Especialistas traçam os caminhos mais viáveis para reduzir emissões

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14 Julho 2014

Pesquisadores das 15 nações que mais liberam gases do efeito estufa entregam à ONU sugestões sobre as melhores maneiras de seus países contribuírem para manter o aquecimento global em 2ºC.

A reportagem é de Fabiana Ávila, publicada por CarbonoBrasil, 10-07-2014.

Diminuir os impactos das mudanças climáticas ao reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) é uma tarefa difícil, mas está longe de ser impossível.

“As soluções não são tão complexas quanto achar a partícula de Higgs, desenvolver o projeto do genoma humano ou colocar o homem na Lua e o trazer de volta para casa em segurança. O que temos que fazer é importante, mas não é algo de uma complexidade absurda. Está bem ao nosso alcance, só não estamos investindo o suficiente ainda”, resumiu Jeffrey Sachs, diretor da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN).

A SDSN acaba de entregar à ONU o relatório interino do Projeto sobre Caminhos de Descarbonização Profunda (Deep Decarbonization Pathways Project – DDPP), a primeira iniciativa de cooperação global a traçar soluções para diminuir a liberação de GEEs.

“O DDPP é um esforço para demonstrar como os países podem contribuir para manter a elevação das temperaturas em, no máximo, 2ºC. Ações nacionais ambiciosas são críticas para evitar os perigos das mudanças climáticas. Este relatório mostra como isso é possível”, afirmou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

O relatório é fruto do trabalho de 15 equipes de pesquisadores, representando as 15 nações que mais emitem GEEs: África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Japão, México, Reino Unido e Rússia. Nesta versão preliminar, as informações sobre Alemanha, Brasil e Índia ainda não estão disponíveis.

De uma forma geral, três pilares norteiam as ações necessárias em todos os países:

- Aumento da eficiência e da responsabilidade no consumo de energia;
- Descarbonização do setor elétrico, com investimentos em fontes renováveis e nuclear e em tecnologias de sequestro de carbono;

- Desenvolvimento de biocombustíveis, veículos elétricos, células de hidrogênio e outras tecnologias que reduzam as emissões do setor de transportes.

Apesar de terem esses três pontos em comum, o relatório destaca que cada nação apresenta particularidades e demanda prioridades diferentes.

Por exemplo, na China, altamente industrial e dependente de carvão, um dos caminhos mais eficientes é a modernização das fábricas e a implementação de tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS).

Já na Indonésia, um país cujas emissões vêm principalmente do desmatamento e das queimadas, uma melhor gestão do uso da terra é o ideal. Os pesquisadores apontam que existem áreas degradadas ou abandonadas de terras que poderiam ser utilizadas para atividades econômicas ou para o plantio de culturas para biocombustíveis. Isso tiraria a pressão sobre as florestas.

Por sua vez, os Estados Unidos, nação com uma classe média com grande poder de renda, as melhores saídas passam pela criação de políticas de eficiência energética e de padrões para combustíveis.

“Este relatório é sobre ações viáveis. Sucesso será difícil, as transformações serão enormes, mas é inteiramente possível. Precisamos trabalhar nesse sentido para a nossa segurança e para as futuras gerações. Temos que investir em tecnologias de baixo carbono que façam a diferença”, concluiu Sachs.

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