''Desde os tempos de São Paulo existe discussão na Igreja.'' Entrevista com Gianfranco Ravasi

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13 Outubro 2014

Na véspera do Sínodo, ele havia citado via Twitter as primeiras palavras de Anna Karenina, de Tolstói, como um chamado à realidade: "As famílias felizes são todas iguais; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira". Temas delicados, com respectivas contraposições entre cardeais.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 11-10-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mas Gianfranco Ravasi, fora da Aula do Sínodo, sorri quando é perguntado sobre o clima desses dias: "Veja, não existe confronto, no modo mais absoluto. Nenhum muro contra muro". O grande biblista deve se manter super partes: ele é quem vai liderar a comissão que escreverá a mensagem final do Sínodo.

"Mas uma coisa pode ser dita: o clima está descontraído, recolhido e muito mais homogêneo do que se afirma. Claro, há posições diferentes, é óbvio, mas existem variações, gradações. Não é que haja uma fronteira clara. Não funciona assim."

Eis a entrevista.

E como funciona, eminência?

O estilo sinodal remonta às origens da Igreja. É uma questão complexa, que tem a ver com uma espécie de discernimento, de amadurecimento progressivo. Por isso, é importante e justo que Francisco tenha previsto duas etapas, agora e no próximo ano: a sinodalidade é um percurso, não um método rígido.

Quando ela nasceu?

Ela remonta a Jerusalém, capítulo 15 dos Atos dos Apóstolos, àquele que é considerado como o primeiro Concílio da Igreja. É quando se discute a admissão dos não judeus à comunidade cristã. Uma questão divaricante no âmbito da própria comunidade. De um lado, Paulo, que anuncia o Evangelho entre os pagãos, e de outro Tiago, que lidera a comunidade judaico-cristã.

No fim, eles entraram em acordo...

Exatamente. É ali que nasce a sinodalidade, e eles encontram, como se vê, uma solução de ponta, mas acurada, o chamado decreto de Jerusalém. E era também naquela época uma matriz de discussão acalorada, muito mais do que agora!

Sobre temas como os divorciados em segunda união?

É preciso ter em mente que a questão dos divorciados em segunda união é um capítulo de um discurso muito mais amplo. A maioria das intervenções tem um fôlego geral, aborda uma questão antropológica, social, eclesial...

A relação com a realidade contemporânea?

Sim, existe esse tema da relação com o mundo, com a cultura contemporânea, que tem percursos totalmente inéditos algumas vezes.

O Sínodo termina no dia 19 de outubro, com a beatificação de Paulo VI, que o instituiu como continuação do Concílio, encerrado com um discurso de "simpatia imensa" ao mundo moderno...

É verdade, pode-se dizer que esse espírito do Concílio permanece mais do que nunca hoje. E é significativo que, para os padres sinodais, foram disponibilizados na Aula cinco manuscritos de Montini, com as suas correções a caneta.

Fala-se de Sínodo "pastoral": a doutrina não muda, mas é possível se mover no espaço das interpretações do Evangelho. É isso?

Pode dizer isso também, eu acho... Mas, veja, na prática, nunca se divide doutrina e pastoral. E os temas são sempre doutrinais e pastorais ao mesmo tempo. A misericórdia não é apenas uma questão pastoral, é também uma questão doutrinal, uma das grandes categorias de Deus. Por isso, eu acho que, inexoravelmente, é preciso sempre manter juntos os dois lados.

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