Francisco poderia fazer uma visita-relâmpago ao Iraque para visitar os refugiados - vítimas do Estado Islâmico

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12 Janeiro 2015

Francisco poderia viajar ao Iraque para “abraçar os refugiados” que sofrem a perseguição do Estado Islâmico, segundo declarou o cardeal Philippe Barbarin. O arcebispo de Lyon, que em várias ocasiões viajou ao país, indicou numa entrevista a Avvenire que “o Papa quer ir a Iraque”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada pelo sítio Religión Digital, 08-01-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

“Seria uma viagem breve, tudo num só dia”, sublinhou Barbarin, o qual acrescentou que o Papa sairia de Roma com destino a Bagdá para saudar as autoridades do governo iraquiano; depois iria a Erbil, no Kurdistão, para encontrar-se com os refugiados cristãos de Mosul e celebrar com eles a missa, para voltar a Roma pela noite. “Para ele seria uma imensa alegria”, apontou o purpurado.

Um Papa que em repetidas ocasiões clamou contra a perseguição que sofrem os cristãos e yazidíes no Iraque em mãos do Estado Islâmico, e cujas denúncias lhe valeram estar no ponto de mira dos radicais yihadistas. Neste mesmo Natal, Francisco contatou por telefone com um campo de refugiados iraquianos para transmitir seu ânimo às comunidades de fiéis “expulsas pela força de suas casas, que tiveram que abandonar tudo para salvar sua vida e não renegar sua fé”.

Nesta mesma quinta-feira, Francisco recebe Tahseen Sayid Al, líder espiritual do povo yazidi, a minoria perseguida no Iraque – junto à comunidade cristã – pelos yihadistas do autoproclamado Estado Islâmico.

Bergoglio nunca esqueceu, em seus repetidos chamamentos destes meses, as outras minorias perseguidas no Oriente Médio, junto aos cristãos. Também em sua carta de Natal aos cristãos médio-orientais lhes escrevia: “Ao dirigir-me a vós, não posso esquecer os outros grupos religiosos e étnicos que também sofrem a perseguição e as consequências destes conflitos”.

Em julho de 2014 o Cardeal Barbarin visitou o Iraque para inaugurar uma “fraternidade” entre a Igreja em Lion e Mosul, e de 6 a 7  de dezembro viajou junto a uma centena de fiéis de sua diocese à cidade de Erbil, no Kurdistão iraquiano, onde transmitiram sua solidariedade material e espiritual aos refugiados, bem como uma vídeo-mensagem do Papa Francisco aos cristãos.

O Papa “os comparou com uma vara na tormenta, que se dobra, mas não se rompe. Estava muito contente com nossa visita a Erbil. Fomos até ali para construir casas e escolas, levar medicamentos, estabelecer laços de oração entre famílias, inclusive mediante o intercâmbio de fotografias, para poder ver o rosto da pessoa por quem estás orando”, assinalou o cardeal Barbarin.

O arcebispo de Lion, nascido em Marrocos, é um dos responsáveis por manter informado o Papa Francisco sobre a situação dos cristãos do Iraque. “Por ocasião de minha viagem de dezembro a Erbil, eu disse ao Papa: primeiro passo por Roma para que venha comigo, e depois o levo comigo ao Iraque. O Papa se pôs a rir, e decidiu enviar uma vídeo-mensagem, muito linda, que ele nos confiou, para dizer aos cristãos do Iraque: Obrigado por vossa fidelidade a Cristo, a quem nenhum de vos renegou”.

Os cristãos do Iraque “nos pediram que compartilhássemos de seu sofrimento”. Que os ajudemos a permanecer ali. A perseguição é uma experiência antiga, não existe família que não tenha vivido histórias de expulsão ou fuga de sua casa ou cidade... Como criança, também o Patriarca da Babilônia dos Caldeus, o Mons. Louis Rafael I Sako, foi expulso até três vezes. Mas, os cristãos sabem que sem eles é impossível construir e renovar o Iraque. “Embora estejam cada vez mais desesperados e muitos queiram ir-se”, assegurou.

Neste sentido, o cardeal Barbarin explicou que os cristãos do Iraque necessitam de ajuda material e espiritual, além da amizade e proximidade dos cristãos do resto do mundo.

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