O Sínodo e a cultura do descarte

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06 Outubro 2015

Que data tinha a conferência do cardeal Erdo proferida na abertura dos trabalhos do Sínodo dos Bispos, no dia 05-10-2015? Quando será que ela foi escrita? Se se leva em conta o teor do texto e as referências internas podia ser tranquilamente 30 ou 40 atrás. E as referências às palavras do Papa Francisco apareciam, no tom mesmo com que eram pronunciadas, totalmente externos e "de fachada".

O comentário é de Andrea Grillo, teólogo italiano, leigo, casado, e publicado no blog Come se non, 05-10-2015. A tradução é de IHU On-Line.

Mas há um ponto onde o texto do cardeal húngaro é revelador: quando se atribui aos próprios "divorciados recasados" a impossibilidade de aceder à comunhão.

É um sistema perfeito: a Igreja não pode fazer nada porque são "eles" que se  colocaram fora! Como eles não renunciam aos atos sexuais na "nova união", não podem ser reconciliados. A "cultura eclesial" torna-se "cultura do descarte", mas com o agravante de jogar a responsabilidade sobre os descartados.

É um sistema que se autoimuniza do problema e o descarrega sobre os outros. Podem dormir sonos tranquilos somente os que dormem sozinhos.

Não surpreende que o bispo húngaro tenha se caracterizado, apesar de ser o relator do Sínodo Extraordinário, por não ter distribuído o questionário de consulta na sua arquidiocese onde ele é o arcebispo! Afinal, não havia necessidade de consultar ninguém. Não havia necessidade de estabelecer uma relação com a realidade. Pois, para ele, tudo já estava claro antes de iniciar o 'sínodo'. Por isso, o seu discurso de abertura é um 'não evento': a Igreja em saída não pode passar, de jeito nenhum, por estas palavras.

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