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26 Agosto 2016

“A dificuldade real da fertilização in vitro reside aqui: na eliminação automática de embriões fertilizados não utilizados, quer seja imediatamente após seus irmãos e irmãs sobreviverem à implantação, quer seja em algum momento futuro, quando eles já não estiverem mais armazenados nos refrigeradores das clínicas”, escreve Phyllis Zagano, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 24-08-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Segundo ela, “somente nos EUA, existe nada menos do que 1 milhão de embriões congelados, cada um à espera de adoção ou destruição. Embora o método antiquado de destruição de embriões seja raramente empregado hoje – despejar os que sobram direto no ralo –, muitos podem ir para uso em pesquisas com células-tronco embrionárias, que é praticamente a mesma coisa”.

Phyllis Zagano é pesquisadora na Hofstra University em Hempstead, Nova York. Entre seus livros, destacam-se: “Women Deacons: Past, Present, Future”; “Women Deacons? Essays with Answers” e “In the Image of Christ: Essays on Being Catholic and Female”.

Eis o artigo.

Dizem que, em 1978, ao ver fotos de Louise Brown nos jornais, o cardeal de Nova York Terence Cooke exlamou: “Um bebê!”. O complicador: Louise era o primeiro “bebê de proveta”, nascido de um casal inglês com a ajuda de um médico que, mais tarde, ganharia o Prêmio Nobel de Medicina.

O Cardeal Albino Luciani, então Patriarca de Veneza e que logo seria o Papa João Paulo I, explicou em detalhes a sua reação que teve. Disse que somente em parte compartilhava da animação e do entusiasmo em torno do nascimento do bebê, pois, para realmente fazer um juízo, seria preciso acessar todos os dados científicos.

Em seguida, Luciani explica as possibilidades e as probabilidades morais. Ele estava preocupado que os cientistas pudessem desencadear uma força incontrolável, de forma semelhante ao “aprendiz de feiticeiro”, de Goethe. Ele via o espectro de uma nova indústria de “fabricação do bebês”, conforme escreveu, e questionou a legitimidade da metodologia, agora conhecida como fertilização in vitro.

Nada mudou desde então. É claro que o nascimento de uma criança é um momento de alegria. Vida nova! O que problemático é a colisão contínua de fertilização in vitro com a teologia moral. A produção de um bebê reduz-se à atividade solitária em clínicas, com placas de Petri e com condições estéreis substituindo vinho e rosas.

E o problema só está começando. Não se pode culpar o bebê – ou os bebês – resultantes destes avanços científicos. Na verdade, não se pode culpar os pais também – supondo que um casal infértil esteja tentando constituir uma família. O primeiro é completamente inocente. Estes últimos são, é bem provável, invencivelmente ignorantes: não sabem as implicações do que eles estão fazendo.

Mas há algo muito, muito errado com a fertilização in vitro para ignorarmos o que a nossa cultura do descartável acabou aceitando.

Não sou uma entusiasta desta fabricação industrial de bebês que Luciani previu, a qual cresceu a ponto de se tornar em um empreendimento de vários milhões de dólares.

Atualmente, projetar filhos custa nada menos que U$ 80 mil. Os custos incluem o óvulo e a coleta do espermatozoide, a criação de embriões, implantação e apoio às mães substitutas (ou “de aluguel”).

Pelo menos para mim, a dificuldade real da fertilização in vitro reside aqui: na eliminação automática de embriões fertilizados não utilizados, quer seja imediatamente após seus irmãos e irmãs sobreviverem à implantação, quer seja em algum momento futuro, quando eles já não estiverem mais armazenados nos refrigeradores das clínicas.

Somente nos EUA, existe nada menos do que 1 milhão de embriões congelados, cada um à espera de adoção ou destruição. Embora o método antiquado de destruição de embriões seja raramente empregado hoje – despejar os que sobram direto no ralo –, muitos podem ir para uso em pesquisas com células-tronco embrionárias, que é praticamente a mesma coisa.

A oposição a esta destruição implícita dos embriões está no cerne de uma mudança aprovada recentemente na legislação americana. A emenda proíbe a destruição de embriões criados através dos serviços de fertilização in vitro financiados pelo governo federal, incluindo aqueles fornecidos pelos departamentos de Defesa e de Assuntos de Veteranos de Guerra. Um deputado federal pelo estado de Maryland, Andy Harris, argumenta, juntamente com uma antiga política do governo, que as verbas advindas dos impostos federais não devem ser empregadas na destruição de cidadãos potenciais.

O fato é que apenas cerca de 10% dos embriões congelados serão adotados em procedimentos que custam, no mínimo, 12 mil dólares. Alguns são o resultado de ovos colhidos e comprados de doadores, que recebem em média 8 mil dólares pelo procedimento. Mas a criogenia só pode ir até aqui. A maior parte do número de embriões congelados acaba sendo destruída.

Como acabamos nos transformando numa cultura que desconsidera dessa forma o valor da vida humana?

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