, sejam transferidas para empresas privadas ou estrangeiras. O governo denuncia que, através do arrendamento de minas para empresas privadas, as cooperativas estariam entregando os recursos naturais do país, que foram nacionalizados por Evo no início de seu primeiro mandato, em 2006.

O conflito se acirrou em 19-08, quando o governo aprovou uma alteração na Lei de Cooperativas, que obriga que os empregados das mineiras se sindicalizem – o que enfraqueceria o poder das cooperativas.

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