Mensalão abriga fim do PT, diz antropólogo

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15 Setembro 2015

Entender os detalhes do caso, para Luiz Eduardo Soares, permite compreender a 'ruína' do Partido dos Trabalhadores

Para autor, valorizar o Estado e as lutas contra racismo e desigualdade podem apontar soluções contra a violência

A entrevista é de Sylvia Colombo, publicada por Folha de S. Paulo, 14-09-2015. 

Eis a entrevista.

Qual a história dos relatos que se referem à chegada do PT ao poder?

Há no livro dois capítulos que estiveram próximos de virar filme. Eu os coloquei num roteiro que escrevi para José Padilha, sob o título: "Nunca Antes na História deste País".
Trabalhei com Padilha em diferentes versões, sempre em torno do mensalão, mas optamos por não ir adiante.

José Dirceu entrou em contato com Padilha e o convenceu de que o filme poderia influenciar o julgamento. Prometeu dar uma entrevista quando tudo tivesse passado.

Não sei se ainda está de pé ou se faz sentido, depois que o escândalo da Petrobras transformou o mensalão num detalhe. Mas os detalhes interessam. É neles em que mora a ruína do PT.

O livro é um acerto de contas com personagens que crê que o prejudicaram?

Não. Vendo algumas pessoas de passado respeitável presas, sinto uma tristeza grande, mesmo que tenham agido como meus inimigos e que a prisão cumpra um papel positivo na democratização do país.

Escrevi porque o principal desafio da política é resistir ao utilitarismo e à máxima segundo a qual os fins justificam os meios. Detesto a visão que prega a primazia da pátria, do partido, da redenção social.

Em primeiro lugar estão os indivíduos. Nada justifica atropelar a dignidade individual, não importa quão virtuosa seja a causa.

Meus relatos sobre a gênese do mensalão descrevem o modo pelo qual o indivíduo é reduzido a descartável.

Sua indignação contrasta com a resignação do chefe do tráfico que não se entrega porque está certo de que vai morrer.

Sempre me sentia indignado quando via alguém querendo abandonar o crime e sendo impedido por instituições cuja função deveria ser tirar pessoas do crime.

Se um integrante do crime organizado quer mudar de vida, o passo natural deveria ser ajustar as contas com a Justiça e recomeçar como qualquer cidadão.

Se essa pessoa sabe demais sobre corrupção policial, converte-se em uma bomba ambulante. Caso se entregue, arrisca-se a ser assassinado como queima de arquivo.

Que mãe tentará convencer seu filho criminoso a se entregar? Entregar-se a quem? Com quais garantias?

Para quem vive na favela, é negro, pobre e se envolve com a criminalidade, as saídas estão bloqueadas e a sobrevivência vira hipótese remota. O abjeto naturalizou-se.
Custou caro ao Brasil construir um Estado de Direito sobre os escombros da ditadura. Não pode ter sido em vão. Ver a Constituição sendo rasgada todos os dias por instituições do Estado me revolta.

Qual a importância do relato sobre a tortura da historiadora Dulce Pandolfi?

Já se passaram mais de 40 anos, mas a ação devastadora da ditadura marcou a experiência de gerações e virou parte da paisagem mental que molda o Rio hoje, na contramão do clichê hedonista.
Seria possível, de outro modo, compreender a naturalização das execuções extrajudiciais de jovens negros e pobres nas favelas?

Como vê o cenário do Rio às vésperas das Olimpíadas?

Apesar de contarmos com os melhores quadros da PM na cúpula da instituição, os esforços de reorientação legalista têm sido vãos. A PM é ingovernável, apesar de haver ali milhares de profissionais honrados.

A crise atual tende a estimular crimes contra o patrimônio, a guerra às drogas criminaliza a pobreza e as UPPs são devoradas pela velha cultura militar belicista. Além disso, os direitos dos policiais têm sido violados dentro da própria instituição.

O quadro é desolador. Por outro lado, o Rio sempre se saiu bem nos grandes eventos, porque nesses momentos o trabalho cooperativo torna-se a regra. O problema não são os grandes eventos, é o cotidiano.

Qual a saída para desarmar vínculos ilegais entre governos locais, empresas e cartéis?

É a valorização do Estado e o reconhecimento de que a luta contra o racismo e as desigualdades é civilizadora.

É a legalização das drogas e o investimento em educação. É a admissão de que o Estado não pode agir como criminoso, na política ou na polícia.

RIO DE JANEIRO - HISTÓRIAS DE VIDA E MORTE
AUTOR Luiz Eduardo Soares
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 31,90 (256 págs)

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