Violência sexual atinge uma em cada dez meninas, diz ONU

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09 Setembro 2014

Uma em cada dez meninas já foi vítima de violência sexual, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (05/09) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Considerado a maior compilação de dados feita até hoje sobre violência contra crianças, o documento estima que cerca de 120 milhões de meninas no mundo tenham sido sujeitadas a atos sexuais forçados somente em 2012.

A informação é publicada por Opera Mundi, 05-09-2014.

O Unicef disse que os meninos também sofrem violência sexual, mas em grau muito menor do que as meninas. “Acontece cada vez mais na Internet, e é levada a cabo por familiares e professores, vizinhos e estranhos e outras crianças”, disse o diretor-executivo da agência, Anthony Lake, segundo a rede BBC.

De acordo com o documento, os molestadores mais frequentes são atuais ou ex-maridos, namorados e companheiros. O levantamento, que abrange 190 países, também aponta que uma em cada três adolescentes casadas, ou aproximadamente 84 milhões, sofreram alguma violência emocional, física ou sexual por parte de seus maridos.

A República Democrática do Congo e a Guiné Equatorial são os piores casos, onde a proporção de ocorrências chega a 70% ou mais dos casais. Em Uganda, Tanzânia e Zimbábue, passa de 50%. Além disso, 95 mil mulheres com menos de 20 anos, casadas ou não, foram assassinadas em todo o mundo, no mesmo ano.

“A violência contra crianças ocorre todos os dias, em todo lugar: os tapas de um pai aborrecido para controlar uma criança ‘levada’, a perseguição sexual de adolescentes por parte de um colega ou vizinho, o assédio de uma criança por outra no parquinho da escola, a degradação emocional de uma noiva ainda menina por parte de seu marido”, declara o relatório.

“Em todo o mundo, crianças demais são afetadas por essas formas de violência, e ainda assim isso raramente é admitido, em parte por ser tão trivial. As repercussões não são insignificantes, elas se disseminam como ondas pela sociedade, assim como em futuras gerações”, acrescenta o estudo.

Bullying e castigos físicos

O relatório diz ainda que mais de um em cada três estudantes com idades entre os 13 e os 15 anos em todo o mundo são regularmente vítimas de bullying na escola. Na Europa e na América do Norte, quase um terço dos alunos de 11 a 15 anos relata ter conduzido atos de bullying.

No que diz respeito à vida familiar, o estudo revela que quase um quinto das crianças é submetido a “castigos físicos severos” em 58 dos países analisados, o que se explica pelo fato de três em cada dez adultos em todo o mundo acreditarem que “o castigo físico é necessário para educar corretamente uma criança”.

A Unicef avalia que “muitas vítimas são jovens ou vulneráveis demais para denunciarem um abuso”. “Um número elevadíssimo de crianças não recebe proteção adequada contra a violência”, denuncia o fundo da ONU, recordando que “a maioria da violência contra crianças é praticada pelas pessoas que têm a responsabilidade de cuidar delas”.

Apesar de a violência contra crianças ser “generalizada”, a Unicef acrescenta que “não é inevitável”, apresentando algumas estratégias para prevenir e eliminar o problema. Elas incluem reforçar os sistemas judiciários, penais e sociais.

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