52 sacerdotes católicos excomungados na Inglaterra e País de Gales desde 2001

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29 Julho 2014

Mais de 50 padres católicos na Inglaterra e País de Gales foram excomungados desde que as novas regras começaram a ser postas em prática há uma década tendo em vista o combate aos abusos sexuais cometidos pelo clero.

A reportagem foi publicada pelo jornal The Guardian, 24-07-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A Comissão Católica Nacional de Salvaguarda disse que 52 padres foram laicizados ou excomungados desde 2001, após a implementação de novos procedimentos de proteção a crianças e adultos vulneráveis na Igreja Católica nos dois países citados.

O número foi anunciado ao mesmo tempo em que a Comissão informou que, no ano passado, houve 81 denúncias, todas relacionadas à proteção de crianças. Em 2012, este número era de 59.

O número de paróquias sem um representante para a salvaguarda cresceu entre 2012 e 2013 de 88 para 126, disse a Comissão, possivelmente devido à preocupação quanto ao aumento da burocracia associada com a função.

No período entre 2003 e 2012, 598 denúncias de abuso foram relatadas às autoridades civis pelas dioceses e congregações religiosas na Inglaterra e no País de Gales, das quais mais de três quartos, ou 77%, era acusações de abusos sexuais.

Novos procedimentos foram implantados dentro da Igreja Católica nestes dois países depois que o falecido Lord Nolan fez 83 recomendações que visavam a melhoria da proteção infantil na sequência dos escândalos envolvendo padres pedófilos.

Danny Sullivan, presidente da Comissão Nacional, disse que o aumento no número de denúncias no ano passado foi motivado pelo escândalo de Jimmy Savile, que resultou no crescimento da quantidade de telefonemas feitos a grupos de apoio.

Sullivan disse que os números de 2010 relacionados a casos de abusos sexuais também registraram um aumento – em 92 – e que isso pôde ter sido motivado pela publicidade em torno do encontro do Papa Bento XVI em Londres, naquele ano, com sobreviventes de abusos sexuais cometidos pelo clero.

Estes dados vieram a público depois de o Vaticano ter dito no começo deste ano que cerca de 400 padres haviam sido expulsos em todo o mundo em 2011 e 2012 pelo papa anterior sob acusação de abuso infantil.

Sullivan diz que “é uma prática comum dentro da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales que se um padre for preso por acusação de abuso, se um padre for para o tribunal e se um padre receber uma sentença de prisão, então o bispo deverá automaticamente se corresponder com Roma para tratar do desligamento do religioso abusador. Se por algum motivo o padre não é laicizado, temos um sistema em que ele poderá continuar na Igreja tendo um ministério restrito, bastante rigoroso. Faz 11 anos que deixamos claro, dentro da Igreja, que se alguém se apresenta sob denúncias, sejam atuais ou do passado, automaticamente iremos informar as autoridades civis sobre o caso”.

Peter Saunders, chefe-executivo da Associação Nacional para Pessoas Abusadas na Infância, disse que os números de excomunhão de padres abusadores são “encorajadores”.

“Não podemos ter pessoas nesta posição de enorme confiança e responsabilidade com rédeas livres para abusar crianças ou adultos vulneráveis. Por experiência pessoal após ter falado com muitas vítimas, sei que ainda há bastante trabalho a ser feito”, afirmou.

“É claro que há muitas críticas a serem feitas à Igreja Católica, porém está claro também que o trabalho que  eles [os funcionários da Comissão Católica Nacional de Salvaguarda] estão procurando fazer merecem os devidos créditos”.

Anne Lawrence, ex-presidente da organização Sobreviventes de Abusos Sexuais cometidos pelo Clero, disse que, comparado com o número de denúncias recebidas durante a última década, as estatísticas apresentadas representam “a ponta do iceberg”.

Lawrence fala que “não há nada dentro do sistema da Igreja Católica (...) que faça com que eles se engajem num processo onde se permita que as denúncias venham a público num índice maior do que o da média nacional”.

E conclui: “Há evidências de que é provavelmente mais difícil vir a público e falar sobre os casos de abuso se a pessoa for de um contexto católico ou religioso em geral”.

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